<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413</id><updated>2011-11-28T06:29:53.980-08:00</updated><title type='text'>Off Set 2.0</title><subtitle type='html'>Atividade do curso Jornalismo 2.0, da Knight Center For Journalism. É dedicado a produção do curso,e temas como webjornalismo, infografia, design de jornais e sites jornalísticos, convergência multimídia e futuro dos jornais impressos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-365621744645046496</id><published>2011-10-26T08:34:00.002-07:00</published><updated>2011-10-26T08:54:50.926-07:00</updated><title type='text'>SOBRE A MÍDIA E MODERNIDADE, DE JOHN THOMPSON</title><content type='html'>&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-JNtwa-sl3qg/TqgsT68EJGI/AAAAAAAAAKc/u2U1bH4jQvQ/s320/thompson.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 226px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667828851796092002" /&gt;&lt;div&gt;OBJETIVO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O estudo de Thompson (foto ao lado) serve para traçar o perfil desta e das subsequentes transformações naquilo que ele denominou de “organização social do poder simbólico” e explorar algumas de suas consequências para o tipo de mundo em que vivemos hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;RELAÇÃO MÍDIA, IDEOLOGIA E SOCIEDADE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Thompson observa a relação da mídia e ideologia e suas consequências para a vida social e política do mundo moderno e elabora e desenvolve uma teoria crítica que vem se destacando como poderoso instrumento científico para análise das formas simbólicas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;TEORIA SOCIAL DA MÍDIA E O PROCESSO SISTÊMICO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entender o impacto social do desenvolvimento de novas redes de comunicação e do fluxo de informação. “O desenvolvimento dos meios de comunicação se entrelaçou de maneira complexa com um número de outros processos de desenvolvimento que, considerados em sua totalidade, se constituíram naquilo que hoje chamamos de “modernidade”” (p.12). Ou seja, Thompson observa o progresso dos meios, desde o surgimento da imprensa no século XV até os modelos mais modernos de comunicação que proporcionou o surgimento das sociedades modernas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PODER SIMBÓLICO E O EU&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao observar o pensamento acerca do poder simbólico exercido pela mídia, vê-se em Thompson influência de Bourdieu (violência simbólica), e porque não considerar, da perspectiva interacionista da Escola de Chicago. Mas, sua linha é de crítica ao pensamento determinista da Escola de Frankfurt, contrapondo à linha de receptores como espectadores passivos, que apenas absorvem as mensagens a que são expostos. Aponta que o desenvolvimento das sociedades modernas tornou o processo de formação do eu (self) mais reflexivo e aberto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso seria possível, que a partir de uma variedade de materiais simbólicos disponível hoje em dia, onde os indivíduos dependeriam cada vez mais dos próprios recursos para construir identidades coerentes para si mesmas. Thompson detalha o papel de instiruições da mídia que podem ter na formação de uma vida autônoma e responsável das pessoas. Ou seja, os materiais simbólicos são oferecidos aos indivíduos, que construiriam suas próprias identidades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CONCORDÂNCIA (EM PARTE) COM HABERMAS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora estabeleça uma crítica ao pensamento frankfurtiano, Thompson concorda em parte com Habermas: “A grande força deste estudo de Habermas reside no lugar que ele reserva ao desenvolvimento da mídia como parte integral da formação das sociedades modernas. Ele argumenta que a circulação de matérias impressas nos primórdios da Europa moderna teve seu papel crucial na transição do absolutismo para os regimes liberais e democráticos e que a articulação da opinião pública crítica através da mídia foi de vital importância para a vida democrática moderna”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-_4zx2HAwd04/Tqgstt_D7eI/AAAAAAAAAKo/KZiHeoGI6e4/s320/capa%2Bmidia-e-modernidade.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667829294995598818" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 124px; height: 180px; " /&gt;&lt;div&gt;ESTRUTURA DE “A MÍDIA E A MODERNIDADE”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O livro é estruturado da seguinte forma:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CAPÍTULO 1: Fundamentos de uma teoria social da mídia e o contexto social dentro dos quais toda a comunicação acontece.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CAPÍTULO 2: Transformações que proporcionaram o surgimento das sociedades modernas, com ênfase na comunicação e instituições midiáticas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CAPÍTULO 3: Novas formas de interação e ação no mundo moderno com o uso dos meios de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CAPÍTULO 4: O impacto do meio em relação ao público e privado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CAPÍTULO 5: Abrangência dos meios de comunicação (globalização)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CAPÍTULO 6: A crescente difusão dos produtos de mídia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CAPÍTULO 7: A natureza do “eu” e as maneiras como a mídia afeta na sua formação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CAPÍTULO 8: A reinvenção da ideia de público (da agora da Grécia à interação mediada)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;TRES FORMAS DE INTERAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Face a face: forma tradicional dos indivíduos de se interagir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mediada: comunicação por um meio técnico, por exemplo, o telefone&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quase mediada: indivíduos recebem informações dos meios e não tem como interagir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;VISIBILIDADE DO PODER PELA MÍDIA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Thompson questiona: “Antes do desenvolvimento da mídia (especialmente da mídia eletrônica, como o rádio e a televisão), quantas pessoas puderam alguma vez ver ou ouvir indivíduos que detinham posições de poder político?” (p.109)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E acrescenta: “Enquanto a transformação na natureza da esfera política criou novas oportunidades para os líderes políticos, ela também fez surgir novos riscos”. Tais fontes de preocupação advindas pela mídia para os detentores do poder agora vigiados pela mídia vão de “gafes a escãndalos”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;VISIBILIDADE DO PODER PELA MÍDIA 2&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para explicar melhor o pensamento de Thompson sobre as preocupações dos políticos advindas com a mídia, o autor cita durante em entrevista: “Eles se tornam personagens com características identificáveis. Cada vez mais, buscam se apresentar como indivíduos comuns. E a questão da personalidade, do caráter, passa a ser mais importante para a vida política. Tudo aquilo que, antes, permanecia oculto nos bastidores da ação política, vem a público com as novas tecnologias de vigilância e investigação – câmeras escondidas, fitas de gravação, grampos de telefone, etc. Com isso, é possível captar, documentar e depois veicular o que está escondido. Neste sentido, a fronteira entre eventos públicos e privados torna-se obscura. Ações e posicionamentos que, até então, os políticos julgavam manter no domínio do privado, passam a ser transmitidos para uma ampla audiência. Bill Clinton e a estagiária Monica Lewinsky descobriram o fenômeno na própria carne.” &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FRONTEIRA DO PÚBLICO E DO PRIVADO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“A Mídia e a Modernidade” trata desta fronteira do público e do privado cada vez mais tênue: o poder estatal atuando como intervencionista de questões privadas, como a atividade econômica da sociedade civil. E a sociedade civil, com a formação de grupos e organizações na intenção de pressionar e influenciar a política estatal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;EXEMPLOS DESTA ARENA MEDIADA&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/yFkt0O7lceA?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depoimento da professora Amanda Gurgel na Assembleia Legislativa do RN &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/j2Eo28ODhuU?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prisão de 28 políticos em Dourados (MS) e flagra do prefeito com dinheiro de propina - nível nacional&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/6nm_Mu7ldgU?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Odilon Aires e o dinheiro da propina - nível nacional&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/xdyvKwGDYgA?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gafes do presidente Bush - nível mundial&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ESCÂNDALO COMO FENÔMENO MODERNO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Thompson: “A idéia do escândalo é muito antiga. Pode ser remetida ao início da era clássica grega e até mesmo ao pensamento judaico. A palavra escândalo surge ainda, no século 16, nas línguas romana, francesa, portuguesa e inglesa. Você pode encontrá-la também na literatura panfletária do século 17 e do século 18. Mas, neste caso, era uma literatura de agressão e blasfêmia contra os monarcas. Uma mudança significativa acontece na virada do século 18 para o 19, quando o termo é desvinculado do sentido de blasfêmia e passa a se referir a um tipo particular de evento, intimamente ligado à imprensa. Temos aí a emergência de um novo fenômeno, que é o escândalo como um evento de mídia. É, portanto, um fenômeno moderno”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;GLOBALIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estes exemplos, com base nos escritos de Thompson, coadunam com sua definição de Globalização da comunicação. Segundo Thompson, a comunicação está cada vez mais global. “Mensagens são transmitidas através de grandes distâncias com relativa facilidade, de tal maneira que indivíduos têm acesso à informação e comunicação provenientes de fontes distantes”. E que a “reordenação do espaço e do tempo provocada pelo desenvolvimento da mídia faz parte de um conjunto mais amplo de processos que trannsformaram o mundo moderno” (p.135)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FRASE PARA REFLETIR SOBRE O PENSAMENTO DE THOMPSON&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“O homem é um animal suspenso em teias de significado que ele mesmo teceu” (Geertz)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FRASE PARA REFLETIR SOBRE O PENSAMENTO DE THOMPSON&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Eu tenho dito que, na minha opinião, no princípio tudo era caos isto é, terra, ar, água e fogo estavam misturados juntos; e deste volume informe surgiu uma massa - como leite sde produz o queijo - e vermes apareceram nela, e eles eram os anjos. A mais santa majestade decretou que estes deveriam ser Deus e os anjos, e entre esses anjos havia também Deus, ele também tendo sido criado ao mesmo tempo daquela massa, e se tornou Senhor...” (Menocchio, século XVI, habitante de um pequeno vilarejo de Friuli, norte da Itália)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-365621744645046496?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/365621744645046496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/10/sobre-midia-e-modernidade-de-john_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/365621744645046496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/365621744645046496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/10/sobre-midia-e-modernidade-de-john_26.html' title='SOBRE A MÍDIA E MODERNIDADE, DE JOHN THOMPSON'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JNtwa-sl3qg/TqgsT68EJGI/AAAAAAAAAKc/u2U1bH4jQvQ/s72-c/thompson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-3559363919073924583</id><published>2011-09-01T15:10:00.003-07:00</published><updated>2011-09-01T15:19:44.009-07:00</updated><title type='text'>INTERCOM 2011</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-spADiyuPERo/TmADz441nbI/AAAAAAAAAKI/9sUGb5fdflk/s1600/logo-intercom-recife.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 118px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-spADiyuPERo/TmADz441nbI/AAAAAAAAAKI/9sUGb5fdflk/s320/logo-intercom-recife.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647518122701594034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Olá, pessoal. Estava um pouco afastado do blog, mas a atualização continuará à medida que minha produção acadêmica for se intensificando. Desta vez, posto os resumos do meu GP &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;span style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 15px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Conteúdos Digitais  e Convergências Tecnológicas,&lt;/span&gt; na sessão&lt;span style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 15px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Mídias Digitais, da Intercom 2011, congresso que se realizará em Recife. Minha participação está marcada para o dia 5. Este GP também contará com outro trabalho importante sobre infografia, produzido pela professora Adriana Rodrigues (UEPB), que observará a ferramenta com relação ao gênero jornalístico. Veja todos os resumos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 15px; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); " &gt;&lt;pre style="text-align: justify;font-weight: 300; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;Sessão 04 - Mídias digitais  Coordenador(a): Alvaro Fraga Moreira Benevenuto Jr. (UCS)  &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;“Obra em progresso”: o blog como canal de debate e invenção cooperada &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;entre o artista e o público &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Carlos André Rodrigues de Carvalho (UFPE)&lt;/strong&gt; Resumo: Os blogs, que surgiram como meros diários digitais de pessoas comuns, mesmo com públicos limitados, mas ativos, tiveram seus usos cada vez mais diversificado ao longo dos anos. Hoje são utilizados pelas organizações, jornalistas, políticos, escritores e outras personalidades para os fins mais diversos. O compositor Caetano Veloso, por quase dois anos, lançou mão de um blog, o “Obra em progresso”, para não só tornar pública suas opiniões sobre os assuntos que estavam na ordem do dia (política, música, literatura, sociolingüística etc.), mas como ferramenta para trocar ideias com os fãs e, com a ajuda destes, através de comments aos seus posts, criar o seu próximo CD. Com esta iniciativa, o compositor conseguiu ampliar ainda mais os gêneros do blog.  &lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: justify;font-weight: 300; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;&lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Progressismo, participação, precarização e linguagem em abordagens &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;recentes sobre jornalismo e Internet &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Pedro Benevides(Unisinos)&lt;/strong&gt;  Um conjunto de dissertações e teses sobre jornalismo on-line recentemente defendidas é analisado para buscar questões comuns e articulações entre problemas. Busca-se o acúmulo de conhecimento a partir das pesquisas empíricas realizadas em diversas áreas, como Letras e Filosofia, além da Comunicação. Quatro grupos de questões são destacados: os ideais implicados na Internet; a participação na Internet; a relação entre precarização do trabalho, velocidade das notícias e valores jornalísticos; os potenciais e limites da linguagem do jornalismo on-line.  &lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: justify;font-weight: 300; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;&lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;A narrativa digital como forma de enriquecer o conteúdo de blogs jornalísticos &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Douglas de Araujo Teixeira (Facinter)&lt;/strong&gt;  Atualmente, os blogs são ferramentas utilizadas em larga escala por jornalistas. Por isso, há a clara necessidade de se pensar formas eficientes de produzir conteúdo para esses veículos. Assim sendo, este trabalho propõe a utilização da taxonomia para narrativas digitais, criada pela pesquisadora Nora Paul, a fim de classificar e avaliar conteúdos de sites noticiosos. Essa taxonomia foi adaptada para que fosse possível realizar um estudo de caso de posts veiculados no blog “Lazer Esportes”, onde foi possível identificar diferentes formas narrativas em posts intitulados Podcast Lazer Esportes, que tinham como objetivo levantar os principais assuntos da semana de uma forma diferente daquela comumente encontrada nos conteúdos presentes neste blog. O artigo apresenta, ainda, conceituações de termos pertinentes ao tema da pesquisa, como webjornalismo, blog e narrativa digital.  &lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: justify;font-weight: 300; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;&lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;O uso das mídias sociais pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;(SES-MG) &lt;/strong&gt; &lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: justify;font-weight: 300; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;&lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Silvane Vieira da Cruz (IEC/PUC Minas)&lt;/strong&gt;  O Núcleo de Comunicação Digital da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) planeja e executa ações em plataformas da Web 2.0. Esse artigo analisa a produção de conteúdo específico para redes sociais – Twitter e Orkut – e para blog e intranet, de acordo com as potencialidades de cada uma. Nas conclusões, observamos que embora a instituição tenha dado um importante passo ao se inserir nessas mídias, ainda é preciso a adequação do conteúdo disponibilizado às especificidades do meio.  &lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: justify;border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;&lt;b&gt;Informação e mídias locativas: reflexões sobre a plataforma Iphone&lt;/b&gt; Rodrigo Esteves de Lima Lopes (FCL), Magaly Prado (FCL), Daniela Osvald Ramos (FCL)  Este artigo tem por objetivo estudar o Iphone como mídia agregadora e produtora de conteúdo escrito e audiovisual. Para tanto, discutimos os diferentes softwares disponíveis para essa plataforma, avaliando suas características técnicas, além de suas possibilidades de interação com o usuário. No caso da imprensa escrita e do vídeo, a interação e a criação por parte do usuário do smartphone não é, certamente o elemento mais levado em conta: nesses dois casos a extensão daquilo que já é divulgado em outras plataformas parece ser o mais relevante. Diferentemente, o áudio possui mais aplicativos dedicados a produção de conteúdo, mixagem e sampleagem, gerando uma revolução profissional. Nesse caso temos não apenas programas de edição e criação no telefone, mas controladores de hardware que permitem expandir a própria mídia locativa para desktops.  &lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: justify;font-weight: 300; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;&lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;As potencializações e especificidades do infográfico multimídia como gênero &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;jornalístico no ciberespaço &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Adriana Alves Rodrigues (UEPB)&lt;/strong&gt;  A infografia ocupa cada vez mais espaço nas discussões do jornalismo digital em decorrência de suas especificidades e potencializações ao ser transportado para o ciberespaço. Com a finalidade de incursionar por este contexto, este artigo trata da exploração das infografias multimídia dentro do jornalismo digital e seu funcionamento como gênero jornalístico ou cibergênero. Discute os pressupostos para que esta condição seja alcançada em decorrência de suas particularidades no suporte digital e a elaboração das categorias de análises relativas ao relato visual.  &lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: justify;font-weight: 300; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;&lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Perspectivas conceituais de midiatização na infografia interativa: os exemplos &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;de “O Estado de S. Paulo” e “El Universal” &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;William Robson Cordeiro Silva (UFRN)&lt;/strong&gt;  A convergência entre a sociedade e os dispositivos técnicos constituíram uma nova forma de vida, baseada na cultura da mídia, no estabelecimento de novas práticas, interrelações, alterações nas constituições societárias, de instituições e nas matrizes culturais. A midiatização empreende uma diferenciada dinâmica social, técnica e discursiva, que provocou transformações nas organizações jornalísticas e em suas ferramentas, submetidas a novas lógicas de interação, comunicação e operacionalidades. Com base em exemplos dos jornais latinoamericanos “O Estado de S. Paulo” e “El Universal”, este artigo propõe estabelecer uma relação da infografia interativa nas perspectivas conceituais de midiatização de Sodré, Miège, Braga e Fausto Neto, considerando as novas manifestações sociais mediadas por dispositivos técnicos: a produção jornalística e a participação direta do leitor nos infográficos.  &lt;/pre&gt;&lt;pre style="text-align: justify;font-weight: 300; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.625em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0.75em; padding-right: 1.625em; padding-bottom: 0.75em; padding-left: 1.625em; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(244, 244, 244); font: normal normal normal 13px/normal 'Courier 10 Pitch', Courier, monospace; line-height: 1.5; "&gt;&lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;A utilização da comunicação mediada tecnologicamente pelo cidadão sênior &lt;/strong&gt; &lt;strong style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; font-size: 13px; font-style: inherit; font-weight: bold; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; vertical-align: baseline; "&gt;Ana Isabel B. Furtado Franco de Abuquerque Veloso (UA)&lt;/strong&gt;  Segundo as Nações Unidas a população mundial está a envelhecer, prevendo um agravamento até 2050. Existem um conjunto de diretivas mundiais para promover as iniciativas do desenvolvimento de tecnologias digitais para ajudar os cidadãos seniores a manterem uma vida autônoma em casa. O projeto de investigação SEDUCE pretende estudar a utilização da comunicação e da informação mediada tecnologicamente em ecologias web pelo cidadão sênior. Este projeto está em desenvolvimento no Dep. de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, e tem como objetivo avaliar o impacto dos efeitos não cognitivos mediante o uso das TIC entre cidadãos seniores em contexto de comunidade social on-line e construir uma comunidade social on-line com a participação do cidadão sénior&lt;/pre&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-3559363919073924583?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/3559363919073924583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/09/intercom-2011_9316.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3559363919073924583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3559363919073924583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/09/intercom-2011_9316.html' title='INTERCOM 2011'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-spADiyuPERo/TmADz441nbI/AAAAAAAAAKI/9sUGb5fdflk/s72-c/logo-intercom-recife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-2805503378838716138</id><published>2011-07-06T07:40:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T08:42:13.288-07:00</updated><title type='text'>ARTIGO: INFOGRAFIA INTERATIVA NA AMÉRICA LATINA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;Este artigo é uma introdução sobre infografia interativa, para aqueles que querem enveredar neste assunto, e que foi publicado na edição de julho da &lt;a href="http://www.midiaepolitica.unb.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=58:infografia-interativa-na-america-latina-&amp;amp;catid=10:edicao-052011"&gt;revista eletrônica Observatório Mídia e Política&lt;/a&gt;, da Universidade de Brasília (UnB)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-XqpBz6-PxLY/ThSCH8tZAaI/AAAAAAAAAJo/abLssgcbpgg/s320/pagina%2Bde%2Bmidia%2Be%2Bpolitica%252C%2Bartigo%2Bwilliam.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626264907559797154" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: Arial, Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 15px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;h3 style="color: rgb(51, 153, 102); font-size: 12px; text-align: justify; "&gt;William Robson Cordeiro&lt;/h3&gt;&lt;h3 style="color: rgb(51, 153, 102); font-size: 12px; text-align: justify; "&gt;Marcília Gomes Mendes&lt;/h3&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;em&gt;A leitura de três diários – O Estado de S. Paulo, El Nacional e El Universal – evidencia o uso dos infográficos como método eficiente de transmissão da informação, devido ao poder de sua linguagem, a visual.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;É cada vez mais presente a utilização do recurso da infografia no jornalismo impresso e&lt;em&gt; on line.&lt;/em&gt; É um meio adequado para decodificar com maior velocidade temas que são considerados complexos para a audiência. Os infográficos baseiam-se na representação da notícia a partir de elementos icônicos, ou seja, referentes a imagens, constituindo-se do hibridismo de outros ingredientes da prática do jornalismo, tais como a fotografia, o desenho e o texto. No ambiente da&lt;em&gt; web&lt;/em&gt;, são incluídos elementos como animação, vídeo, áudio e recursos de interatividade. Este artigo propõe-se a explanar sobre uma pesquisa em andamento na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia, considerando que esta exposição trata-se de aspectos introdutórios e em desenvolvimento.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;A evolução da infografia é desenhada em três estágios, denominada de “gerações” específicas. A primeira geração não se caracteriza tão somente por sua incipiência (ou ausência de maturação), mas pela vinculação direta ao suporte impresso. Assim, atributos como a narrativa sequencial e linear e o formato estático estão diretamente associados a esta primeira fase evolutiva da infografia. As demais fases perpassadas pela infografia moderna, culminando com o estágio no suporte &lt;em&gt;web&lt;/em&gt;, base deste projeto, são:&lt;/p&gt;&lt;ul style="list-style-type: square; text-align: justify; "&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Segunda fase&lt;/strong&gt;: envolvida no suporte da internet, baseia-se na multimidialidade dos elementos constitutivos dos infográficos, a saber, “imagens em movimento, gravação sonora, ilustração, fotografia, vídeos e outros recursos interativos” (RODRIGUES, 2009, p. 201). A forma de leitura também se altera em relação aos infográficos estáticos, com variações multilineares, lineares ou não-lineares.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Terceira fase:&lt;/strong&gt; tem como propriedade, segundo Rodrigues (2009), a introdução de base de dados na formatação dos infográficos na plataforma &lt;em&gt;web&lt;/em&gt;.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;strong&gt;Transição para a web&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Com o avanço tecnológico, acesso dos indivíduos aos computadores, banda larga, migração de leitores para a plataforma &lt;em&gt;web&lt;/em&gt;, os tradicionais jornais impressos iniciam processo de produção de conteúdo digital, agregando os recursos do tradicional jornalismo feito no papel. A infografia é uma das ferramentas que, progressivamente, recorre aos elementos de multimidialidade e promove o surgimento de “profissionais relacionados com esta forma para que os usuários interatuem com as novas tecnologias” (CAIRO, 2008, p.63). A transição buscava a interatividade do indivíduo com o computador, ao recorrer à informação que necessita através da manipulação do infográfico. Este seria o fundamento da “visualização da informação”, termo que, segundo Cardy, Mackinlay e Shneiderman (1999 &lt;em&gt;apud&lt;/em&gt; CAIRO, 2008, p.68), traduz-se “no uso de apresentações visuais e interativas de dados abstratos assistidos por computador para ampliar a cognição”. A infografia passa de um elemento estático para ofertar uma possibilidade de investigação para os leitores/audiência.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;É o que Sancho denomina de infografia interativa¹ , conceituando como:&lt;/p&gt;&lt;ul style="list-style-type: square; text-align: justify; "&gt;&lt;li&gt;Uma aportación informativa, en la mayoria de los casos sucesiva, que se elabora en las publicaciones digitales, basicamente visuales, pero también audiovisuales, realizada mediante unidades elementales icônicas (estáticas o dinâmicas), com el apoyo de diversas unidades tipográficas y/o sonoras, normalmente verbales (2003:556 &lt;em&gt;apud&lt;/em&gt; TEIXEIRA, 2007, p.6)&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Para Cairo, a figura do jornalista visual torna-se coadjuvante na interpretação dos dados para o leitor, quando da transposição do meio impresso para o meio digital. No entanto, o mesmo jornalista visual figura-se como protagonista ao proporcionar ferramentas para que o próprio leitor desvende os dados por si mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;O novo panorama que se forma no jornalismo digital, a partir da tomada da infografia interativa, caminha lentamente nos jornais tradicionais, embora se note avanços importantes em títulos de maior alcance popular na América Latina. Entre os tais estão: &lt;span style="color: rgb(51, 153, 102); font-size: 11px; text-decoration: underline; "&gt;O Estado de São Paulo&lt;/span&gt; (&lt;a target="_blank" title="O Estado de São Paulo" href="http://www.estadao.com.br/" style="text-decoration: none; font-weight: normal; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;www.estadao.com.br&lt;/a&gt;), com uma tiragem na versão impressa de 217.414 exemplares (média de 2009, segundo o Instituto Verificador de Circulação - IVC), que figura entre os quatro mais importantes do Brasil e mantém uma seção específica de infografia em seu sítio; &lt;span style="color: rgb(51, 153, 102); font-size: 11px; text-decoration: underline; "&gt;El Nacional&lt;/span&gt; (&lt;a target="_blank" title="El Nacional" href="http://www.el-nacional.com/" style="text-decoration: none; font-weight: normal; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;www.el-nacional.com&lt;/a&gt;), de Caracas, que desenvolve infográficos multimídias na internet e evidencia como o diário mais importante da Venezuela, com tiragem de 150 mil exemplares; e &lt;span style="color: rgb(51, 153, 102); font-size: 11px; text-decoration: underline; "&gt;El Universal&lt;/span&gt; (&lt;a target="_blank" title="El Universal" href="http://www.eluniversal.com.mx/" style="text-decoration: none; font-weight: normal; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;www.eluniversal.com.mx&lt;/a&gt;), da Cidade do México, fundado em 1º de outubro de 1916 e que, segundo o canal institucional do diário em sua página na internet, “é um dos sítios em espanhol de maior tráfego do mundo. Dados de 2007 apontam que o jornal obteve 3,2 milhões de usuários únicos, 105 milhões de páginas vistas e 1,6 milhão de downloads de vídeo”. Na versão impressa, a tiragem é de 300 mil exemplares diários.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;img src="http://www.midiaepolitica.unb.br/images/stories/media/sem%20ttulo%20500x389.jpg" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-color: initial; padding-right: 4px; padding-bottom: 4px; " /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Reprodução de vídeo do infográfico sobre os 25 anos do terremoto no México (El Universal – setembro de 2010)&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;Tais diários foram escolhidos baseados na questão de colonização diferente entre eles, ou seja, a relação de um jornal de língua portuguesa com dois de língua espanhola, sendo que um deles está fora do ambiente geográfico da América do Sul. Os dois jornais de língua hispânica também são importantes por figurarem no Grupo dos Diários América, entidade que congrega os 11 principais periódicos da América Latina (no Brasil, inclui-se &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;img src="http://www.midiaepolitica.unb.br/images/stories/media/sem%20ttulo2%20500x356.jpg" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-color: initial; padding-right: 4px; padding-bottom: 4px; " /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Os dinossauros brasileiros (O Estado de S. Paulo – agosto de 2010)&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;img src="http://www.midiaepolitica.unb.br/images/stories/media/sem%20ttulo3%20500x485.jpg" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-color: initial; padding-right: 4px; padding-bottom: 4px; " /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Eleições parlamentares na Venezuela (El Nacional – setembro de 2010)&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;As três publicações mantêm identidades comuns quanto às noções de ética e prática jornalísticas latino-americanas, no que concerne à independência do Estado e dos poderes, “tendo o direito de reportar, comentar e criticar as atividades dos agentes do poder, inclusivamente dos agentes institucionais” (SOUSA, 1999). Do mesmo modo, são comuns as rotinas produtivas, o uso das novas tecnologias e de recursos como a infografia interativa.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;strong&gt;Mudanças no jornalismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Sousa e Lima (2005, p.3) mencionam que o jornalismo é histórica e, essencialmente, uma representação &lt;em&gt;“discursiva e selectiva da vida, que, como todos os discursos sobre a realidade, mostra, evidencia e focaliza na mesma medida que oculta”.&lt;/em&gt; Assim, a infografia tem sido testemunha da acomodação dos diários impressos aos avanços da tecnologia e acompanhado as mudanças no jornalismo, na medida em que a televisão conquistava uma parcela cada vez maior da audiência, com impacto direto nos jornais impressos. A ênfase do uso dos infográficos passou a ser maior. Como exemplo no Ocidente, o &lt;em&gt;USA Today&lt;/em&gt; dinamizou a transmissão de dados informativos com a utilização massiva dos infográficos na década de 80. Cairo (2008, p.52) atesta que o periódico inclinava-se ao perfil do leitor ocupado, com pequena disposição de ler jornais e que “estava muito acostumados a obter suas notícias pela televisão”.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;O paradigma de &lt;em&gt;diário pós-televisivo&lt;/em&gt;, apontado por Cairo (2008) e desenvolvido pelo&lt;em&gt; USA Today&lt;/em&gt;, apoiava-se na informação visual com propósito de apreender o leitor. Pablos (1999 &lt;em&gt;apud&lt;/em&gt; SCHMITT, 2006, p.38) explica que o cenário marcava-se por “perda continuada de leitores, a incorporação nula de jovens e a presença de uma TV cada dia mais universal, em uma sociedade cada vez mais global”. Hoje, nota-se a presença do diário na plataforma&lt;em&gt; web&lt;/em&gt;, recorrendo a infográficos, em processo social que assemelha-se ao enfrentamento com a TV.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Ao observar este caminho, entende-se que o surgimento da infografia jornalística, por si só, é sintomático no que se refere ao funcionamento dos diários impressos e, agora na internet, e torna-se mais comum também no cotidiano da vida social, o que instiga a investigação acerca deste tema. Os infográficos apresentam-se como método eficiente de transmissão da informação, devido ao poder de sua linguagem, a visual.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Outro aspecto que inclina ao desenvolvimento desta pesquisa em andamento baseia-se na concepção de que os estudos sobre infografia (estática e interativa) no mundo são recentes e no Brasil não há ainda livros específicos acerca deste tema considerado complexo no campo da comunicação. Sobretudo, no universo latino-americano.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;Os três diários &lt;em&gt;(O Estado de S. Paulo, El Nacional e El Universal&lt;/em&gt;) estão entre os principais em suas regiões, são detentores de prestígio na América Latina. Foram escolhidos por utilizarem a ferramenta infográfica na transmissão de notícias na internet, o que leva à hipótese de um perfil de leitor muito semelhante ou com identidades comuns na América do Sul e América Central.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;strong&gt;Referências&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;CAIRO, Alberto. &lt;strong&gt;Infografia 2.0 - visualización interactiva de información en prensa.&lt;/strong&gt; Madrid: Alamut. 2008&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;PRIMO, Alex e CASSOL, Márcio. &lt;strong&gt;Explorando o conceito de interatividade: definições e taxonomias.&lt;/strong&gt;1999. Disponível em: &lt;a href="http://usr.psico.ufrgs.br/" title="http://usr.psico.ufrgs.br/" target="_blank" style="text-decoration: none; font-weight: normal; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;http://usr.psico.ufrgs.br/.&lt;/a&gt; Acesso em: 16 de outubro de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;RODRIGUES, Adriana Alves. &lt;strong&gt;Infografia na revista Veja: a imagem gráfica como indução do leitor&lt;/strong&gt;. Campina Grande. 2005. Monografia. Universidade Estadual da Paraíba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;SCHMITT, Valdenise.&lt;strong&gt; A Infografia Jornalística na Ciência e Tecnologia&lt;/strong&gt;: um experimento com estudantes de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2006. Dissertação.Universidade Federal de Santa Catarina&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;SOUSA, Jorge Pedro e LIMA, Maria Érica de Oliveira. &lt;strong&gt;O massacre dos inocentes.&lt;/strong&gt; A reacção das newsmagazines portuguesas e brasileiras ao atentado contra a escola de Beslan, in SOUSA, Jorge Pedro (Org.) (2006). Actas do II Congresso Luso-Brasileiro de Estudos Jornalísticos/IV Congresso Luso-Galego de Estudos Jornalísticos. Jornalismo, Ciências e Saúde. Porto: UFP, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;TEIXEIRA, Tattiana.&lt;strong&gt; A presença da infografia no jornalismo brasileiro&lt;/strong&gt;. proposta de tipologia e classificação como gênero jornalístico a partir de um estudo de caso. In: Revista Fronteiras, IX(2): 111-120, mai/ago 2007.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;__________ .&lt;strong&gt; Que beleza! O infográfico e o jornalismo informativo. &lt;/strong&gt;In: FELIPPI, Ãngela; SOSTER, Demétrio de Azeredo; PICCININ, Fabiana (org.). Edição de Imagens em Jornalismo. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2008. pp. 162-183&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; "&gt;&lt;strong&gt;William Robson Cordeiro&lt;/strong&gt; é mestrando do Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na Área de Concentração Estudos da Mídia - Linha de Pesquisa Práticas Sociais. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) E-mail: &lt;a href="mailto:williamrobson@folha.com.br" style="text-decoration: none; font-weight: normal; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;williamrobson@folha.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="mailto: &amp;lt;script language='JavaScript' type='text/javascript'&amp;gt; &amp;lt;!-- var prefix = 'mailto:'; var suffix = ''; var attribs = ''; var path = 'hr' + 'ef' + '='; var addy57271 = 'williamrobson' + '@'; addy57271 = addy57271 + 'folha' + '.' + 'com'; document.write( '&amp;lt;a ' + path + '\'' + prefix + addy57271 + suffix + '\'' + attribs + '&amp;gt;' ); document.write( addy57271 ); document.write( '&amp;lt;\/a&amp;gt;' ); //--&amp;gt; &amp;lt;/script&amp;gt;&amp;lt;script language='JavaScript' type='text/javascript'&amp;gt; &amp;lt;!-- document.write( '&amp;lt;span style=\'display: none;\'&amp;gt;' ); //--&amp;gt; &amp;lt;/script&amp;gt;Este endere%C3%A7o de e-mail est%C3%A1 protegido contra spambots. Voc%C3%AA deve habilitar o JavaScript para visualiz%C3%A1-lo. &amp;lt;script language='JavaScript' type='text/javascript'&amp;gt; &amp;lt;!-- document.write( '&amp;lt;/' ); document.write( 'span&amp;gt;' ); //--&amp;gt; &amp;lt;/script&amp;gt;.brMarc" style="text-decoration: none; font-weight: normal; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Marc&lt;/a&gt;ília Gomes Mendes&lt;/strong&gt; é professora-doutora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;hr /&gt;¹André Lemos (1997 &lt;em&gt;apud&lt;/em&gt; PRIMO E CASSOL, 1999, p. 3) compreende por interatividade como uma nova forma de interação técnica, de característica eletrônico-digital, uma ação dialógica entre homem e técnica. “Por outro lado, pensa que o que se vê hoje com as tecnologias digitais não é a criação da interatividade propriamente dita, mas sim os processos baseados em manipulações de informações binárias”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-2805503378838716138?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/2805503378838716138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/07/artigo-infografia-interativa-na-america.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2805503378838716138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2805503378838716138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/07/artigo-infografia-interativa-na-america.html' title='ARTIGO: INFOGRAFIA INTERATIVA NA AMÉRICA LATINA'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XqpBz6-PxLY/ThSCH8tZAaI/AAAAAAAAAJo/abLssgcbpgg/s72-c/pagina%2Bde%2Bmidia%2Be%2Bpolitica%252C%2Bartigo%2Bwilliam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-6171131944161785983</id><published>2011-06-19T09:54:00.000-07:00</published><updated>2011-06-19T10:10:32.625-07:00</updated><title type='text'>PARA UMA ECOLOGIA DA MÍDIA 2: Materialidades da comunicação e Teoria do Ator-Rede</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oV_b9Pjrv1A/Tf4tKnCJfOI/AAAAAAAAAJA/IaM-OIiX-bQ/s1600/andre%2Blemos.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 243px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-oV_b9Pjrv1A/Tf4tKnCJfOI/AAAAAAAAAJA/IaM-OIiX-bQ/s320/andre%2Blemos.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619979045304892642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;A sociedade e a natureza necessitam ser observadas sob o princípio de uma simetria generalizada, qu&lt;/span&gt;e não vislumbra grandes divisões, que torna híbrida a presença de humanos e não-humanos, um processo apontado por André Lemos (foto acima) como “não simplificada ou dicotômica das relações sociais” (2010. p.4). Trata-se do princípio de Bruno Latour e Michel Callon denominado de Teoria do Ator-Rede, termo que o próprio Latour não concorda, por não abarcar as complexidades inerentes ao seu pensamento. Esta teoria consiste na derrubada de separações historicamente construídas em circunstâncias até mesmo científicas que estabeleceram dois mundos: o das coisas e o dos homens, sendo necessária uma explicação que integrasse a ambos, e uma investigação capaz de conceder importância equivalente, “estudando-os ao mesmo tempo” (FREIRE, 2003, p.49).&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;Sendo considerada ora uma metodologia, ora uma teoria, a Teoria do Ator-Rede reestrutura formas de pesquisas e de observar objetos, ações e sujeitos dentro de um “território informacional”, assinalado por Lemos, contribuindo para a “abolição do pensamento dualístico” observado até&lt;/span&gt; então nos estudos sociológicos. A teoria incorpora a interação de humanos e não-humanos tornando estes últimos mais que meras extensões do homem. Law, citado por Freire, enuncia que “quase todas as nossas interações com outras pessoas são mediadas através de objetos, como telefone, internet e carta” (p.49) e, que assim sendo, mostra que o aspecto do social é delineado por uma “rede heterogênea, constituída não apenas de humanos, mas também de não-humanos, de modo que ambos devem ser igualmente considerados”.&lt;/p&gt;  &lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-ySYZ16KzOIE/Tf4tY5qYRDI/AAAAAAAAAJQ/86MiCGEWISo/s320/Bruno%2BLatour.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 237px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619979290823640114" /&gt;&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;Latour (foto ao lado) recomenda que o exercício desta teoria está diretamente imbricada com o seu conceito de tradução, dispositivo necessário para tornar simétrica a interpretação dos atores. Tradução tem o sentido linguístico de transpor de um idioma para outro, o que para Latour segue o mesmo princípio, mas sob a ótica geométrica, de transpor de um lugar para outro. “Significa oferecer novas interpretações desses interesses e canalizar as pessoas para direções diferentes”, explica. Conclui-se que a base da construção de uma “antropologia das ciências”, de uma “sociologia das associações” em confronto com a “sociologia do social”, vai de encontro com uma separação das coisas do mundo ou da prevalência do homem sobre as coisas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;Na Teoria do Ator-Rede, Latour prefere a expressão “actante” a “ator”, visto que ator se limita a humanos enquanto o outro amplia para os não-humanos. Do mesmo modo, é ampliada a noção de rede, saindo da lógica de conexões, interligações de pontos distintos e separados, estabelecendo uma analogia ao rizoma (de crescimento múltiplo e horizontal), “uma totalidade aberta capaz de crescer em todos os lados e direções, sendo seu único elemento constitutivo o nó” (MORAES, 2000, apud FREIRE, p.56). Rede não significa conexões, mas vínculos, canal de fluxos, actantes em constante relação. Por esta razão que Latour também critica o hífen na expressão “ator-rede”, porque parece já instituir uma nova divisão, aniquilando o processo substancial da rede. Outros nomes foram pensados por Latour para esta teoria: “sociologia da tradução”, “ontologia do actante-rizoma” e “sociologia da inovação”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;O teórico propõe apontar que a “sociologia do social não é mais capaz de delinear as novas associações de atores” (2006. p.11) e que a Teoria Ator-Rede (ou ANT, em inglês) teria a capacidade de construir este reagrupamento de matrizes sociais. “É preciso seguir os próprios atores, quer dizer, tentar lidar com suas inovações muitas vezes indomáveis, de modo a aprender com eles o que a existência coletiva se tornou nas suas mãos, que métodos é que elaboraram para a ajustar, e quais são os relatos que melhor definem as novas associações que foram obrigados a estabelecer” (2006, p. 11).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;O pensamento de Latour, ao tensionar com a infografia interativa, levanta alguns questionamentos sobre a interrelação do objeto de pesquisa com atores não-humanos. Sobretudo quanto a alterações sociais provocadas com a mediação deste instrumento e dos dispositivos técnicos inseridos neste “território informacional”. É possível estabelecer relação à experiência de Lemos com as mídias locativas, considerando que a infografia representa forma simbólica disponível numa infra-estrutura técnica, ou seja, “as materialidades do processo e os atores-rede em modos de mediação”. Hanke mostra que “falar em “materialidades da comunicação” significa ter em mente que todo ato de comunicação exige a presença de um suporte material para efetivar-se” (2005, p. 6).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;A relação dos dispositivos técnicos e a sociedade remete ao pensamento de Bernard Miège. As TIC (Tecnologias digitais de Informação e Comunicação) reforçam este aspecto social, de produção, consumo e interrelacionamento entre os indivíduos. Com o incremento das TIC, a própria designação da sociedade da informação ficou mais ampla, abarcando características da modernidade. E para compreender a visão de Miège sobre esta nova sociedade no campo da comunicação, é preciso considerar: a informacionalização; a promoção das tecnologias e das redes como fator dominante ao conteúdo; a modificação e a expansão dos sistemas midiáticos; e o controle transnacional do fluxo de informação e comunicação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;O autor mostra que a comunicação moderna não engloba apenas a comunicação pessoal, mas observa o que ele conceituou como “comunicação/informação” (uma das propostas para posicionar a técnica), a partir da observação de uma sociedade midiatizada iniciada em meados do século passado. O conceito de comunicação/informação está associado a uma articulação entre os dois, que supera a visão ideológica ou de manipulação da comunicação, mas vê também que a informação é meio de interação entre os atores sociais. As TIC reforçam esta relação, impregnando-se na sociedade (tecnodeterminismo) e nas redefinições (a formação do self media, por exemplo, p. 48). É o que Miége trata de "dupla mediação", em que a mediação é ao mesmo tempo técnica e, ao mesmo tempo, social, sendo esta uma de suas propostas para posicionar a técnica, além da “temporalidade” e “a questão da inovação” que observa a contribuição das TIC tanto na construção do social, quanto a ruptura e as mudanças de paradigmas. (2009 p. 58).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;REFERÊNCIAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;LEMOS, André. Você está aqui! Mídia locativa e teorias “Materialidades da Comunicação e “Ator-Rede”. GT “Comunicação e Sociabilidade”, XIX Encontro da Compós, Rio de Janeiro: UFRJ, junho de 2010. 17 páginas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;FREIRE, Letícia de Luna. Seguindo Bruno Latour: notas para uma antropologia simétrica. Comum - Rio de Janeiro - v.11 - nº 26 - p. 46 a 65 - janeiro / junho 2006.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;LATOUR, Bruno. Como prosseguir a tarefa de delinear associações?. Configurações,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;nº 2, 2006,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;pp. 11-27 .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;MIÈGE, Bernard. Quatro propostas para posicionar a técnica. In: ____. A sociedade tecida pela comunicação. São Paulo: Paulus, 2009, p. 45-62.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;HANKE, Michael Manfred. Materialidade da Comunicação – Um conceito para a ciência da comunicação? In: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 28. 2005. Rio de Janeiro. Anais... São Paulo: Intercom, 2005. Disponível em http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2005/resumos/R0680-1.pdf. Acessado em 12 de junho de 2011.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-6171131944161785983?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/6171131944161785983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/06/para-uma-ecologia-da-midia-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6171131944161785983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6171131944161785983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/06/para-uma-ecologia-da-midia-2.html' title='PARA UMA ECOLOGIA DA MÍDIA 2: Materialidades da comunicação e Teoria do Ator-Rede'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oV_b9Pjrv1A/Tf4tKnCJfOI/AAAAAAAAAJA/IaM-OIiX-bQ/s72-c/andre%2Blemos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-177841181978749058</id><published>2011-06-12T16:46:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T16:51:29.435-07:00</updated><title type='text'>PARA UMA ECOLOGIA DA MÍDIA: redes sociotécnicas, tecnointerações, convergências, remediação, midiamorfose, transmídia</title><content type='html'>&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;O exemplo que Marshall McLuhan oferece sobre a luz elétrica para explicar a expressão “o meio é a mensagem”&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;é sobremodo oportuno: “Pouca diferença faz que seja usada uma intervenção cirúrgica no cérebro ou para uma partida noturna de beisebol. Poderia objetar-se que essas atividades, de certa maneira, constituem o “conteúdo” da luz elétrica, uma vez que não poderiam existir sem ela” (2000, p. 22). A luz elétrica é um meio, seu reflexo &lt;/span&gt;também pode enquadrar-se como meio e este é a mensagem. Aspectos simbólicos devem ser considerados na configuração desta mensagem e também do meio, visto que sua diversidade não é percebida por muitos. O autor mostra casos como a IBM que notou que, além de uma indústria de máquinas e equipamentos para escritório, poderia ser uma corporação de processamento de informação.&lt;/p&gt;  &lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-2CAruxQr35M/TfVQYO06obI/AAAAAAAAAIQ/1V3biq7xgR0/s320/carlos%2Balberto%2Bscolari.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 168px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617484487441686962" /&gt;&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;Ou seja, a ótica de McLuhan leva a reconfigurar as noções de meio e de mensagem. A título de exemplo, emerge a situação pela qual passa os jornais impressos, seu processo de encolhimento &lt;/span&gt;ou de “recuo”, como assinalado por Carlos Alberto Scolari (foto). Empresas buscam saída para a manutenção deste suporte, para a sobrevivência do modelo de papel, não considerando que o meio-mensagem é o jornalismo e este é o meio de comunicação, como assinala McLuhan. Se o suporte é o meio e se o seu conteúdo também é o meio, trata-se de uma concepção “total instantânea”, que pode bem adaptar-se ao exemplo da infografia interativa – como meio de comunicação posto em plataforma web.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;São apenas colocações práticas para apontar a reflexão de McLuhan sobre o meio e a mensagem. No entanto, ele faz desdobramentos sobre as causas na sociedade, na formação cultural de nações (inclusive, observa que o meio sempre está associado às matrizes culturais) e estabelece um comparativo da tecnologia elétrica com a “tecnologia de Gutenberg”, sinalizando para perigos e ameaças. “Estou na mesma posição de Pasteur ao dizer aos doutores que seu maior inimigo era perfeitamente invisível - e, perfeitamente irreconhecível por eles” (p.33). McLuhan faz analogia do conteúdo de um meio à uma bola de carne que o assaltante joga para o cão da mente, na intenção de dis&lt;/span&gt;persá-lo, reafirmando o poderio deste conteúdo, que é a “mensagem”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;“Estruturas de percepção” é um conceito assinalado no texto de McLuhan, “O Meio é a Mensagem”, para demonstrar que os efeitos da tecnologia é sobremaneira impactante, que não oferece aos seus envolvidos qualquer resistência. Como o Japão aderiu ao sistema monetário no século XVII, a tipografia, a imprensa envolveu-se na sociedade ocidental de tal forma que transformou-se em extensões incondicionalmente necessárias para os indivíduos. “Essa mudança (seja pelo monetário ou pela tipografia) não depende de aprovação ou desaprovação dos membros constituídos da sociedade”, aponta o autor (p.34). Os meios de comunicação estabeleceram em seus usuários uma situação de prisioneiros de prisões sem muros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;Os meios, inseridos na sociedade como extensões dela, se ampliam num sistema mencionado por alguns autores de “ecológico”. Trata-se de um conceito análogo ao processo biológico, ofertando condições&lt;/span&gt; de compreender o estado dinâmico da mídia. Um destes autores é Carlos Alberto Scolari que, ao explanar sobre o conceito, alertou que trata-se de uma metáfora elaborada por McLuhan e Neil Postman no final dos anos 60 e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;descrita sob duas duas vertentes:&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;“os meios como um “medium”, um ambiente ou entorno natural de onde os seres humanos movem e vivem sem perceber a sua existência” e “os meios como espécies que vivem dentro de um ecossistema” (p. 3-4). Scolari acredita que esta metáfora pode oferecer muitas reflexões sobre os meios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;Uma destas reflexões pode partir do modelo de jornalismo impresso, uma espécie da ecologia midiática, que enfrenta pressões e ameaças da mídia digital que obriga a sua transformação, adaptaç&lt;/span&gt;ão ou sua extinção. O modelo de infográficos aplicados neste suporte, neste meio que intenta adaptar-se no ambiente web (ou estaria sofrendo processo de canibalismo por espécies predadoras?) estaria se deslocando para uma outra espécie desta ecologia ou transformando-se? Scolari atenta para o aspecto dinâmico destas mudanças, a partir do cenário de midiatização das cidades, da conectividade constante, o conceito de “tecno-urbano” em que as cidades buscam oferecer praças e locais com internet aberta, e o princípio da convergência (a interrelação das mídias).&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;A ecologia midiática expõe um momento de transformação permanente com o incremento de novos meios e tecnologias, transformação que gera convergência, experiências e fenômenos que vão além de um único meio, mantendo relações com outros, o que especificamente isso para Scolari é conceituado de “dinâmicas transmidiáticas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-i4C2SoOQm3E/TfVQiirWCeI/AAAAAAAAAIY/Azbo2N6bnU0/s320/ivana%2Bfechine.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 109px; height: 136px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617484664568941026" /&gt;&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;Um exemplo deste processo é mostrado por Yvana Fechine (foto ao lado) ao fazer uma relação da interatividade e a TV digital. “Os &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;reality shows&lt;/i&gt;, como o Big Brother, podem ser considerados os primeiros formatos bem sucedidos de convergência midiática, podendo ser apresentados simultaneamente na TV aberta, 24 por dia em canais por assinatura e na internet” (CASTRO apud FECHINE, 2009, p.154). Fechine apontou este caso diante das várias discussões sobre como a TV d&lt;/span&gt;igital implementará&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;interatividade com receptores sem perder sua vocação do “ver junto” e de elementos do “tempo público” (citado por Dominique Wolton), que não se encontram na internet.&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;O procedimento da internet, segundo Fechine, baseia na individualidade (na “solidão interativa”) e no agenciamento, conceito de Janet Murray que significa o “usuário realizar ações significativas e ver os resultados de suas decisões e escolhas sobre um objeto que é alterado dinamicamente de acordo com sua participação” (2003, p. 127-128, apud FECHINE, 2009, p.152). Em angulação com o infográfico interativo, tal conceito descreve basicamente todo o processo de sua natureza, que oferece condições para o produtor (infografista) estabelecer “estratégias de roteirização”, ou seja, rotas prévias a serem percorridas pelo usuário. Fechine demonstra que este usuário é um “&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;interator&lt;/i&gt;” que age explorando este ambiente em busca de respostas diante de suas intervenções. “Se os textos surgem no próprio ato de navegação, a partir de decisões pessoais, cada interator produz e frui a “sua história”, abrindo mão de um conteúdo compartilhado e privilegiando a escala individual da comunicação” (p.152).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;REFERÊNCIAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;McLUHAN, Marshall. O meio é a mensagem. In: ____. Os meios de comunicação como extensões do homem. 10 ed. São Paulo: Cultrix, 2000, p. 21-37.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;SCOLARI, Carlos A. Hipermediaciones (o cómo estudiar la comunicación sin quedar embobados frente a la última tecnología de&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;California) - Entrevista a Damián Fraticelli. Revista Lis - Letra Imagen Sonido - Ciudad mediatizada. Año III # 5. mar-Jun. 2010. Bs. as. uBaCyt. Cs. de La ComuniCaCión. FCs/uBa, p. 3-11.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext"&gt;&lt;/span&gt;FECHINE, Yvana. A programação da TV no cenário de digitalização dos meios: configurações que emergem dos Reality Shows. In: FREIRE FILHO, João (org.). A TV em transição. Porto Alegre: Sulina, 2009, p. 139-170.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-177841181978749058?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/177841181978749058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/06/para-uma-ecologia-da-midia-redes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/177841181978749058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/177841181978749058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/06/para-uma-ecologia-da-midia-redes.html' title='PARA UMA ECOLOGIA DA MÍDIA: redes sociotécnicas, tecnointerações, convergências, remediação, midiamorfose, transmídia'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2CAruxQr35M/TfVQYO06obI/AAAAAAAAAIQ/1V3biq7xgR0/s72-c/carlos%2Balberto%2Bscolari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-7160081219786125947</id><published>2011-06-05T14:09:00.001-07:00</published><updated>2011-06-08T05:56:43.312-07:00</updated><title type='text'>MIDIOLOGIAS II</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-t9QwxQocUHY/TevyHWW4yiI/AAAAAAAAAIA/IkH9OM0nldM/s1600/harry%2Bpross.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-t9QwxQocUHY/TevyHWW4yiI/AAAAAAAAAIA/IkH9OM0nldM/s320/harry%2Bpross.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614847568522037794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Harry Pross (foto acima) estabelece três aspectos ao tratar de mídia em “La Clasificación de los Medios”, sempre associando relações intercomunicacionais com a ideia de aparato porque para ele, os fins comunicativos buscam os meios adequados, embora o que vai implicar neste processo é o acesso aos meios e a tais aparatos. Pross aponta, como exemplo, a televisão que é para ele, “uma rede de distribuição que distribui mensagens a muitos como todos os meios de massa”, mas ele observa que cada meio precisa ser entendido e utilizado de maneira apropriada. O texto de Pross percorre esta problemática dos aparatos e de seus usos, exemplicando a saudação “ei, olá”. Tal saudação, com o agitar de mãos, para Pross é inapropriada na televisão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este caso é apresentado para que Pross demonstre uma certa discrepância no discurso linguístico utilizado para a TV e para o rádio, a forma como a expressão se manifesta nestes dois suportes, considerando o fator do “ei!” na comunicação verbal ou não verbal. “Mas, o “ei!” também se dá quando alguém entra em sótão escuro ou no bosque atrás de alcançar um ponto elevado. O que disse “ei!” tem contraído o rosto (fisionomia) e tem agitado a mão (gesto)... Se o tivesse feito no rádio, não seria nenhum problema. Este meio se rege totalmente pelo ouvido e, por conseguinte, pelo discurso linguístico” (1990, p. 161).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma expressão apresentada em meios diferentes como o rádio e a TV tende a trazer, podemos supor, uma certa carga de ruído dependendo da mídia em que seja transmitida. O exemplo de Pross sobre o uso adequado do meio para  o “ei, olá!” franqueia a entrada à sua perspectiva sobre a comunicação ou o estabelecimento de contatos. Pross denomina de mídias primárias, secundárias e terciárias, modelos que estabelecem sua efetivação a partir do uso ou não do que ele chama de “instrumentos ou aparatos”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os meios primários são descritos pelo contato humano sem a necessidade de aparatos técnico, comparável por Pross no âmbito social primário com “os principais meios de entendimento”. A manifestação do “ei!” caracteriza-se, sem o uso de aparato, como expressão da mídia primária. Pross mostra que, apesar das manifestações naturais, a escrita está adequada à mídia primária, na medida em que mesmo sendo um instrumento de registro e de duração, “podem ser percebidas sem aparato” (p.164). Necessário se faz, no entanto, que o emissor e o receptor tenham domínio dos códigos de transmissão, dos símbolos e signos utilizados para a interpretação.  Aí, Pross constitui novo grupo que caracteríza esta comunicação sígnica, distinguindo entre “figuras gráficas” e o “grupo de escritas subordinadas à linguagem”, pontos que não serão abordados neste texto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Citar estes subgrupos leva a gerar um tensionamento com a mídia secundária. Pross entrelaça a linguagem e o uso da escrita e os registros gráficos. Ou seja, a escrita - enquadrada no conceito de mídias primárias - tende a ganhar forma diferente quando seus símbolos e discurso linguístico transformam-se em produtos para um público maior. “Quando se requer um aparato do lado da produção e não do lado da recepção, proponho o termo de meios secundários”, segundo aponta Pross (p.165). Folhetos, cartazes, panfletos, livros e jornais permanecem nesta linhagem. Os jornais com certo destaque, por sua relação com fatores de circulação periódica, a partir dos“ritos de calendário”, e no sentido da transmissão de “bens espirituais” como enuncia Groth, ao também instituir seu conceito de mediação, “para designar os sistemas bilaterais de comunicação” (p.167).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A remissão do simbolismo gráfico transmitido pela mídia secundária, sobretudo os jornais, quanto a aspectos da infografia demonstra uma força que designa visualmente a percepção do leitor na intenção de ofertá-lo este conteúdo simbólico. Como no ponto em que Pross mostra que o uso da ilustração (fazendo uma analogia com a infografia) reforça este processo, “na maior vendagem dos jornais assim configurados, remete novamente à fase preverbal” (p.168). Considerando tal angulação, pode-se construir uma conexão com a mídia terciária de Pross (que pressupõe aparatos do lado do produtor e do lado do receptor), ao observar que a infografia interativa (modelo de transmissão simbólica) necessita de instrumentos para sua concepção e para seu consumo (no caso, equipamentos de informática para manipulação desta ferramenta). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A infografia enquadra-se numa nova forma, numa nova materialidade como exemplificada por Mouillaud. Para a autora, o discurso do jornal está envolvido no dispositivo, o suporte, que não é o seu conteúdo. “O dispostivo não comanda apenas a ordem dos enunciados, mas a postura do leitor” (p.32). Pode-se considerar que o infográfico é um dispostivo subordinado ao jornal, assim como o jornal é um dispositivo geral da informação?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mouillaud descreve que os dispostivos são mais que suportes (ele denomina “matrizes”) e quer seja o texto (ou o conteúdo), quer seja o suporte (ou a matriz) se relacionam “geneticamente”, cada um desempenhando o seu papel, como fenômenos dinâmicos. E cita um exemplo: “Quando da morte de J. P. Sartre (que lhe havia dado uma cauçao no mento de seu nascimento), Libération se metamorfoseou em Journal de Sartre, e disfarçou em álbum de história em quadrinhos quando morreu Hergé, o pai de Asterix”. (2002, p.34)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-dleHoJdQlo4/TevyYyovcaI/AAAAAAAAAII/Ib-8PHSVMQk/s320/regis%2Bdebray.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 194px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614847868170891682" /&gt;&lt;div&gt;A mídia terciária apontada por Pross, em que a infografia interativa se inclui na midiatização digital no processo de produção dos periódicos, aponta também para o fenômeno de velocidade da informação citada por Debray, no modelo pouco a pouco instalado de “ubiquidade” (que remete à nova forma de vida, de Sodré), no desenvolvimento das ferramentas que possibilitam o adentrar a esta ambiência e a palavra que “nunca ciculou tanto e tão rápido ao redor da terra” (2007, p. 2). Apesar de sua abordagem, Debray (foto ao lado) critica a globalização (que chamou de “baboseira conectiva”) e de uma “enbriaguez da conexão generalizada”, que leva a esquecer valores, tradição e desfragmenta a humanidade. Não é porque colocamos o mundo na rede que poderemos viver essa rede como um mundo”, diz. (p.3)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;REFERÊNCIAS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MOUILLAUD, Maurice. Da forma ao sentido. In: PORTO, Sérgio D.; MOUILLAUD, Maurice (orgs.). O jornal: da forma ao sentido. Brasília: UNB, 2002, p. 29-35.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;DEBRAY, Régis. Transmitir más, comunicar menos. A Parte Rei - Revista de Filosofia, Número 50, Marzo de 2007, p. 1-13. Disponível em:  http://serbal.pntic.mec.es/AParteRei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PROSS, Harry. La clasificación de los medios. In: PROSS, Harry; BETH, Hanno. Introdución a la ciencia de la comunicación. Barcelona: Anthropos, 1990, p. 158-178.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-7160081219786125947?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/7160081219786125947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/06/midiologias-ii_05.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/7160081219786125947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/7160081219786125947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/06/midiologias-ii_05.html' title='MIDIOLOGIAS II'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-t9QwxQocUHY/TevyHWW4yiI/AAAAAAAAAIA/IkH9OM0nldM/s72-c/harry%2Bpross.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-6215474516762311401</id><published>2011-05-29T13:10:00.001-07:00</published><updated>2011-06-14T04:06:34.446-07:00</updated><title type='text'>MIDIOLOGIAS I</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Znj31d5QjIs/TeKorf9C_6I/AAAAAAAAAHk/U4Do6O-lrLM/s1600/mcluhan.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Znj31d5QjIs/TeKorf9C_6I/AAAAAAAAAHk/U4Do6O-lrLM/s320/mcluhan.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612233550922448802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É pertinente iniciar esta abordagem a partir do pensamento de Marshall McLuhan (acima) acerca do que ele denominou de “artefatos humanos”, das ferramentas primitivas à mídia eletrônica, considerando serem as extensões dos indivíduos ou como Hans Hass aponta, traduz-se no resultado da capacidade humana de “criar órgãos adicionais”. Este órgãos ou artefatos podem ser “língua, leis, ideias, hipóteses, ferramentas, vestuário, computadores”, permitindo vantagens como não terem necessidade de nutrição, de poderem ser guardadas ou descartadas e apresentarem caracteristicas intercambiáveis. Aí vale citar o exemplo apontado por Hass no texto de McLuhan de que as extensões permitem o desempenhar de vários papéis, funções, de “forma que, quando ele (o indivíduo) empunha uma lança, é caçador, e quando manobra um remo, é navegante” (2005, p.335).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, a preocupação de McLuhan ante estas extensões é com seus efeitos, que por trazer consigo todo significado das simbologia humana, tem um caráter destrutivo, visto que o homem não estaria devidamente equipado para enfrentar suas consequências. Tal preocupação o levou à abordagem e visões acerca do funcionamento, ações dos artefatos sobre a sociedade, configurando as “Leis da Mídia”, a serem incluídas em livro. Basicamente, McLuhan estabeleceu questões que acreditava formatar uma espécie de conceituação metodológica capaz de compreender os&lt;/div&gt;&lt;div&gt; efeitos. São quatro perguntas: o que a tecnologia amplifica, melhora ou aumenta?; o que ela torna obsoleto?; o que ela resgata ou recupera de um passado distante? (algo que foi rejeitado); o que ela transforma ou inverte subitamente quando levada a seus limites?.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diante de vários exemplos apontados no texto “O homem e os meios de comunicação’, de 1979, McLuhan compatibiliza a mídia eletrônica em seu método que abarca as quatro questões de “melhoria, obsolescência, recuperação e reversão”. A mídia eletrônica tanto amplifica o raio de atuação da informação, quanto o visual (não sob o ponto de vista estético, mas sob o aspecto presencial), possibilitando, além da maior difusão informacional, o surgimento do “homem eletrônico”, sem corpo. McLuhan alerta para as consequências deste fenômeno: “A implicação de uma existência desencarnada, incorpórea, no mundo da informação é algo para o qual nosso sistema de educação não nos preparou” (p.341).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao comparar realidades distintas vividas pela sociedade, a primitiva e a civilizada, McLuhan descreve uma civilização construída com base no alfabeto, proporcionando uma leitura diferente do mundo, uma “&lt;/div&gt;&lt;div&gt;apreensão não-acústica” das sociedades primitivas. O autor evita estabelecer juízo de valor sobre estas sociedades, apenas apontando que o “homem visual, com sua propensão racional e agressiva, foi inventado pelo alfabeto visual” (p.350).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-pNnSdPpMbio/TeKpQDyYhWI/AAAAAAAAAHs/Lx1pPgizOhg/s320/flusser.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 245px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612234179016688994" /&gt;&lt;div&gt;Uma sociedade formada e condicionada pelo alfabeto como elemento de interpretação e significação do mundo, remete ao texto de Vílem Flusser (foto ao lado), “O Mundo &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Codificado”. O alfabeto é um código e os códigos, em geral, resultam do impacto da revolução da comunicação na sociedade. Ou seja, os indivíduos vivem num mundo sígnico, de elementos bidimensionais, repleto de cores no atual entorno, com proposta de comunicar algo, de transmitir algo. Flusser considera que há, atualm&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ente, um aumento da importância destes códigos bidimensionais frente aos unidimensionais, a exemplo do alfabeto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria como se a humanidade estivesse retornando à origem do que já foi percorrido, visto que antes da invenção da escrita, ela se comunicava através de imagens. Flusser mostra que, nem com o advento da escrita, as imagens perderam sua função de significação, embora a escrita tenha conseguido se impor com o passar do tempo. A comunicação é, considerando estes pontos, uma substituição, em que os “homens têm de se entender mutuamente por meio dos códigos” (2007, p.130). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta relação sígnica do homem com o mundo, compreensível segundo códigos bidimensionais ou unidimensionais, possibilita fazer um tensionamento com o uso dos infográficos na transmissão de informação, por seu caráter imagético, repleto de códigos convencionados que são expostos aos leitores que seguem um percurso linear para ser apreendido (assim como imagens primitivas), ou seja, a diacronização da sincronicidade. Ela possibilita que o infográfico se estabeleça como narrativa, um instrumento capaz de sistematizar e representar um dado evento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-68rw0MrDLx4/TeKpg8hF29I/AAAAAAAAAH0/gHXSSntfdSA/s320/norval%2Bbaitello%2Bjr.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612234469122890706" /&gt;&lt;div&gt;Mas, ao confrotar o pensamento das “Capilaridades da Comunicação” de Baitello Jr (foto) com a ampliação dos códigos bidimensionais de Flusser, percebe-se a definição de um novo conceito, o neoanalfabetismo civilizado”, que para Baitello, “declina evidentemente a escrita alfabética elaborada, mas não a escrita como um todo, que se contamina e transforma regressivamente em escrita neopictogramática ou em alfabetos neoideogramáticos de fácil assimilação, mais amigáveis ao tempo veloz, menos exigentes em sua aprendizagem, mais simples em sua imediatez e sobretudo, aptos a gerar leitores com crescente simplicidade”. (2010, p.110). O autor critica este processo e cita que o jornalismo utiliza de “estratégias de emburrecimento” (termo criado por Wertheimer e Zima), ao enfatizar a utilização de elementos como ilustrações, gráficos, manchetes, textos curtos, frases curtas. Ou seja, a infografia, um instrumento de linguagem bidimensional para uma civilização cada vez mais visual, dependentes de códigos para apreensão do mundo, se configura também como uma peça estratégica de enburrecimento e do neoanalfabetismo civilizado de Baitello.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;REFERÊNCIAS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;McLUHAN, Marshall. O homem e os meios de comunicação (1979). In: ____. McLuhan por McLuhan: entrevistas e conferências inéditas do profeta da globalização. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005, p. 326-351.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FLUSSER, Vilém. O mundo codificado. In: ____. O mundo codificado. São Paulo: Cosac Naify, 2007, p. 126-137.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BAITELLO JR., Norval. As capilaridades da comunicação. In: ____. A serpente, a maçã e o holograma: esboços para uma Teoria da Mídia. São Paulo: Paulus, 2010, p. 103-120.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-6215474516762311401?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/6215474516762311401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/midiologias-i_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6215474516762311401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6215474516762311401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/midiologias-i_29.html' title='MIDIOLOGIAS I'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Znj31d5QjIs/TeKorf9C_6I/AAAAAAAAAHk/U4Do6O-lrLM/s72-c/mcluhan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-3708591033230650054</id><published>2011-05-22T15:34:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T15:48:17.305-07:00</updated><title type='text'>TEORIAS DA MEDIAÇÃO E DA MEDIATIZAÇÃO NA AMÉRICA LATINA</title><content type='html'>Os temas midiatização e mediação já foram abordados neste blog, a partir da visão de alguns teóricos, mas cabe fazer uma nova reflexão a partir de uma análise mais resumida destes conceitos e abordagens. &lt;div&gt;&lt;div&gt;Observando o texto de Muniz Sodré, “Eticidade, Campo Comunicacional e Midiatização”, onde estas questões foram incluídas no livro “Antropológica do Espelho”, é importante fazer uma relação do conceito de midiatização com a ideia de espelho. O autor mostra uma alteração na mídia tradicional (ou “linear”, a exemplo da TV e do cinema) onde as imagens são representadas realisticamente para a audiência externa. Na nova mídia digital, o usuário pode inserir-se nesta realidade, trocando a contemplação da representação pela participação direta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O espelho midiático não é uma mera reprodução, reflexo, porque envolve uma nova forma de vida, onde os indivíduos são incluídos, com características diferentes de espaço e tempo, em relação à midia linear. Não pode esquecer: a nova vida apontada por Sodré está diretamente ligada à intervenções na dimensão espaço-tempo (como no conceito pós-modernista). Uma nova configuração social a partir da bios virtual, uma realidade não-conflitante com a real-histórico, o real tradicional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O espelho midiático não traduz-se em reflexo puro da realidade, mas há condicionantes que agem sobre esta reflexão e que esta por sua vez, agem no campo da vida social. Ou seja, o espelho também se configura como um processo de mediação na sociedade. Esta “midiatização”, com base na atual tecnologia, está inserida num campo social de “interatividade absoluta e conectividade permanente” (SODRÉ, 2006, p.24). A midiatização é o quarto bios, além dos três exemplificados por Aristóteles, uma “tecnologia de sociabilidade”, uma nova forma de vida, intensamente tecnológica. E não esquecer: com influências diretas de relação tempo e espaço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O princípio de midiatização de Sodré se alinha ao pensamento de Fausto Neto, que observou o processo de evolução da sociedade dos meios para a sociedade midiatizada. E para o autor este é o resultado que provocou alterações nas composições sociais e nas interações, por fatores tecnológicos (que remetem à linha tecnodeterminante proposta por Bernard Miège). Fausto Neto oferece no texto “Fragmentos de uma analítica da midiatização”, conceitos que servem para esclarecer o que ele chama de “fenômeno” da midiatização: Sodré considera um novo bios – o bios midiático. Gomes estabelece uma “nova ambiência” também assinalada por Sodré. Braga é citado acerca da “processualidade interacional de referência”, o sistema de resposta, e Verón trata das “complexas interações entre mídias, instituições e indivíduos, resultando em processos de afetações não-lineares”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-VJPrtOvCsAU/TdmSlt93cKI/AAAAAAAAAHc/8PhHLuZC_pk/s320/antonio%2Bfausto%2Bneto.php.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 254px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609675987558559906" /&gt;&lt;div&gt;O ponto inicial do texto de Fausto Neto é seguido por exemplificações da “analítica da midiatização”, considerando sempre dispositivos tecno-discursivos inseridos na cultura midiática. Como por exemplo, as “transformações da “topografia jornalística” como espaço organizador do contato”, com exposições dos atores do processo produtivo e de fases das rotinas do jornal; a “auto-referencialidade do processo produtivo, na intenção das organizações de produzir um discurso auto-referencial; a “auto-reflexividade posta em ato”; e por fim, as “estratégias de protagonização do leitor”, utilizando os receptores como co-operadores da enunciação e do trabalho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José Luiz Braga, em “Sobre Mediatização como processo interacional de referência” aponta que o conceito pode se relacionado tanto no âmbito da midiatização dos processos sociais seguindo lógicas da mídia, quanto da midiatização da própria sociedade. É seguindo a primeira que observo espaço para estudar o processo de “midiatização” nas empresas jornalísticas, que provocou transformações na produção e no uso dos infográficos em jornais latinoamericanos. A midiatização neste processo também se deve a fatores técnicos, uso de novas tecnológias na produção e necessidade de leitores de utilizar de tecnologias de comunicação para ter acesso ao conteúdo destes infográficos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O estudo obedeceria a parâmetros de evolução da infografia interativa nos jornais latinoamericanos tanto sob aspectos de mudanças de produção nas empresas quanto na inclusão de elementos multimidiáticos neste instrumento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao deixar as midiatizações e seguir para as mediações, é importante aplicar a visão de Martin-Barbero. Ao me aprofundar um pouco mais sobre os seus estudos e o seu maior referencial teóríco-epistemológico acerca do deslocamento de uma análise metodológica comunicacional não a partir dos meios, mas das mediações, notei maior clareza quando o próprio Barbero deixa evidente em seu livro: “A comunicação se tornou para nós questão de mediações mais do que meios, questão de cultura e, portanto, não só de conhecimentos mas de re-conhecimento” (2003, p.16). E torna-se mais compreensível este processo de descentralização ao observar o conceito de cultura abordado pelo autor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O deslocamento proposto é o diferencial dos estudos apresentados por Martin-Barbero na comunicação latinoamericana. E tais estudos culturais, cujo deslocamento sinaliza para o campo das recepções tem influenciado outros autores (não apenas na América Latina), mas também em outros continentes. Signates, no entanto, mostra que a principal obra de Barbero, “Dos Meios às Mediações”, não define claramente o conceito de mediações. Mesmo caminhando por outros autores como Raymond Williams e Orozco Gomes, Signates conclui que “permanece a dúvida inicial sobre o grau de precisão teórica e de aplicabilidade empírica ao conceito de mediação” (2006, p.75).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;REFERÊNCIAS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MARTÍN-BARBERO, Jesús. América latina e os anos recentes: o estudo da recepção em comunicação social. In:SOUSA, Mauro Wilton de. Sujeito, o lado oculto do receptor. São Paulo: USP Brasiliense, 1995, p. 39-68.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MARTIN-BARBERO, Jesús. Dos meios as mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Traduzido por Ronald Polito; Sérgio Alcides. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SIGNATES, Luiz. Estudo sobre o conceito de mediação e sua validade como categoria de análise para os estudos de comunicação. IN: SOUSA, Mauro W. Recepção mediática e espaço público. São Paulo: Paulinas, 2006, p. 55-79.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SODRÉ, Muniz. Eticidade, campo comunicacional e midiatização. IN: MORAES, Denis (org.). Sociedade Midiatizada. Rio de Janeiro: Mauad, 2006, p. 19-49.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SODRÉ, Muniz. Antropológica do espelho. Uma teoria da comunicação linear e em rede. Petrópolis: Vozes, 2009.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FAUSTO NETO, Antonio. “Fragmentos de uma ‘analítica’ da midiatização”, In: Matrizes, São Paulo, Vol 1, No 2, pp. 89-105, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BRAGA, José Luiz . Sobre mediatização como processo interacional de referência. In: 15º Encontro Anual da Compós, 2006, Bauru/SP. Anais. XV Encontro Anual da Compós – Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, 2006. v. 1. p. 1-16.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-3708591033230650054?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/3708591033230650054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/teorias-da-mediacao-e-da-mediatizacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3708591033230650054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3708591033230650054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/teorias-da-mediacao-e-da-mediatizacao.html' title='TEORIAS DA MEDIAÇÃO E DA MEDIATIZAÇÃO NA AMÉRICA LATINA'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VJPrtOvCsAU/TdmSlt93cKI/AAAAAAAAAHc/8PhHLuZC_pk/s72-c/antonio%2Bfausto%2Bneto.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-7649052460412835288</id><published>2011-05-15T17:03:00.001-07:00</published><updated>2011-05-15T17:12:52.885-07:00</updated><title type='text'>PERSPECTIVAS CULTURAIS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dois momentos precisam ser considerados quando do surgimento dos chamados Estudos Culturais, espécie de subdisciplina acadêmica originada na Inglaterra. O primeiro momento nasce com as obras de Richard Hoggart, “The Uses of Literacy” e Raymond Williams, “Culture and Society 1780-1950”, ambas lançadas em meados do século passado e que observam o comportamento social sobre questões culturais na sociedade de massa (Hoggart) e mudanças na vida social, política e econômica (Williams). O segundo é ligado ao trabalho de E. P. Thompson, “A Formação da Classe Operária Inglesa” que, embora tenha uma afinidade com a linha marxista quanto a aspectos de trabalho e de economia, observa o âmbito cultural e sociológico. Estes três trabalhos, como aponta Stuart Hall (foto), “constituíram a cesura da qual - entre outras coisas - emergiram os Estudos Culturais” (2003, p.133).&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-D4c4ImsT6PY/TdBqYsBL4II/AAAAAAAAAHM/v8CYhNbAWW4/s320/stuart%2Bhall.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 184px; height: 176px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607098508441804930" /&gt;&lt;div&gt;Hall distingue este momento como sendo de ruptura e considera que as obras, mesmo abrindo o caminho para os Estudos Culturais, não foram concebidas com a finalidade de estabelecer uma nova fronteira epistemológica. A intenção baseava-se em oferecer uma reflexão sobre a sociedade da época, por esta razão, a cultura começou a ser proposta a partir de alterações sociais com ênfase na indústria, nas relações de trabalho, na política e também nas artes. Nota-se que tais estudos seminais acerca da cultura sinalizam para um conceito amplo, que como Hall esclarece, “relaciona à soma das descrições disponíveis pelas quais as sociedades dão sentido e refletem às suas experiências comuns”. (2003, p.135).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O texto de Hall apresenta uma evolução dos Estudos Culturais britânicos desde o aparecimento de uma corrente denominada de culturalistas (que observa as manifestações distintas e ao mesmo tempo generalizadas da sociedade, num processo que cria as “convenções e instituições”) e de estruturalistas (que estabeleceu uma interrelação da cultura em sintonia com o conceito de base, estrutura e superestrutura de Marx). Ao deter-se neste pensamento estruturalista da cultura, é possível notar a influência econômica e de outras variantes sociais, inclusive a ideologia, na formação desta cultura. Hall mostra que “as intervenções estruturalistas foram amplamente articuladas em torno desse conceito: em concordância com sua linhagem mais impecavelmente marxista, “cultura” não figura aí tão proeminentemente” (2003, p. 144).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A linhagem estruturalista, sustentada em Marx, carrega também o espírito do determinismo, deixando de lado as alterações sociais por enquadrar a sociedade em um molde estanque, absorvido pelo econômico e pelo ideológico, que contraria o pensamento culturalista. Não se pode negar que os culturalistas também consideravam as questões ideológicas na cultura, mas “ele de fato não se situa no centro de seu universo conceitual” (2003, p. 152).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os Estudos Culturais avançaram e arregimentaram pesquisadores em outros continentes. No Brasil desembarcaram a partir de três momentos. O primeiro deles foi a tradução para o português a obra “Cultura e Sociedade” de Raymond Willians em 1970. O segundo, o lançamento do livro “Dos Meios às Mediações” de Jesús Martín-Barbero e a difusão das ideias de outros autores como Néstor García Canclini. Outros nomes emergem na atualidade para os Estudos Culturais Criticos, como o americano Douglas Kellner. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-ruUOibSe8x8/TdBrAVCkeXI/AAAAAAAAAHU/hbGvMseQ7uY/s320/renato%2Bortiz.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607099189468363122" /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um nome especial no Brasil precisa ser mencionado, o do pesquisador Renato Ortiz (foto acima), considerado um dos maiores expoentes nos Estudos Culturais, embora ele mesmo tenha se surpreendido com tal status. Ortiz detalha que a entrada destes estudos no Brasil aconteceu “pelas bordas” e que a comunicação não era mencionada nestes estudos, mesmo valorizando a multidisciplinaridade a partir da sociologia, antropologia e literatura. O autor critica a “universalidade” dos Estudos Culturais, ao dizer que “são fruto de uma conjuntura específica, sobretudo norte-americana, e dificilmente poderiam reproduzir-se no Brasil e na América Latina da mesma maneira” (2004, p. 126).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sob um outro viés, não desconsiderando o volume da produção social que estabelece a cultura, Baitello esclarece sua visão sobre a cultura como um universo simbólico que se harmoniza em três instâncias (nível biológico, nível de interações sociais e o nível dos códigos culturais, que se intercomunicam) e a importância da Semiótica da Cultura para dar conta de interpretar a relação entre estes três “códigos” (também são denominados desta forma), “levando em conta a existência de códigos anteriores aos da própria cultura” (1999, p. 41). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A infografia pode ser um elemento importante se colocado diante da Semiótica da Cultura, porque poderia considerar aspectos de uma sociedade – condicionada a interpretar os códigos que compõem os infográficos – e compreender o contexto para que este instrumento fosse inserido nesta sociedade. Como trata-se de uma prática do jornalismo na América Latina, especialmente no Brasil, entende-se que partiu da cultura. Baitello mostra que elementos culturais se “constroi no diálogo, na operação interativa entre seus componentes subtextuais, no diálogo entre os signos e dos signos com seu próprio percurso histórico” (1999, p.42). Em si, a Semiótica da Cultura pode revelar caminhos para entender como o desenho, as imagens e as representações de linguagem que compõem a infografia foram inseridas no jornalismo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;REFERÊNCIAS&lt;/div&gt;&lt;div&gt;HALL, Stuart. Estudos culturais: dois paradigmas. In: ____. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003, p. 131-159.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ORTIZ, Renato. Estudos culturais. Tempo soc. [online]. 2004, vol.16, n.1, pp. 119-127. ISSN 0103-2070.  doi: 10.1590/S0103-20702004000100007.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BAITELLO JR., Norval. II. Cultura como sistema semiótico; III. O conceito do texto da cultura. In: ____. O animal que parou os relógicos. São Paulo: Annablume, 1999, p. 23-42.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-7649052460412835288?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/7649052460412835288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/perspectivas-culturais-dos-processos_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/7649052460412835288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/7649052460412835288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/perspectivas-culturais-dos-processos_15.html' title='PERSPECTIVAS CULTURAIS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-D4c4ImsT6PY/TdBqYsBL4II/AAAAAAAAAHM/v8CYhNbAWW4/s72-c/stuart%2Bhall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-4555426037316991144</id><published>2011-05-08T18:59:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T14:52:13.985-07:00</updated><title type='text'>PERSPECTIVAS DISCURSIVAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-eSQM_puavYU/TchhaLwpv2I/AAAAAAAAAG0/36DFZ1llWhI/s1600/patrick%2Bcharaudeau.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 266px; height: 159px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-eSQM_puavYU/TchhaLwpv2I/AAAAAAAAAG0/36DFZ1llWhI/s320/patrick%2Bcharaudeau.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604836838723927906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“Nenhuma informação pode pretender, por definição, à transparência, à neutralidade ou à factualidade”. Partindo de uma frase do texto de Charaudeau (2006, p.42, foto) é possível  verificar a complexidade da informação, mitificada e simplificada pelo senso comum e apresentada por veículos de comunicação como um discurso propagandista, acreditando ser possível dar um tratamento isento, imparcial junto à audiência. O autor aponta esta intenção midiática de se autolegitimar como a mais competente no trato com a informação.&lt;br /&gt;A informação traz em sua essência a subjetividade e os discursos, embora existam os que creem na informação de caráter apartidário, o que na visão de Charaudeau é um avaliação ingênua. Ingênua porque transformaria a informação em apenas um elemento inserido em uma socidade tecnicista, como na contestada Teoria da Informação. Por esta abordagem teórica, a relação emissor-receptor na transferência da mensagem foi a base dos estudos da teoria informacional, desde Shannon e Weaver (1945), quando sua Teoria Matemática da Informação destinava-se tão somente analisar o sistema de transmissão da informação via canais físicos, como telégrafo, telefone e rádio.&lt;br /&gt;O objetivo das pesquisas era observar a quantidade de informação transmitida por um canal, considerando outros aspectos como falhas e distorções. A finalidade era determinar numericamente a porção de informação recebida pelo usuário. Nota-se que tal processo visava uma finalidade técnica, cuja essência passou a ser empregada por outros campos de estudo.&lt;br /&gt;A Teoria da Informação estruturou o esquema baseado na fonte de Informação-canal-recepção, justaposto para outras áreas de conhecimento como as ciências humanas. Mas, o modelo, em si é inocente como aponta Charaudeau, por desconsiderar aspectos sistêmicos da linguagem, da construção da informação. No processo de transmissão da informação, o emissor precisa interpretar os dados que ao serem encaminhados ao receptor necessariamente não significará que a sua interpretação será a mesma da origem. Tal procedimento não passa de um modelo fechado “instaurando uma relação simétrica entre a atividade do emissor, cuja função seria “codificar” a mensagem, e a do receptor, cuja função seria “decodificar” a mesma mesma mensagem” (p.35)&lt;br /&gt;Sob aspectos da mídia, a informação é a matéria-prima da notícia e para que este produto seja comercializado para o maior número possível de indivíduos, é feito o uso de vários tipos de discurso com a finalidade de alcançar seus objetivos. Para isso são utilizados os discursos informativo (voltado à transmitir o saber), o propagandista (para seduzir e persuadir o alvo), o científico (que exige uma prova racional), o didático (com o objetivo da explicação).&lt;br /&gt;Ao ler este texto e estabelecendo um tensionamento com o objeto de pesquisa (os infográficos), nota-se que há uma imbricação do discurso informativo e didático com a finalidade de ofertar a informação para uma maior quantidade possível de indivíduos. Para que isso seja possível, cumpre-se a atividade da “vulgarização”, que como assinala Charaudeau “é, por definição, deformante”. Transmitir a informação de maneira que possa ser compreendida pela maioria das pessoas. Embora a vulgarização seja mais evidente na televisão, Charaudeau não exime a imprensa e o rádio deste processo.&lt;br /&gt;Surge uma questão: a infografia, por seu caráter explicativo, estaria enquadrado neste processo de vulgarização, considerando que Sancho (2000 apud CAIRO, 2008, p.21) define infografia como “uma contribuição jornalística, realizada com elementos icônicos e tipográficos, que permite ou facilita a compreensão dos acontecimentos, (...) e acompanha ou substitui o texto informativo”? Observando o texto de Charaudeau, sim, entendendo que o objeto ajusta-se num “quadro de inteligibilidade acessível” (p.62). A informação infográfica é, por assim dizer, deformante?&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-NkULCBlb7fE/Tchh2aj_TDI/AAAAAAAAAG8/20ozWQILhJU/s1600/louis%2Balthusser.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 195px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NkULCBlb7fE/Tchh2aj_TDI/AAAAAAAAAG8/20ozWQILhJU/s320/louis%2Balthusser.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604837323733683250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vulgarizar, facilitar a transmissão da informação, implica também na transferência de conteúdo simbólico. Este conteúdo é assimilado pela audiência/leitor através dos signos linguísticos, da estrutura da linguagem (ou, para a semiologia, sistemas sígnicos mais amplos). A linguística é a base do estruturalismo e, como aponta Mattelart “tem a tarefa de estudar as regras desse sistema organizado por meio das quais se produz sentido” (1999, p.86). O discurso da mídia se faz valer do uso da linguagem e do processo simbólico, ao considerar parte do sistema semiológico de Saussure e Barthes: “significante-significado e denotação-conotação”. Althusser (foto ao lado) vê a mídia, ainda, como o que ele denominou de “aparelhos significantes”, que têm como função “garantir e perpetuar o monopólio da violência simbólica” (p.95).&lt;br /&gt;Foucault considera a mídia, ou o “dispositivo visual”, “um modo de organizar o espaço, controlar o tempo, vigiar continuamente o indivíduo e assegurar a produção positiva de comportamento” (p.98). Assim, é possível fazer uma relação da televisão com o panóptico, da figura que consegue vigiar a todos, sem poder ser visto. No caso televisivo, o panóptico é invertido, e os vigiados veem sem serem vistos.&lt;br /&gt;É preciso citar, dentro do estruturalismo, modelos que integram o processo do discurso e de conteúdo simbólico. Foucault estabelece uma estrutura em que observa angulações discursivas chamadas de “procedimentos de controle e de delimitação do discurso”: o comentário na sociedade (o desnivelamento do discurso), o autor (como agrupamento do discurso), disciplina (conjunto de métodos), o ritual (qualificação dos indivíduos que se expressam), sociedade do discurso (conservar e produzir), doutrina (reconhecimento de verdades e aceitação de certa regra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS&lt;br /&gt;CAIRO, Alberto. Infografia 2.0 - visualización interactiva de información en prensa. Madrid: Alamut. 2008&lt;br /&gt;MATTELART, A. &amp;amp; MATTELART, M. O estruturalismo. In: ____. História das teorias da comunicação. São Paulo: Loyola, 1999, p. 86-102.&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 2004, p. 21-45.&lt;br /&gt;CHARAUDEAU, Patrick. O que quer dizer informar. In: ____. O discurso das mídias. São Paulo: Contexto, 2006, p. 31-63.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-4555426037316991144?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/4555426037316991144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/perspectivas-discursivas-dos-processos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4555426037316991144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4555426037316991144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/perspectivas-discursivas-dos-processos.html' title='PERSPECTIVAS DISCURSIVAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-eSQM_puavYU/TchhaLwpv2I/AAAAAAAAAG0/36DFZ1llWhI/s72-c/patrick%2Bcharaudeau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-5032344693077154110</id><published>2011-05-01T16:48:00.001-07:00</published><updated>2011-05-08T09:33:26.477-07:00</updated><title type='text'>PERSPECTIVAS SISTÊMICAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;O texto de Ronaldo Henn apresenta aspectos da Teoria Geral dos Sistemas, buscando reflexão acerca da interrelação de elementos que compõem uma unidade e fazer um tensionamento com o jornalismo. Henn aponta o caráter importante desta teoria por considerar a existência de sistemas abertos, que possibilitem trocas com o meio ambiente. E, ao abordar o pensamento de Morin acerca dos sistemas, Henn aponta para a ênfase organizacional formada a partir de interre&lt;/span&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;lações destes elementos, ou “o tecido articulador do comportamento dos mais diversos sistemas” (HENN, 2002, p.20). Entende-se, portanto, existir parâmetros sistêmicos para o jornalismo, por conter componentes que se interdependem com funções específicas como captação, codificação e emissão de relatos. O que estaria fora deste âmbito é considerado como subsistema. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Mas, o próprio texto de Henn levanta um questionamento. O jornalismo pode ser considerado sistema ou um fio articulado que enquadraria-se num subsistema da Comunicação ou mesmo da sociedade? Na fronteira tênue dos sistemas, é possível com base no texto encontrar relações sistêmicas no jornalismo a partir de pontos que os caracterizam como tal, a saber: permanência, composição, identidade, complexidade, diversidade, autonomia, conectividade, estrutura, integralidade, organização e funcionalidade. Para fazer entender a relação sistêmica do jornalismo, Henn estabelece aspectos das rotinas produtivas elencando todos estes po&lt;/span&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;ntos apresentados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Pu5qQfmNBgg/TcbFiA2PHdI/AAAAAAAAAGk/aTXoe0O3agE/s1600/luhmann.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 182px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Pu5qQfmNBgg/TcbFiA2PHdI/AAAAAAAAAGk/aTXoe0O3agE/s320/luhmann.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604383974442868178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Um dos detalhes que chamou a atenção e que faz uma relação com a abordagem de Luhmann (foto) acerca da “Improbabilidade da Comunicação” baseia-se na relação sistêmica do jornalismo como o seu meio ambiente, uma conectividade (é preciso observar sobre a angulação de sistemas abertos) constituída a partir da atuação jornalista-fonte, que por via consequente, interliga-se com outros sistemas e subsistemas, neste caso, o público (considerando também que este pode servir de fonte adentrando no processo). O movimento &lt;/span&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;sistêmico do jornalismo é vivo e gera vida a outros sistemas sociais. Luhmann aponta para a ideia de não ser possível formar sistemas sociais sem a comunicação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Morin classifica a cultura como um sistema que garante o processo comunicativo e que esta comunicação é configurada apenas por detentores de um código comum (linguagem, signos, símbolos). A cultura, como base neste sistema, é diferenciada pela experiência existencial - detentora dos código - e o “saber constituído”, ligado à padrões-modelo (que estetiza a vida). É um sistema “homem-sociedade-mundo”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;A comunicação, para Luhmann, tornou possível a transcendência espaço-temporal dos sujeitos, a ruptura destes estágios antes limitados em sistema “diretamente presente e da comunicação cara a cara” (LUHMANN, 2006, p. 47). E Luhmann também considera a sociedade como um sistema, configurados por subsistemas, também reduzidos em outro subgrupo de subsistemas, oferecendo exemplos como “família, política, economia, direito, sistema sanitário e educação” (p.51).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Luhmann reconhece uma sociedade de estrutura ampla e uma comunicação que enfrenta problema de “improbabilidade” (termo que verifica este aspecto sob o ponto de vista do contexto, dos receptores e dos resultados), que, no entanto, se convergem e estabelecem uma interrelação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Embora, haja uma certa conexão dos pontos apresentados por Luhmann, a intenção no texto de Henn é verificar a relação do jornalismo na Teoria Geral dos Sistemas, enquadrando-o em parâmetros previamente identificados. E um deles é a “complexidade”, visto que “a atividade jornalística comporta-se como um grande investimento empresarial que vende um produto simbólico” (HENN, 2002, p.31). Que na ideia de explicitar uma missão de “informar com imparcialidade”, o que está latente é a “veiculação de ideologias”. E para sustentar esta estrutura, o jornalismo é submetido aos interesses econômicos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Um ponto de Henn a ser relacionado com a infografia é a reflexão de Ciro Marcondes Filho sobre os investimentos empresariais na notícia como mercadoria. A informação seria uma commodity a receber constantes melhorias. No caso, o surgimento das manchetes, dos&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;títulos, do design gráfico, do uso da cor e por assim dizer, o recurso da infografia, seriam elementos desta atuação do capital sobre a notícia. “O jornal deve vender-se pela sua aparência” (MARCONDES FILHO, 1986, 66-67 apud HENN, 2002, p. 32). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;REFERÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;LUHMANN, Niklas. A improbabilidade da comunicação&amp;gt; In: ____. A improbabilidade da comunicação. Lisboa: Editora vega, 2006, p.39-63.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;MORIN, Edgar. 4. A cultura; 5. A crise da cultura. In: ___. Cultura de massas no século XX - Necrose. Volume 2. 3a. ed. Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2001, p. 75-106.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;&lt;/span&gt;HENN, Ronaldo. Jornalismo e sistemas. In: ___. Os fluxos da notícia. São Leopoldo: Ed. Unisinos, 2002, p. 13-38.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-5032344693077154110?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/5032344693077154110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/perspectivas-sistemicas-dos-processos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/5032344693077154110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/5032344693077154110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/05/perspectivas-sistemicas-dos-processos.html' title='PERSPECTIVAS SISTÊMICAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Pu5qQfmNBgg/TcbFiA2PHdI/AAAAAAAAAGk/aTXoe0O3agE/s72-c/luhmann.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-176243556392732504</id><published>2011-04-24T15:22:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T09:36:50.309-07:00</updated><title type='text'>PERSPECTIVAS CRÍTICAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:documentproperties&gt;   &lt;o:description&gt;generated by an Adobe application&lt;/o:Description&gt;   &lt;o:version&gt;11.6408&lt;/o:Version&gt;  &lt;/o:DocumentProperties&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;34&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-OcHhkQaYzMQ/TcbGgQEZV4I/AAAAAAAAAGs/ZYnetZXyQhE/s1600/adorno%2Be%2Bhockheimer.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 158px; height: 222px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-OcHhkQaYzMQ/TcbGgQEZV4I/AAAAAAAAAGs/ZYnetZXyQhE/s320/adorno%2Be%2Bhockheimer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604385043680679810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;A partir de pontos expostos em três textos é possível fazer uma relação articulada acerca da Teoria Crítica, sua evolução, e as contribuições da Escola Paulista de Ciências Sociais a estes estudos. A Teoria Crítica, que nasceu nos anos 20, na Alemanha, ganhando maior força após a II Guerra Mundial, interpreta a relação da transformação de bens culturais em mercadoria, baseando-se na ideia inexorável de dominação das massas, cujo discurso é assimilado por um receptor passivo, num processo de manipulação das consciências. O termo foi adotado pela &lt;/span&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;primeira vez por Theodor Adorno e Max Horkheimer (foto) na obra “Dialética do Esclarecimento”, produzida na década de 40. Até então, utilizava-se o termo “cultura de massa”, excluindo o pensamento de uma cultura surgida a partir dos indivíduos. Ao contrário, a indústria cultural, na visão destes autores, molda a massa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;O conceito é muito contestado por pesquisadores da comunicação, sobretudo aqueles ligados aos Estudos Culturais. Outros consideram seus aspectos conceituais superados, “caducos, tornando-se denuncismo rancoroso e discurso depressivo” (RÜDIGER, 2002, p. 88). Mas, reconhecem que a Teoria Crítica ampliou os caminhos para pesquisas que levaram a outros estudos, como a Teoria das Mediações. Para a Teoria Crítica, a ação da indústria cultural é produzir mercadorias culturais que atuam sobre a audiência e obtêm resultados uniformes. Não são considerados, neste caso, estratégias ou a capacidade dos indivíduos de reagirem à esta produção. Como Adorno e Horkheimer citam na “Dialética do Esclarecimento”, os consumidores “são reduzidos a um simples material estatístico” (1985, p.102) e que o único fim seria o capital. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;A indústria é capaz de alimentar a “inércia” deste consumidor, como em processos de edição em produções cinematográficas, que possibilitam a exibição de trechos rápidos e constantes que “proíbem a atividade intelectual do espectador” (1985, p.104). O próprio lazer, os momentos de diversão, que significariam descanso da labuta, um recolhimento das ações hegemônicas do trabalho, são elementos estratégicos da indústria cultural, que remonta à relação ao pensamento de Lazarsfeld acerca do tempo conquistado pelos operários com movimentos reformistas e que é mal aproveitado. O consumidor não consegue fugir deste processo industrial/capitalista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;A mercantilização da cultura também caracterizou-se pela estilização, pela estandartização dos produtos artísticos. Wolf (2003, p. 77) sinaliza que a indústria cultural além de moldar o indívíduo e os produtos, estabelece formatos que “exclui tudo o que é novo”. “A novidade que esta oferece continuamente é apenas a representação, em formas sempre diferentes, de algo igual”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Ao relacionar com o objeto de pesquisa (os infográficos) é possível fazer uma relação de sua essência com a indústria cultural, com o processo de transformação de produtos culturais em mercadoria. Um tensionamento com o conceito de Adorno e Horkheimer levam a supor que os infográficos enquadram-se no sistema dos meios de comunicação de massa, que agem em conjunto na “manipulação das massas”, na concretização do poder econômico sobre a sociedade. Porque para os autores, cada elemento que compõe a indústria cultural são engrenagens nesta operação de domínio. “O processo de trabalho integra cada elemento, “desde a trama no romance, que já tem em vista o filme, até o último efeito sonoro” (ADORNO E HORKHEIMER, 1947, p. 134 apud WOLF, 2003, p. 76).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Porém, a Teoria Crítica é contestada por não observar, segundo alguns autores, aspectos benéficos dos meios e também a diversidade dos estratos sociais. Ou seja, considerar também os nichos culturais. O conceito de hegemonia gramsciano fez com que teóricos como Jésus Martin-Barbero, teórico dos Estudos Culturais latinoamericanos, compreendesse o processo de comunicação além dos meios, movendo o eixo para as mediações, observando suas variedades sociais. Estas variedades estão relacionadas à estrutura (classe social, experiências, conhecimentos, família), instituição (escola, igreja, política, esporte), conjuntura (modo de enxergar a vida, acervo cultural) e tecnologia (televisão, rádio, cinema, etc.).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Rüdiger cita Gabriel Cohn, da escola paulista, que atenta para a necessidade de estudo das mediações e na produção simbólica, que ele considerou como categoria básica na pesquisa em comunicação. Sodré e Ciro Marcondes Filho também observam este aspecto. “Absurdo e opressivo não é o conteúdo da mensagem, mas a forma que esse conteúdo assume socialmente, indutora de uma relação de poder incontestável” (SODRÉ, 1977, 41-42 apud RÜDIGER, 2002, p. p. 96). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Ou seja, relacionando com os infográficos, nota-se que este instrumento é sobremaneira mais abrangente que um elemento de uso para dominação econômica. Traz consigo simbologia, conteúdos que precisam ser considerados. Se a Teoria Crítica detia-se com maior ênfase à mercantilização da cultura, é preciso (na linha dos teóricos atuais) considerar o discurso destes produtos culturais. Os autores atuais percebiam, intrinsecamente, a composição da dimensão simbólica na Teoria Crítica, embora pouco salientada. Esta deixa para estudos subseqüentes poderia estar em frases como esta de Adorno: “A mensagem escondida pode ser mais importante que a evidente” (ADORNO E HORKHEIMER, 1954, p. 134 apud WOLF, 2003, p. 82).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;REFERÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;WOLF, Mauro. Contextos e paradigmas na pesquisa sobre os meios de comunicação de massa (1.6 A teoria Crítica). IN: ___. Teorias da comunicação de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 72-93.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;ADORNO, Theodor &amp;amp; HORKHEIMER, Max. A Indústria Cultural: o esclarecimento como mistificação das massas. IN:____. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 99-138.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;RÜDIGER, Francisco. A pesquisa crítica nos estudos de mídia brasileiros. IN: ____. Ciência social crítica e pesquisa em comunicação. São Leopoldo-RS: Unisinos, 2002, p. 87-111.&lt;span style="text-transform:uppercase"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;MARTIN-BARBERO, Jesús.&lt;b&gt; Dos meios as mediações&lt;/b&gt;: comunicação, cultura e hegemonia. Traduzido por Ronald Polito; Sérgio Alcides. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-176243556392732504?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/176243556392732504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/04/perspectivas-criticas-do-processos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/176243556392732504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/176243556392732504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/04/perspectivas-criticas-do-processos.html' title='PERSPECTIVAS CRÍTICAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OcHhkQaYzMQ/TcbGgQEZV4I/AAAAAAAAAGs/ZYnetZXyQhE/s72-c/adorno%2Be%2Bhockheimer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-4988062769939807980</id><published>2011-04-17T17:26:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T15:09:13.271-07:00</updated><title type='text'>PERSPECTIVAS EMPÍRICO-FUNCIONALISTAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS</title><content type='html'>&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Os efeitos dos meios de comunicação de massa têm mostrado-se como uma preocupação da escola funcionalista. Tal preocupação serviu para questionamentos de pesquisadores quanto à relação dos meios com a sociedade, seu poder de influência, sua ação junto à audiência e repercussão. Os funcionalistas buscavam a dimensão destes efeitos, na intenção de responder a questionamentos se a violência pregada pela mídia influenciava a sociedade a ser mais violenta, se determinava o gosto do público ou suas preferências políticas, como enuncia Klapper (1987, p.163).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Na leitura dos textos de Merton, Lazarsfeld, Klapper e Noelle-Neumann percebe-se visões que parecem destoantes, mas se assemelham quanto à evolução das pesquisas em comunicação, sobretudo sobre os efeitos dos meios. Hipóteses acerca de sua influência foram&lt;/span&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt; válidas durante tempos, como por exemplo, a de que os meios de comunicação atuam tão somente como mero reforço da opinião pública, ou a chamada Teoria dos Efeitos Limitados, que começou a ser contestada a partir dos anos 60. A Tese dos Efeitos Mínimos foi bastante questionada, como assinalada por Neumann: “A maioria dos investigadores considera que os meios de comunicação têm um efeito decisivo na concepção que as pessoas formam da realidade” (NOELLE-NEUMANN, 2002, p. 151).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;O texto de Neumann aponta para uma peculiaridade acerca das pesquisas sobre os efeitos, que percebia como “repleta de problemas”. Que os efeitos dos meios de comunicação necessitariam de uma apuração mais rigorosa, técnicas de análises qu&lt;/span&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;e possam aferir a precisão destes efeitos junto à audiência. Uma tarefa considerada complexa, quando “tantos acreditam que nunca será possível estudar os efeitos dos meios de comunicação de massa” (p.152). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Neumann observou que das vertentes dos estudos sobre os efeitos, um consenso foi estabelecido baseado na hipótese de que a influência dos meios não é direta e pessoal, mas observa-se o contexto do repector e seu ambiente social. O que faz uma associação pertinente com os Estudos Culturais. Partindo para os atores sociais, pode-se admitir que, deixa-se os espaços restritos da mídia para entrar no campo vasto das mediações e a entender todo o processo de recepção ante a diferentes receptores e que tais receptores comportam-se de forma diferente ante a informação veiculada, ante&lt;/span&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt; ao discurso, ante à produção simbólica da mídia. Inclusive, grupos expõem reação de resistência a esta produção simbólica, não compactuando com sua essência. Outros aceitam em parte, descartando aquilo que não convém; outros, simplesmente aceitam o discurso em sua totalidade, reproduzindo-o em seguida. Neste caso, os Estudos Culturais surgem como desdobramento da pesquisa dos efeitos dos meios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Os estudos funcionalistas também sofreram influência dos meios, o que levou Lazarsfeld a abandonar os estudos da comunicação no Office of Radio Research (final dos anos 60), e gerou controvérsias com o setor empresarial que aderia à hipóteses científicas que lhe conviessem a fim de não sofrer pressão política. O conflito ciência-jornalismo está diretamente atrelado, como sinaliza Neumann, ao problema da “legitimação”. Enquanto a pressão dos meios empresariais (chamado no texto de “jornalistas”) seguia a linha dos efeitos limitados (na intenção de mostrar que o poder da mídia não era tão grande assim), as pesquisas mais recentes dão conta de seu caráter de longo prazo, ou&lt;/span&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt; “longitudional”, e uma ação potencialmente acintosa junto a públicos extensos (como citado por Lazarsfeld e Merton), contrariando o efeito hipodérmico das massas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rlUNUwWl5Sg/Tchlu_x_G0I/AAAAAAAAAHE/0ZN_E_OblDY/s1600/Paul%2BLazarsfeld%252C%2Bem%2B1953.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rlUNUwWl5Sg/Tchlu_x_G0I/AAAAAAAAAHE/0ZN_E_OblDY/s320/Paul%2BLazarsfeld%252C%2Bem%2B1953.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604841594332060482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;A influência dos meios na sociedade, para Lazarsfeld (foto ao lado, de 1953), tem relação com a evolução social, movimentos reformistas, que possibilitaram aos indívíduos garantir mais tempo ao lazer e às questões pessoais. Porém, os indivíduos não recorreram às produções culturais de qualidade ofertada na época. Recorreram ao que estava à mão, nos meios de comunicação, como a TV e rádio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;Em novas pesquisas sobre os efeitos, Lazarsfeld afirma: “A mera presença desses meios não afeta a sociedade de modo tão profundo como em geral se supõe” (LAZARSFELD E MERTON, 1987, p. 235). Mesmo com os estudos acerca da mídia, legitimação, controle, propriedade deste meios, o autor destaca as mais variadas formas de representações sociais que recebem o conteúdo dos meios e “que poderiam torna-se o objeto de uma pesquisa sistemática”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;O corrida pela compreensão da ação dos meios de comunicação nos estudos funcionalistas, fez-me observar sobre os cuidados com a investigação, influências externas que possam pressionar a pesquisa e um estudo mais aprofundado sobre os efeitos midiáticos ante à diversidade das matrizes culturais. O percurso empírico dos funcionalistas, que ora pareceu-me confusa, mostrou-se articulado, sobretudo a exemplo do texto de Klapper sobre os resultados definitivos da pesquisa. Ao notar as “generalizações”, deparou-se com “uma pletora de descobertas relevantes, mas não concludentes e, às vezes, aparentemente contraditórias” (KLAPPER, 1987, p.163).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;A exemplo da pesquisa funcionalista, é preciso admitir que as pesquisas não são definitivas, nem totalmente prontas, que é preciso observar aspectos de investigações anteriores e levantar questões para novos levantamentos. As generalizações no caminho funcionalista deram conta de inúmeras descobertas e como sugere Klapper, “é tempo de refletir sobre a área que temos tratado (...) e averiguar sua utilidade e também observar seus pontos fracos”. (p. 171)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;REFERÊNCIAS&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;LAZARSFELD, P. F.; MERTON, R. K. Comunicação de massa, gosto popular e ação social organizada. IN: COHN, Gabriel. Comunicação de massa e indústria cultural. 5a. ed.. São Paulo: T.A. Queiroz, 1987, p.230-253.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;KLAPPER, J. T. Os efeitos da comunicação de massa. IN: COHN, Gabriel. Comunicação de massa e indústria cultural. 5a. ed.. São Paulo: T.A. Queiroz, 1987, p. 162-173.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="Corpodotexto" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:windowtext;"&gt;NOELLE-NEUMANN, Elisabeth. Os efeitos dos meios de comunicação na pesquisa sobre seus efeitos. IN: ESTEVES, Pissarra João. Comunicação e Sociedade. Lisboa: Livros Horizonte, 2002, p. 151-159.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-4988062769939807980?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/4988062769939807980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/04/perspectivas-empirico-funcionalistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4988062769939807980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4988062769939807980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/04/perspectivas-empirico-funcionalistas.html' title='PERSPECTIVAS EMPÍRICO-FUNCIONALISTAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rlUNUwWl5Sg/Tchlu_x_G0I/AAAAAAAAAHE/0ZN_E_OblDY/s72-c/Paul%2BLazarsfeld%252C%2Bem%2B1953.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-6398340707633668218</id><published>2011-04-12T17:00:00.000-07:00</published><updated>2011-04-12T17:29:50.819-07:00</updated><title type='text'>PERSPECTIVAS INTERPRETATIVAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Uma reflexão acerca do pensamento da Escola de Chicago e do interacionismo simbólico, a partir do texto de Rüdiger, direciona a &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;um viés semiótico no processo da comunicação. Que por meio de símbolos, a comunicação é efetivada e estruturada. Esta estruturação mantém sociedade em consenso na identificação de objetos simbólicos e dando sentido à realidade da vida cotidiana. Este interacionismo simbólico apontado pela Escola de Chicago remete às visões semióticas de Peirce (também citado no texto), e de Bense (1975, p.50) quanto na identificação sígnica que garante a relação com o mundo. Bense afirma que &lt;/span&gt;a intermediação da consciência com o mundo é possível apenas pelo signo. O signo impõe linguagens das mais diversas que são captadas pelo homem de várias formas. Este parece ser o ponto de partida do interacionismo simbólico da Escola de Chicago.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A leitura do mundo, proporcionada pela interpretação dos signos, é um processo mediado pela comunicação, que garante a formação e consolidação da sociedade. A comunicação é vetor desta circulação de conteúdo simbólico, possibilitando a relação entre as pessoas. A interação dos indivíduos concretiza-se a partir dos elementos sígnicos e simbólicos que são consensualmente compreedidos através dos processos comunicacionais. Os elementos podem ser sons, cheiros, olhares, cores, texturas, percepções, o imaginável e o palpável. “A comunicação constitui, assim, um processo estruturado por símbolos: é o manejo mais ou menos racional dos símbolos” (RÜDIGER, 2003, p. 40).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Ao observar no texto de Rüdiger, que “a linguagem desempenha um papel fundamental neste processo” de codificação simbólica, a partir de inferências sobre o projeto de pesquisa (os infográficos), percebe-se que os elementos que estão dispostos na infografia (fotos, textos, vídeo, áudio, animações) são formas simbólicas capazes de fazer a mediação entre o signo e o interpretante. E como linguagem, supõe-se trazer consigo elementos da estrutura comunicacional a fim de que os indíviduos convivam em sociedade. Seguindo este sentido, com base no poder simbólico da comunicação e sua relação de poder (por Hugh Duncan), o infográfico pode ser considerado parte de um instrumento do campo comunicacional para fortalecer hierarquias simbólicas, a estrutura social ou interesses políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Importante considerar que as tecnologias de informação não são meros instrumentos de harmonização social, desempenhando tão somente um papel de agente da sociedade, como defendiam os funcionalistas. Para Harry Pross, não são meros canais de mensagens, mas “mediações tecnológicas de estrutura simbólica vigente na sociedade” (p. 49). E inserido neste contexto, o recurso da infografia no jornalismo cabe na atribuição de não compor-se tão somente como um transmissor de informação, mas como aparelho simbólico, que precisa ser analisado. Sua prerrogativa na comunicação necessita ser testada e avaliada sob este viés. Isso porque, na ordem de classificação dos meios de comunicação proposta por Harry Pross, os infográficos são elementos tecnológicos que inserem-se a partir dos chamados “veículos secundários”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A capacidade da comunicação de estabelecer redimensionamentos sociais, a partir dos meios, imbrica com o ponto de vista de Edward Hall acerca de um pensamento sócio-antropológico da relação do indivíduo com a tecnologia. O conteúdo simbólico é difundido a partir das tecnologias de comunicação, observando também as matrizes culturais. Como deixa claro no trecho em que aponta que “é um erro dos maiores agir como se o homem fosse uma coisa, e sua casa ou suas cidades, sua tecnologia ou seu idioma fosse outra coisa” (HALL, 2005, p.233). Faz necessário avaliar o contexto do objeto de pesquisa (a infografia) com o homem e os seus tipos de extensão, e fazer questionamentos sobre sua relação com a cultura. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Ou seja, partindo para os atores sociais, pode-se admitir que, deixa-se os espaços restritos da mídia para entrar no campo vasto das mediações e a entender todo o processo de recepção ante a diferentes receptores e que tais receptores comportam-se de forma diferente ante a informação veiculada, ante ao discurso, ante à produção simbólica da comunicação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Examinar a comunicação em seu papel social e como produtora de conteúdo e os efeitos nos mais diversos nichos culturais demonstram a complexidade de seu conceito. Conceito este que, há séculos, passou de uma relação de comunhão, de “por em comum”, para significar a atividade dos ônibus, dos telégrafos... Seja no seu sentido latino (communicare), francês ou inglês (sentido de transmitir, transporte), entre os séculos XIV e XVIII, o termo ganhou amplitude até designar os meios de comunicação, como imprensa, TV, rádio e cinema. Passou pela Teoria Matemática da Informação, que influenciou nomes das ciências humanas e mesmo contestada, ainda é usada até hoje, até um dos questionamentos das pesquisas de linguagem do chamado “colégio invisível”: “dentre os milhares de comportamentos corporalmente possíveis, quais são aqueles retidos pela cultura para constituir conjuntos significativos?” (WINKIN, 1998, p. 31).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;São visões múltiplas de comunicação e os níveis de complexidade que, no entanto, formam um todo, como numa orquestra. Na analogia de Winkin, as partes de uma orquestra apresentam particularidades, estruturas próprias, identidades e expressões peculiares. Percebi uma relação com as matrizes culturais inseridas no campo da comunicação: cada uma com sua propriedade, mas inserida no todo. É necessário observar o “modelo orquestral da comunicação”, identificar as partes e adentrar na complexidade da comunicação como um fenômeno social. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;REFERÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;BENSE, Max. Pequena estética. 2a. ed. São Paulo: Perspectiva, 1975.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;HALL, Edward T. A proxêmica e o futuro do homem. In: ___. A dimensão oculta. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 224-234.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;RÜDIGER, Francisco. A Escola de Chicago e o interacionismo simbólico. In:____. Introdução à teoria da comunicação: problemas, correntes e autores. 2ed. São Paulo: Edicon, 2003, p. 37-53.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;WINKIN, Yves. O telégrafo e a orquestra. In: ___. A nova comunicação. Campinas: Papirus, 1998, p. 21-34.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-6398340707633668218?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/6398340707633668218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/04/perspectivas-interpretativas-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6398340707633668218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6398340707633668218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/04/perspectivas-interpretativas-dos.html' title='PERSPECTIVAS INTERPRETATIVAS DOS PROCESSOS MIDIÁTICOS'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-2257628312106387120</id><published>2011-04-06T06:39:00.000-07:00</published><updated>2011-04-14T06:18:37.561-07:00</updated><title type='text'>RELAÇÃO DO OBJETO NO CONCEITO DE COMUNICAÇÃO E MÍDIA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;Ao abordar aspectos para o desenvolvimento da pesquisa sobre infografia interativa na América Latina, é pertinente observar pontos apresentados em três textos que relacionam diferentes elementos de pesquisa com a comunicação. E recorrer a uma articulação entre a pertinência do objeto em questão no campo comunicacional e com a sociedade. Não trata-se de uma tarefa simples, diante da confluência disciplinar que desaguou na comunicação, estabelecendo uma dimensão empírica extensa e diversa a ser coberta, como aponta a professora Vera França. Porém, cabe ao pesquisador observar, conhecer o seu objeto inserido na realidade e deixá-lo que se manifeste, a fim de enquadra-lo adequadamente aos estudos da mídia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Esta dificuldade de enquadrar os objetos de pesquisa em um sistema de agrupamentos que caracterizem o campo comunicativo é evidenciada por autores como Vera França e José Luiz Braga. Este último analisa pesquisas e tenta descrever uma provável articulação entre processos comunicacionais e a sociedade, buscando um tensionamento de posições teóricas e problemas de pesquisa. No contexto geral da visão de Braga sobre este tensionamento estão os componentes de importância e interesse da sociedade midiatizada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;A sociedade, envolvida com as tecnologias de informação que a tornam mediatizada, é o contexto principal para a pesquisa sobre avanço da prática de infográficos em periódicos latino-americanos no ambiente da internet. Como recurso amplamente utilizado por jornais impressos, este modelo migrou para o suporte web para atender a uma tendência social e sua necessidade de informação mais dinâmica e instantânea. O objeto também aponta para o outro lado de uma mesma sociedade, a dos meios de comunicação e a sua intenção de apresentar-se como legítimo na difusão de informação (na verdade, permeada por suas preferências, ideologia e conteúdo simbólico).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Tal direcionamento aponta para a abordagem de Braga acerca dos macro-objetos sociais onde o jornalismo está inserido como um destes elementos. A reflexão que se faz é sobre a intervenção do jornalismo no campo social e como produtor de conteúdo sobre o social. O objeto proposto para a pesquisa, a partir de um recorte espacial em três diários latinos-americanos de países diferentes, foca no comportamento social na região, o processo jornalístico na América Latina (tanto sob o viés social como o político) e o aporte histórico e identitário da região a ser pesquisada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;A base dos textos dos autores, inclui-se Sodré, sinaliza para um campo comunicacional amplo, interdisciplinar, transdisciplinar, que critica o midiacentrismo, considerando que o próprio termo “comunicação” já predispõe uma relação comunitária. Sodré aponta para o conceito de vinculação, “a radicalidade da diferenciação e de aproximação entre os seres humanos” (SODRÉ, 2002, p. 223). A amplitude da comunicação que, por vezes, incorre em engano em seu conceito, sugere a classificações como as apresentadas por Sodré, todas baseadas no “processo social básico de produção e partilhamento de sentido através da materialização de formas simbólicas” (FRANÇA, 2001, p. 41). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;As classificações citadas por Sodré (veiculação, vinculação e cognição) sugerem a possibilidade de distinção do amplo e com limites fixados do campo comunicacional, como, por exemplo, as tecnologias de informação que certificam a relação entre os atores sociais. Tecnologias de informação e veiculação que são o conceito de mídia e que seus dispositivos são de “natureza societal”. Considerando que os elementos infográficos na imprensa, na TV e no jornalismo digital são instrumentos tecnológicos de veiculação neste ambiente definido por Sodré de midiatização, observa que este objeto está adequadamente inserido no âmbito da comunicação e de mídia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:24.0pt;line-height: 150%;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;Os dispositivos de veiculação, em que os infográficos interativos estão incluídos, representam mudanças nas práticas jornalísticas, ante uma sociedade cada vez mais midiatizada. Os diários impressos tradicionais, notadamente na América Latina, vêm convertendo-se à necessidade de atender a uma audiência sobremodo tecnológica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="color:black"&gt;Agora como recurso jornalístico no ambiente digital, a infografia insere-se em novas práticas como instrumento da contemporaneidade, da sociedade tecnológica, que pressiona para uma constante transformação das linguagens. Assim, o apelo estético do infográfico interativo tem uma força indispensável, sobretudo, com a difusão das mídias eletrônicas. Por conta da superabundância de informações nos mais variados meios exige-se também uma maior postura de dinamismo da informação e até mesmo estética, caso o objetivo seja alcançar maior audiência. A informação ofertada necessita de maturação suficiente para apresentar-se adequada e eficiente a um leitor assoberbado de notícias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;REFERÊNCIAS&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span id="formAva:j_id_jsp_1224201599_115:2:j_id_jsp_1224201599_116"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;BRAGA,  José Luiz . Sobre objetos e abordagens - sua contribuição para a  pesquisa em comunicação &amp;amp; sociedade. Revista e Compós, v. 1, n. 1,  p. 1-13, 2004.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; FRANÇA, Vera Veiga. “O objeto da comunicação/ a comunicação como  objeto”, pp. 38-60, in HOHLFELDT, Antonio, MARTINO, Luiz, FRANÇA, Vera  Veiga, Teorias da comunicação. Conceitos, escolas e tendências.  Petrópolis: Vozes, 2001.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; SODRÉ, Muniz. “Communicatio e epistème”. In: Antropológica do  espelho. Uma teoria da comunicação linear e em rede, pp.221-259.  Petrópolis:  Vozes, 2009.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-2257628312106387120?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/2257628312106387120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/04/relacao-do-objeto-no-conceito-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2257628312106387120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2257628312106387120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2011/04/relacao-do-objeto-no-conceito-de.html' title='RELAÇÃO DO OBJETO NO CONCEITO DE COMUNICAÇÃO E MÍDIA'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-2377572073604612854</id><published>2010-12-13T06:08:00.001-08:00</published><updated>2010-12-13T06:10:42.784-08:00</updated><title type='text'>PALAVRAS QUE RESUMEM</title><content type='html'>Vou postar aqui algumas palavras-chave ou linha de pensamento acerca dos autores até então abordados acerca da mídia e dos Estudos Culturais. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;VISÃO DE MÍDIA &lt;/div&gt;&lt;div&gt;MUNIZ SODRÉ: “ambiência” - Tudo é cada vez menos substancial e mais visual, mutação tecnológica&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SILVESTONE: É um processo, onde as pessoas se congregam. É político e econômico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BARBERO: Midiacentrismo, cultura socio-antropológica, crítica ao funcionalismo e deslocamento às mediações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;KELLNER: Mídia na formação da identidade, crítica à Escola de Frankfurt&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;VISÃO DE CULTURA&lt;/div&gt;&lt;div&gt; BARBERO: cultura antropologizada, manifestações da massa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SILVERSTONE: Textura geral da experiência, sociedade ligada à mídia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MUNIZ SODRÉ: Midiatização, indivíduos inseridos no quarto bios,  semiótica indicial&lt;/div&gt;&lt;div&gt;KELLNER: Identidades construídas, dominação ideológica, resistência, Materialismo Cultural&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CONSUMO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;KELLNER: Entretenimento é o principal produto, infoentretenimento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SILVERSTONE: Produtos simbólicos que formam identidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;IDENTIDADE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;KELLNER: Contracultura (Spike Lee, Ice T), Madonna e Miami Vice (identidade pós-modernista instável)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MÍDIA E RECEPÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BRAGA: a crítica social da mídia (conversas informais, academia, ombudsman, carta dos leitores), a aprendizagem ofertada a partir destas intervenções (aperfeiçoamento dos produtos midiáticos), o controle social e a ação social com base no sistema de resposta (terceiro ponto, além de emissão e recepção). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;TICS E SOCIEDADE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MIÈGE: Enraizamento, Sociedade Midiatizada pelas técnicas, sete processos, comunicação/informação (sociedade midiatizada)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SOCIEDADE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MIÈGE: Sociedade midiatizada pelas técnicas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BRAGA: reação social da mídia, visibilidade dos processos sociais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MEDIAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MUNIZ SODRÉ: conteúdo circulante em ambiente virtual&lt;/div&gt;&lt;div&gt;SILVESTONE: Circulação de significados, molda ações e reações&lt;/div&gt;&lt;div&gt;BARBERO: Deslocamento para cultura, observar aspectos da recepção&lt;/div&gt;&lt;div&gt;KELLNER: Produção simbólica via entretenimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MIÈGE: existe nas sociedades há muito tempo nos âmbitos cultural, social, político e jurídico (p.3), ligação da sociedade com novas tecnologias (determina as mudanças e as demandas)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MIDIATIZAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MIÈGE: comunicação/informação, expansão técnica&lt;/div&gt;&lt;div&gt;MUNIZ SODRÉ:  interatividade absoluta e conectividade permanente, quarto bios&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ENRAIZAMENTO DE MIÈGE&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sociedade determina o desenvolvimento técnico e este desenvolvimento é constantemente melhorado também por uma ação social&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-2377572073604612854?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/2377572073604612854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/12/palavras-que-resumem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2377572073604612854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2377572073604612854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/12/palavras-que-resumem.html' title='PALAVRAS QUE RESUMEM'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-8938819813026056927</id><published>2010-11-02T07:31:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T07:32:05.181-07:00</updated><title type='text'>O TECNODETERMINISMO PREGNANTE</title><content type='html'>&lt;div&gt;Na leitura do livro de Miège, “A Sociedade tecida pela comunicação”, percebe-se que o autor inicia fazendo uma abordagem técnico-social das Tics. Expõe que as técnicas não surgiram para a mídia, mas que que fazem parte de uma gama social que compreende todos os âmbitos. Também mostra que os estudos da comunicação dedicaram reduzida atenção às técnicas de comunicação-informação, enfatizando atualmente questões sócio-simbólicas promovidas pelos meios. Miège cita, como exemplo, as pesquisas relacionadas à televisão, que inicialmente caminhou-se pela técnica e suas características afins, perdurando por vários anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tecnodeterminismo baseia-se na difusão das técnicas em todos os campos sociais. Miège mostra que o técnico e social são inseparáveis, o que leva a observação de José Luiz Braga acerca das demandas sociais que impulsionam o progresso tecnológico. Miège suscita uma reflexão: “Antes de tentarmos situar o técnico, é interessante paramos para refletir sobre a onipresença dos discursos técnicos” (p. 26)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-8938819813026056927?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/8938819813026056927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/11/o-tecnodeterminismo-pregnante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8938819813026056927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8938819813026056927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/11/o-tecnodeterminismo-pregnante.html' title='O TECNODETERMINISMO PREGNANTE'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-6374377766470495793</id><published>2010-11-01T08:36:00.001-07:00</published><updated>2010-11-01T08:36:54.399-07:00</updated><title type='text'>CONEXÃO DAS TICS E OS SETE PROCESSOS DE MIÈGE</title><content type='html'>&lt;div&gt;Fazer uma conexão entre desenvolvimento técnico e práticas sociais é a base dos estudos de Miège. Esta relação está atrelada diretamente com o aparecimento das Tics, as tecnologias de informação e comunicação. Tal relacionamento era pouco analisado pelos estudos da comunicação, que limitava-se a compreender uma transformação social a partir da midiatização, não a partir de seus instrumentos tecnológicos enraizados nesta sociedade. Por isso, Miège esclarece que é preciso medidas profiláticas na abordagem de novas ferramentas de Tic, visto que é necessário observar sua acomodação social e de que forma se processará o enraizamento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está claro, como Miège aponta que Tic é tudo aquilo que coloca o indivíduo em comunicação, notadamente as ferramentas e os desdobramentos em torno delas, como o caso da telefonia e, subsequentemente, a internet; a internet e, em seguida, os dispositivos móveis de conexão, como os smartphones e os tablets. A definição da Tic sinaliza para a observação dos processos de mediação e enraizamento social, base também das análises do autor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma forma de mediação é a ligação entre a sociedade e as novas tecnologias. Braga mostra que as demandas sociais é que proporcionam o avanço tecnológico e não o contrário, como se a tecnologia regesse as práticas da sociedade. Este diálogo coadnua com o pensamento de Miège: a sociedade determina o desenvolvimento técnico e este desenvolvimento é constantemente melhorado também por uma ação social. Isto é o que caracteriza a mediação e o enraizamento social. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este contínuo desenvolvimento da sociedade e das tecnologias de informação leva Miège a apontar sete processos de enraizamento, seegundo aponta Gambaro (2009, p.6) no artigo “O uso das novas TICs pelas emissoras de rádio: uma análise dos casos paulistanos e o referencial de Bernard Miège”:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1) A informacionalização, ou seja, o aumento na oferta de informações, tanto daquelas editadas por profissionais no âmbito das empresas de comunicação, como aquelas produzidas por leigos ou de caráter técnico, que outrora seria principalmente de circulação restrita. A esse processo podemos ligar, por exemplo, o uso de ferramentas como blogs e fóruns.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2) A mediatização da comunicação, que responde pela maior presença de tecnologia nas relações de comunicação (como os e-mails, os jornais na internet, o rádio via web, etc). No entanto, isso não significa que modos anteriores de comunicação, foram ou estão em vias de serem substituídos: na verdade, as tecnologias se somam àquelas já existentes, com alguma adaptação da audiência. O mais relevante é que o processo de mediatização implica diretamente em uma aquisição de competências comunicacionais pelos usuários, e tais competências são conquistadas com os usos, cada vez mais individualizados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3) Ampliação da esfera midiática; esse processo considera a concorrência que os meios de comunicação de massa enfrentam com os serviços originados a partir da novas TICs, o que resulta diretamente numa pluralidade de dispositivos pelos quais os meios de comunicação distribuem seus conteúdos. Existem nesse contexto dois fatos importantes: os portais de internet ganham maior importância e complexidade, e de certa forma os consumidores esperam que os novos meios se distingam dos anteriores, indo além da comunicação quase unidirecional para práticas mediáticas menos dirigidas e mais interativas. É importante notar que não ocorre substituição dos meios de comunicação de massa pelos serviços de acesso individual a informação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4) Mercantilização das atividades comunicacionais, ou seja, abre-se a possibilidade de um mercado que pode cobrar do usuário final por práticas de comunicação que, dada em outra esfera distante de certas modalidades tecnológicas seriam gratuitas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5) A generalização das relações públicas surge com a aproximação dos recurso tecnológicos nos diferentes estratos profissionais, de forma que os departamentos de relações públicas das empresas não ficaram de fora, sendo alçados aos status de produtores de conhecimento (e  informação) com credibilidade reconhecida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6) A diferenciação das práticas sociais; ao definir este processo, Miège indica que as práticas originadas com os usos sociais das novas TICs não significam o abandono de práticas anteriores, possíveis dentro de outras tecnologias. As práticas sociais botam em movimento todo um sistema de identificação sócio-simbólico que torna possível diferenciar social e culturalmente, por exemplo, a audição do rádio no carro, indo ao trabalho, e de um programa acessado via podcast. Outro ponto importante a ser considerado é que as tecnologias não vão reordenar as coisas: continua havendo diferenças nos acessos às tecnologias como há diferenças nos usos, pois existe uma estratificação no acesso que não é tão facilmente rompida. Essa estratificação não corresponde somente aos jogos entre indivíduos economicamente distintos, como também às diferentes gerações de pessoas e os usos dados às tecnologias: se os chats e sites de perfis podem servir como desvios sociais para os mais jovens, as pessoas de mais idade tendem a fazer deles um uso mais próximo das práticas cotidianas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7) A circulação dos fluxos e a transnacionalização das atividades infocomunicacionais; o que indica uma interdependência entre a globalização e as TICs.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-6374377766470495793?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/6374377766470495793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/11/conexao-das-tics-e-os-sete-processos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6374377766470495793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6374377766470495793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/11/conexao-das-tics-e-os-sete-processos-de.html' title='CONEXÃO DAS TICS E OS SETE PROCESSOS DE MIÈGE'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-3979191436006263934</id><published>2010-11-01T08:30:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T08:24:39.678-07:00</updated><title type='text'>PENSAMENTO DE MIÈGE: COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TM7eUZWdiAI/AAAAAAAAAGU/oSrKpykQlFc/s1600/bernard_miege.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TM7eUZWdiAI/AAAAAAAAAGU/oSrKpykQlFc/s320/bernard_miege.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534605434068764674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É importante considerar o pensamento do teórico francês Bernard Miège (foto), no que refere-se à relação entre comunicação e tecnologia, sobretudo no século XXI, quando vê a formação de uma sociedade midiatizada, ambientada num universo digital, que como Muniz Sodré esclarece trata-se de uma nova vivência social, proporcionada pelos avanços tecnológicos. As chamadas Tics (Tecnologias digitais de Informação e Comunicação) consolidam e reforçam este aspecto social, sob aspecto de produção, consumo e interrelacionamento entre os indivíduos.  Com o incremento das Tics, a própria designação da sociedade da informação ficou mais ampla, abarcando características da modernidade. E para comprrender a visão de Miège sobre esta nova sociedade no campo da comunicação, é preciso considerar: a informacionalização; a promoção das tecnologias e das redes como fator dominante ao conteúdo; a modificação e a expansão dos sistemas midiáticos; e o controle transnacional do fluxo de informação e comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estes pontos foram citados na entrevista que Miège concedeu a revista Matrizes, da Usp. O autor mostra que a comunicação moderna não engloba apenas a comunicação pessoal, mas observa o que ele conceituou como “comunicação/informação”, a partir da observação de uma sociedade midiatizada iniciada em meados do século passado. O conceito de comunicação/informação está associada a uma articulação entre os dois, que supera a visão ideológica ou de manipulação da comunicação, mas vê também que a informação é meio de interação entre os atores sociais. As Tics reforçam esta relação, impregnando-se na sociedade e no avanço ao longo do tempo. É o que Miége trata de "dupla mediação", em que a mediação é ao mesmo tempo técnica e, ao mesmo tempo, social. (p. 46 do livro A Sociedade tecida pela comunicação).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A princípio tenho percebido uma relação de visão também técnica da comunicação que me remete à Shannon e Weaver, na primeira metade do século XX e a Teoria da Informação, que observou uma teia comunicacional iniciada no emissor até o receptor, observando a produção sob um canal e distorções como efeitos de ruído. Nota-se uma relação com as novas Tics, visto que como a Teoria da Informação destaca relação com os campos sociais a partir das técnicas físicas de transmissão de dados, vê-se atualmente algo bem mais maturado, onde as técnicas estão inseridas como extensão desta sociedade midiatizada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Miège deixa isso bem evidente ao fazer uma comparação entre a atual comunicação midiatizada e a mediação cultural proporcionada pela mídia. Esclarece que o “fenômeno da mediação existe nas sociedades há muito tempo nos âmbitos cultural, social, político e jurídico” (p.3), e que, portanto, a comunicação/informação refere-se a midiatização. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Miège propõe o termo «comunicação midiatizada» para introduzir o papel das TICs nos processos de comunicação, não como um elemento redutor de oposição entre as mídias de massa (consideradas bastante diretivas em seu discurso e unidirecionais) e as mídias digitais (onde as TICs  possibilitam a emergência da self media). A comunicação midiatizada é muito mais ampla e complexa, configurando novos sistemas de comunicação nos quais os principais atores são não apenas os grandes conglomerados comunicacionais, os construtores materiais e o Estado, mas também as  diferentes categorias de usuários considerados como atores estratégicos desse novo processo”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A expansão técnica, de equipamentos neste processo de midiatização, leva a novas práticas sociais. A produção de conteúdo deixa de ser uma atribuição tão somente dos grandes conglomerados de mídia, por serem detentores da tecnologia antes inacessível ao público em geral. As Tics possibilitaram que mais indivíduos pudessem produzir conteúdo e de serem vistos. Importante citar também que as técnicas que tornaram possíveis a produção de conteúdo também oferecem uma gama de possibilitade de aquisição de informação. E nunca houve tanto acesso à informação na ambiência digital de uma sociedade midiatizada, que supera a simples contemplação da realidade mostrada pelos meios de comunicação e passa a inserir-se na representação com participação direta, como esclarece Sodré. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Miège faz um comparativo da rede digital na esfera pública e privada. A mesma rede que serve a todos, na sociedade midiatizada, é instrumento de lazer, de trabalho e de espaço público. “É isso que seduz nas TICs. É que faz com que pessoas sem formação técnica, como as crianças, a dominem. Somos autodidatas no uso das ferramentas da comunicação”, diz o autor.  As Tics alteraram também a visão unidirecional da mídia do passado. TVs, rádios e imprensa se modificam para atender a uma sociedade conectada e onde estas conexões tendem a associar à mobilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta sociedade atreladas à tecnologia da informação e da comunicação caracteriza-se também por um processo chamado pelo autor de “enraizamento”, diferente dos conceitos de “inserção social” ou “inclusão social”, que torna-se mais complexo e além do uso. Sua teoria fundamenta-se em sete processos, a saber: a informacionalização, a mediatizacao da comunicação, a ampliação do campo midiático, a mercantilização das atividades comunicacionais, a generalização das relações públicas, a diferenciação das práticas e a circulação em fluxos e  transnacionalização das atividades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-3979191436006263934?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/3979191436006263934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/11/pensamento-de-miege-comunicacao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3979191436006263934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3979191436006263934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/11/pensamento-de-miege-comunicacao-e.html' title='PENSAMENTO DE MIÈGE: COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIA'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TM7eUZWdiAI/AAAAAAAAAGU/oSrKpykQlFc/s72-c/bernard_miege.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-4123747369251943366</id><published>2010-10-27T07:44:00.001-07:00</published><updated>2010-10-27T07:50:45.850-07:00</updated><title type='text'>EMISSÃO, RECEPÇÃO E UM TERCEIRO SISTEMA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TMg7VMQWGJI/AAAAAAAAAF8/dDdiekS_iRA/s1600/livro+sociedade+enfrenta+sua+midia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 206px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TMg7VMQWGJI/AAAAAAAAAF8/dDdiekS_iRA/s320/livro+sociedade+enfrenta+sua+midia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532737377477728402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Emissão e recepção. Parece que os eixos tradicionais apontados pela Teoria da Comunicação são capazes de agregar uma gama de possibilidades e de atuação da mídia junto ao público. O pensamento do professor José Luiz Braga (foto abaixo), no livro “A Sociedade Enfrenta a Sua Mídia” é de que estes dois pontos não contemplam aspectos diretos de interação da audiência. Interação essa capaz de promover modificações no produto e nos meios de comunicação. Baseando tão somente no título de sua obra, percebe-se que esta sociedade detém dispositivos que avaliam e criticam a mídia, e também instrumentos eficazes que interagem sobre a circulação do conteúdo simbólico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dualismo emissão e recepção, a partir dos estudos da comunicação, historicamente observou a mídia como centro, capaz de promover modificações na sociedade. Esta, por sua vez, não manifestava-se ante à sua produção, assimilando todo o significado, consistindo num processo de dominação-dominado que lembra a Teoria da Agulha Hipodérmica ou mesmo a essência da Indústria Cultural,  baseada numa manipulação inexorável das massas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No âmbito da cultura, percebe-se que os nichos sociais e suas manifestações peculiares, tem recepcionado o conteúdo da mídia de diferentes modos. É fundamentação mais evidente da Teoria das Mediações Culturais, quando o deslocamento dos estudos deixam os meios e seguem para as mediações, observando seu aspecto de formação sócio-antropológica. Braga propõe um modelo que reforça a importância da mediação, que ele denominou de “sistema de circulação interacional” ou como Paulo Vaz menciona no prefácio, a terceira via que seria o “sistema de resposta”. Ou seja, a capacidade de audiência criticar, avaliar, julgar e resistir aos produtos midiáticos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma relação impressionante nos livros abordados neste blog, quanto aos autores que observam a recepção sob um viés pouco, senão nunca antes analisado. Kellner estimula o que ele adota como Pedagogia Crítica da Mídia, um instrumento para dotar a sociedade de capacidade para enfrentar a mídia e filtrar todo o seu conteúdo simbólico. Sobretudo quando Kellner vê a mídia como meio de dominação, que busca impor a ideologia das camadas mais poderosas ao injetar na sociedade uma cultura toda baseada nas produções midiáticas. Seja do ponto de vista político, ideológico ou de comportamento, a cultura da mídia quer formatar&lt;/div&gt;&lt;div&gt; o pensamento de uma sociedade, embora esta mesma mídia seja capaz de oferecer ferramentas para que haja resistência da audiencia a ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isso para mostrar o que está além da campo da emissão-recepção e que Braga propõe-se a apresentar. O artigo de Mayra Rodrigues Gomes classifica esta terceira vertente desta relação com a mídia como “Um conceito para sanar a invisibilidade dos processos sociais sobre as mídias”, um título que mostra-se apropriado para exemplificar como a audiência era percebida até então pelos estudos comunicacionais, como invisíveis ante um processo complexo de mediação. Gomes mostra que este novo conceito oferece um papel ativo à recepção de redimensionar, redirecionar e ressignificar os produtos da emissão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este terceiro sistema manifesta-se  uma correlação com os demais sistemas. O “sistema de circulação interacional” é apresentado por Braga como ciclo contínuo de uma mediação dinâmica que parte da mídia e que é retomada a ela, que manifesta-se com novas modificações no conteúdo e produtos subsequentemente apresentados. Então, “o sistema de interações sociais sobre a mídia se exerce como parte integrante dos sistemas de produção e recepção. Enquanto momento posterior à recepção, remete-nos ao ponto em que as propostas da mídia se reconfiguram, retomando os anteriores subsistemas, de forma a também abarcá-los nessa reconfiguração” (GOMES, p. 2).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TMg7gzQRH9I/AAAAAAAAAGE/0IUjMhZOK9w/s320/professor+jose+luiz+braga.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532737576924946386" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este ciclo de relações sociais com a mídia, em que a emissão produz, a recepção consome e avalia, ao mesmo tempo, em que retroalimenta a mídia é a base principal dos estudos de Braga. Este sistema processual possibilita, além do fluxo tradicionalmente observado nos estudos da mídia, mas auxilia na compreensão da produção midiática em constante mudança, devido às intervenções críticas da sociedade. O foco do autor é exatamente este: a crítica social da mídia, a aprendizagem ofertada a partir destas intervenções, o controle social e a ação social com base no sistema de resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Braga analisa trabalhos que coadnuam com o sistema de interação social, que constituem uma reação à produção da mídia e não podem ser consideradas apenas como uma manifestação apontada como extramidiática. Mesmo as produções acadêmicas inserem-se na lógica do sistema de resposta de Braga, bem como as discussões de indivíduos em bares, ou as cartas encaminhadas pelos leitores aos ombudsman dos jornais. São objetos que comprovam o dinamismo no processo de circulação de significados. Braga limita-se à selecionar críticas acadêmicas e especializadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os objetos de análise dos estudos de Braga são a coluna de Bernardo Ajzenberg (ombudsman da Folha de S. Paulo), a coluna Conselho do Leitor, da Zero Hora, e o site Observatório da Imprensa. Estas escolhas enquadram-se na perspectiva da crítica especializada.  Acerca de obras que abordam a mídia especialmente, sob diferentes viéses, estão A arte de fazer um jornal diário, de Ricardo Noblat, O jornalismo nos anos 90, de Luís Nassif, e A televisão levada a sério, de Arlindo Machado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estes objetos são apenas exemplos de um conglomerado muito mais amplo de vozes e de instrumentos de crítica da mídia. Até mesmo as redes sociais na internet servem de parâmetro instantâneo para os veículos de comunicação se autoavaliarem e considerar a reação da audiência diante de sua postura.  O conceito proposto por Braga é, de fato, extenso e importante, o que em seus exemplos já deixam bem evidentes. É o que Gomes define: “Toda atividade reflexiva, ou mais particularmente o exercício filosófico, consiste na criação de conceitos com os quais possamos enfrentar as dificuldades teóricas com que nos confrontamos. Descortinando perspectivas de conhecimento, panoramas de hipóteses e espaços de experimentação, é esse o trabalho que realiza José Luiz Braga”.  (p. 4) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-4123747369251943366?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/4123747369251943366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/emissao-e-recepcao-e-um-terceiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4123747369251943366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4123747369251943366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/emissao-e-recepcao-e-um-terceiro.html' title='EMISSÃO, RECEPÇÃO E UM TERCEIRO SISTEMA'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TMg7VMQWGJI/AAAAAAAAAF8/dDdiekS_iRA/s72-c/livro+sociedade+enfrenta+sua+midia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-191223738803168107</id><published>2010-10-26T06:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T06:27:16.039-07:00</updated><title type='text'>MATERIALISMO CULTURAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TMbWm3uX-GI/AAAAAAAAAF0/BKKIQv3eVUE/s1600/raymond+williams.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TMbWm3uX-GI/AAAAAAAAAF0/BKKIQv3eVUE/s320/raymond+williams.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532345155553065058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Douglas Kellner é um ferrenho defensor dos Estudos Culturais Críticos, ao ponto de preocupar-se com a situação que tais estudos estão alcançando em vários países. Segundo ele, os Estudos Críticos estariam perdendo o cunho crítico e político, tornando-se inofensivo e até mesmo, defensor dos interesses da indústria cultural. Para evitar que os Estudos Culturais percam-se em seus propósitos, Kellner aponta um caráter multiperspectívico da pesquisa, observando aspectos dos produtores culturais, da significação do texto e da reação da audiência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, neste ponto, que Kellner recorre ao Materialismo Cultural, que aborda a relação da mídia e cultura e faz “análise de todas as formas de significação dentro dos reais meios e condições de produção”, numa definição de Raymond Willliams (foto ao lado, p.63). Significa que, para fazer uma análise da cultura da mídia, é importante – com base no materialismo cultural – situar o objeto entre seu modo de produção, atuação e consumo. O autor ressalta a importância da economia política neste caso, que “constrange ao que pode e não pode ser produzido, que impõe limites e possibilidades para a produção cultural” (p.64).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, a base dos Estudos Críticos Culturais surge quando nota-se que a produção da mídia tem relação com as estruturas de poder e de dominação, servindo para reprodução de significados dos poderosos. Porém, tal produção capacita à audiência também de resistir e de lutar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O enunciado de Kellner perpassa ainda pelo foco do Materialismo Cultural, quanto aos efeitos dos receptores. “Os textos da mídia seduzem, fascinam, comovem, posicionam e influenciam seu público” (p.64). Fica fácil compreender que o Materialismo Cultural vê como os textos culturais agem na audiência, qual a significação oferecida, de que maneira atua sob o público, mas também observa as reações contra-hegemônicas, de como elas manifestam-se também apresentadas na cultura da mídia (por exemplo, os filmes de Spike Lee e o rap do Ice T).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-191223738803168107?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/191223738803168107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/materialismo-cultural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/191223738803168107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/191223738803168107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/materialismo-cultural.html' title='MATERIALISMO CULTURAL'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TMbWm3uX-GI/AAAAAAAAAF0/BKKIQv3eVUE/s72-c/raymond+williams.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-5462312122403498984</id><published>2010-10-24T15:14:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T15:22:09.968-07:00</updated><title type='text'>MÍDIA E CONSUMO: VOCÊ É O QUE CONSOME</title><content type='html'>&lt;div&gt;Verifiquei uma relação bastante importante entre os teóricos Roger Silverstone e Douglas Kellner quanto à cultura da mídia, destacando uma conexão com o consumo. Esta relação foi possível a partir da leitura do artigo de Rose Rocha e Gisela Castro, “Cultura da mídia, cultura do consumo: imagem e espetáculo no discurso pós-moderno”, que aponta uma ligação direta entre o modo de viver dos indivíduos a partir dos padrões fornecidos pela mídia. Há um capítulo no livro “Porque Estudar a Mídia?” que destaca o consumo, onde Silverstone relembra sobre o que é a mídia e a mediação; que a mídia exprime a experiência, o modo de viver das pessoas, baseia-se no senso comum e no conjunto destas experiências, ela também se manifesta; que a mídia não traduz-se num aglomerado de instituições que atuam inocentemente ou sem qualquer intenção. A mídia deve ser entendida, como mencionado pelo autor, como um processo, um processo constante de mediação – de circulação de significados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao considerar aspectos da mídia e do consumo, retorna-se a visão para o papel da Indústria Cultural, da teoria crítica, sob o pressuposto explicitado por Kellner, que a mídia produz para atender à interesses de seus controladores, representantes de grandes conglomerados de entretenimento. Aí é a chave para entender a relação mídia e consumo. A mídia produz entretenimento, baseado numa identificação com a audiência, e esta produção tem a intenção de seduzir o público. Kellner mostra que tais mensagens de conquista, estratégias subliminares de atração da audiência, são “agradabilíssimas” por utilizar meios audiovisuais, “usando o espetáculo para seduzir o público e levá-lo a identificar-se com certas opiniões, atitudes, sentimentos e disposições” (p. 11).  Este poder da mídia é o que caracteriza o consumo. Entretenimento é o principal produto oferecido pela cultura da mídia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comprar é uma atividade do cotidiano. Diariamente somos persuadidos pela mídia a consumir e consumimos todos os dias, seja individual ou coletivamente. “Ela apazigua ansiedades quanto à nossa capacidade de sobreviver e prosperar no que diz respeito tanto à subsistência como ao status” (SILVERSTONE, p. 148). O mercado amplia-se à esta ideia de consumo com o shopping-centers, as lojas de departamentos, os serviços de telemarketing e de comércio pela internet. Algo que parece tão trivial, banal, a atividade de consumo está visceralmente atreladas ao cotidiano do indivíduo. Porém, uma atividade trivial assim manifesta-se complexa. Não se consome por consumir. Há uma conexão com a mediação proporcionada pela mídia. Silverstone mostra que consumimos pela mídia, consumimos a mídia e aprendemos a consumir através da mídia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste processo de influência da mídia no consumo, a mídia que fabrica seus próprios produtos, impregnados de sedução para atrair a audiência, oferece produtos simbólicos que constrói o significado dos indivíduos. “Negociamos nossos valores e, ao fazê-lo, tornamos nosso mundo significativo” (p.150). Ou seja, para Silverstone, as pessoas são o que consomem e não o que fazem ou o que pensam. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O fato da mídia utilizar do entretenimento como seu principal produto, levou autores a analisar a chamada “sociedade do espetáculo”. Guy Debord começou nos anos 60, um estudo da sociedade moderna ao caracterizá-la como a sociedade do espetáculo. Debord aplicava uma visão política à produção midiática, onde o espetáculo surge como um elemento alienante das massas, de “docilização” dos indivíduos e de despolitização do público. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Kellner, embora influenciado por Debord, considera a sociedade do espetáculo sob outro viés. Acredita que o espetáculo permeia todas as atividades da vida cotidiana, atingindo da política ao esporte, da moda às artes. Na sociedade moderna globalizada (leia-se ligada ao neoliberalismo, por definição apresentada neste blog de Muniz Sodré), Kellner defende que a sociedade moderna vive numa realidade do infoentretenimento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com base nos Estudos Culturais Críticos, é importante observar que a produção da mídia não significa uma imposição maniqueísta à audiência, como fosse fantoches sem forças para resistir aos tais produtos. Portanto, não deve-se pensar na cultura da mídia como um processo determinístico, mas na linha dos estudos de recepção considera-se que o público pode não aceitar as mensagens produzidas pelas classes dominantes e fazer a sua própria leitura.  “Um estudo cultural crítico conceitua a sociedade como um terreno de dominação e resistência, fazendo uma crítica da dominação e dos modos como a cultura veiculada pela mídia se empenha em reiteirar as relações de dominação e opressão” (p.12)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segundo Kellner, a própria mídia oferece recursos que possíbitem à audiência resistir aos significados da classe dominante induzidos através dos produtos midiáticos. Quer dizer: o público não está consumindo apenas entretenimento, mas conteúdo simbólico que podem formar a sua identidade. Mas, este público tem meios para resistir a esta cultura e rejeitar o que é oferecido pela indústria da mídia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É notável observar na mídia a intenção de moldar a audiência ao gosto dos dominantes, às suas ideologias culturais e ao seu pensamento político. Esta é uma forma eficaz de manipulação e de domínio, como exemplificado por Muniz Sodré. Se antes os impérios conquistavam territórios com base na força, hoje é com base na produção simbólica, na disseminação de sua produção cultural. Isso é visto a partir da massificação global dos produtos estadunidenses, com destaque para o cinema. Produções de entretenimento com finalidade de difusão de conteúdo simbólico e hegemônico. Volto a tratar do assunto consumo e mídia, em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-5462312122403498984?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/5462312122403498984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/midia-e-consumo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/5462312122403498984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/5462312122403498984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/midia-e-consumo.html' title='MÍDIA E CONSUMO: VOCÊ É O QUE CONSOME'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-3969088152130841541</id><published>2010-10-18T09:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T13:36:11.126-07:00</updated><title type='text'>INTRODUÇÃO A DOUGLAS KELLNER</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TLxwRZnOJ7I/AAAAAAAAAFk/MPzwM2ldzzc/s1600/LIVRO+CULTURA+DA+MIDIA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529417886739605426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TLxwRZnOJ7I/AAAAAAAAAFk/MPzwM2ldzzc/s320/LIVRO+CULTURA+DA+MIDIA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Comecei a estudar o livro "Cultura da Mídia", de Douglas Kellner, e logo, a princípio, percebi muita semelhança com Barbero acerca dos Estudos Culturais. Ao considerar aspectos de hegemonia, o autor americano atenta que os indivíduos podem acatar ou rejeitar as influências da mídia, numa ação negociada como afirmou Barbero. Ou seja, não deixa de fazer uma crítica à Escola de Frankfurt e à Indústria Cultural, de que a ação dos meios à massa é imposta, de manipulação incontrolável. Entende-se que ambos fazem parte de um mesmo alinhamento conceitual, que é a base dos Estudos Culturais: Kellner observa o impacto da produção destes meios junto à audiência.&lt;br /&gt;No artigo de Alexandre Busko Valim, Kellner fundamenta seu trabalho na vertente de outros integrantes dos Estudos Culturais, como Raymond Williams, Richard Johnson e Stuart Hall, produzidos entre as décadas de 1950 e 1960. São estudos que fazem crítica a transformação de bens culturais em mercadoria, padronização e massificação, mas que apoia no princípio hegemônico e contra-hegemônico de Gramsci, além de estabelecer ênfase às matrizes culturais e à recepção.&lt;br /&gt;Kellner busca o equilíbrio nas relações hegemônicas de produção e difusão de "textos culturais", fundamento no conceito de Stuart Hall de "articulação", que visa exatamente encontrar um meio termo entre dominador e dominado, enfrentando assim a teoria da manipulação (que vê um domínio dos meios e da cultura na sociedade ) e a teoria populista da resistência (que vê formas dos indivíduos de resistirem a este domínio).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TLxwhAsVAjI/AAAAAAAAAFs/ZLTVTcvuHeg/s1600/RAMBO.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529418154928046642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TLxwhAsVAjI/AAAAAAAAAFs/ZLTVTcvuHeg/s320/RAMBO.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Assim, é importante observar que, havendo esta negociação, renegociação na relação hegemônica e na ação dos meios, a audiêncita também vê nestes meios uma identificação, um interesse comum. Mas, também a cultura da mídia cria meios de controle ideológico, apontado por Kellner em produções como Rambo (foto), que caracteriza uma autolegitimação do poderio americano – embora o país perdera a guerra do Vietnã –, basedo na ideia de que o Vietnã representa o mal e que a luta pela justiça e a igualdade é uma bandeira dos Estados Unidos. Há outros exemplos no cinema que sinalizam para esta forma ideológica de controle. Kellner enfatiza produções americanas e analisa a cultura estadunidense, mas tais análises servem para aplicação num contexto global. E aponta, além da cultura midiática quanto à ideologia, o fortalecimento de identidades também advindas desta cultura, como por exemplo, a discussão em torno da questão racial nos filmes de Spike Lee, nos rap de Public Enemy.&lt;br /&gt;O autor deixa bem evidente sua crítica à ideologia marxista, como exposto neste blog, de que não há meios capazes de agir contra a influência hegemônica. Deixa claro também a inserção de seu pensamento na Teoria das Mediações Culturais, ao observar comportamento sexuais, de etnias, raças e de grupos na produção midiática (exemplo dos filmes de Spike Lee e dos rap). Valim acrescenta que as ligações de Kellner aos Estudos Culturais passam também pela teoria pós-moderna, que elucida "certas características novas e mais evidentes de nossa cultura e de nossa sociedade". Esta combinação de teorias modernas com aspectos teóricos pós-modernos vem a tornar-se, para Kellner, "o instrumental mais útil para se fazer teoria social e crítica cultural na atualidade."&lt;br /&gt;Kellner estabelece parâmetros ao distinguir identidades sob a perspectiva moderna e pós-moderna. E leva a observação sobre perfis de identidade consideradas superficiais frente à concepções da identidade moderna. A série Miami Vice é exemplificada como meio que expõe a superficialidade da identidade construída a partir de escolha, a partir da aparência, imagem e consumo. Cita, do mesmo modo, o exemplo de Madonna. São dois modelos de identidades pós-modernas, construídas por imagens e pelo consumo, o que, assim, manifesta-se instável, mais sujeitas às mudanças do que as identidades modernas. Como no artigo de Valim, há ainda mais incertezas que certeza quando um tema é levado sob a concepção da teoria da pós-modernidade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-3969088152130841541?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/3969088152130841541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/introducao-douglas-kellner.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3969088152130841541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3969088152130841541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/introducao-douglas-kellner.html' title='INTRODUÇÃO A DOUGLAS KELLNER'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TLxwRZnOJ7I/AAAAAAAAAFk/MPzwM2ldzzc/s72-c/LIVRO+CULTURA+DA+MIDIA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-1445936379077155647</id><published>2010-10-14T07:55:00.001-07:00</published><updated>2010-10-14T12:21:06.172-07:00</updated><title type='text'>SOCIEDADE DE MASSA</title><content type='html'>&lt;div&gt;É importante considerar alguns pontos de Martin-Barbero quando refere-se à “Psicologia das Multidões”, na página 59 do livro “Dos Meios às Mediações”. Importante, porque é a partir dos estudos de formação das massas que compreende-se todo o processo midiático sobre às multidões. Os estudos começaram desde o séculos XIX, embora muitos estudiosos de comunicação apontam para os anos 30 e 40 do século passado. Barbero alerta para pesquisas que não mantiveram uma ligação histórica do surgimento social das massas.  E tal ligação tem a ver com o progresso social no século XIX proporcionada em boa parte, pela Revolução Industrial. A sociedade de massa passa a desempenhar um papel, que assusta a aristocracia. Tudo sob o efeito da industrialização capitalista que avança às massas e deixa a burguesia perplexa. Havia uma separação nítida entre burguesia e as massas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A multidão descobre a política. Se antes estava fora da esfera social, as massas enquadravam-se dentro, “dissolvendo o tecido das relações de poder, erodindo a cultura, desintegrando a velha ordem" e afeta sobremaneira a sociedade naquela época. Barbero cita Tocqueville ao afirmar que ele olha “a emergência das massa sem nostalgia” (p.56). Foi por influência desta emergência, que Tocqueville acredita ter dado início ao que se conhece hoje por democracia moderna. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O autor faz uma crítica à formação da democracia moderna, baseada na vontade da maioria. Segundo ele, deixa-se de lado o que se tem maior razão e virturde e valoriza o que é querido pela maioria. “Desta maneira, o que constitui o princípio moderno do poder legítimo acabará legitimando a maior das tiranias” (p. 57), visto que a minoria não terá a quem recorrer das injustiças. E forma sociedades mais individualistas, embora uniformizadas na maneira de viver. Uniformidade que vem a ser criticada em seguida, por transformar a sociedade numa degradação. “Massa é então a mediocridade coletiva que domina cultural e politicamente, pois os governos se convertem em órgãos das tendências e dos instintos das massas” (p.59).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gustave Le Bon menciona que a civilização industrial não é possível sem a constituição da massa, das multidões. Fazem-se necessárias suas manifestações, suas turbulências para que torne-se visível a “alma coletiva”. Considerando este princípio, Barbero define:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“O que é massa? É um fenômeno psicológico pelo qual o indivíduo, por mais diferente que seja em seu modo de vida, suas ocupações ou seu caráter, estão dotados de uma alma coletiva que lhes faz comportarem-se de maneira completamente distinta de como o faria cada indivíduo isoladamente” (p.59-60). Estabelece também uma relação primitiva nesta alma coletiva, visto que as inibições provocadas por aspectos morais e éticos desaparecem para que façam aflorar instintos naturais, que subvertem, que afrontam leis, a ordem estabelecida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Barbero alerta também para outro aspecto a ser considerado nas massas. Não apenas a psicológica, mas também a cultural. Segue o pensamento freudiano de que nas massas não existem apenas os instintos, mas igualmente, as produções, tais quais os idiomas, o folclore e os cantos populares.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-1445936379077155647?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/1445936379077155647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/sociedade-de-massa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/1445936379077155647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/1445936379077155647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/sociedade-de-massa.html' title='SOCIEDADE DE MASSA'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-6130538236640995884</id><published>2010-10-12T07:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-12T07:50:24.709-07:00</updated><title type='text'>TECNOCULTURA E IMPERIALISMO</title><content type='html'>&lt;div&gt;Parei para observar duas páginas do livro de Muniz Sodré e considerei oportuno registrar aqui aspectos da influência midiática sob o ponto de vista sociológico:  como os meios atuam na formação da realidade social, desde as chamadas mídias tradicionais (ou lineares) ao novo modelo em rede, baseada na interação, nas conexões e na possibilidade de criação de espaço e tempo virtuais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebe-se que existe uma relação sociológica homogênea no campo das mídias (linear e em rede), sobretudo, quanto aos impactos e aos efeitos, aí incluem os políticos, no âmbito da sociedade. E como isso se concretiza? A mídia funcionando como agendamento, a conhecida hipótese americana do agenda-setting, da Teoria Funcionalista. Muniz menciona: “A palavra agenda é, em latim, um particípio futuro passivo: “as (coisas que) devem ser feitas”. Agenda é organizar a pauta de assuntos suscetíveis de serem levados em conta individual ou coletivamente” (p.27)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tecnocultura constitui-se como uma mudança nas formas tradicionais de sociedade, como especificado no “quarto bios”, da realidade midiatizada, da inclusão de uma nova vida a partir do virtual. Mas, Sodré esclarece que, sob o ponto de vista de poder, a tecnocultura é semelhante à midia tradicional sob aspectos político-imperalista. A tecnocultura também é um vetor da globalização ou neoliberalismo e do capitalismo no Ocidente, submetendo-se aos princípios hegemônicos dos Estados Unidos. Tal hegemonia caracteriza-se pela capacidade norte-americana de pautar a agenda midiática no Ocidente e oferecer produtos desta economia baseados na mídia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta postura imperalista norte-americana ampliou-se na virada do milênio, com a expansão do neoliberalismo no mundo, dos objetos midiáticos que formatam o agendamento que apregoam sua ideologia e reforçam seu poder.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sodré faz uma analogia interessante dos métodos aplicados por impérios em seus tempos: “Se o Império Romano dominou o mundo pela espada e pelos ritos, o Império Americano controla pelo capital e pela agenda midiática do democratismo comercial (informação, difusionismo cultural, entretenimento). Não há nada de verdadelramente “libertário” nos ritos do rock´n roll e do consumo, há tão-só coerència liberal" (p.28)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-6130538236640995884?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/6130538236640995884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/tecnocultura-e-imperialismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6130538236640995884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6130538236640995884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/tecnocultura-e-imperialismo.html' title='TECNOCULTURA E IMPERIALISMO'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-7885112617127148624</id><published>2010-10-11T13:42:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T13:57:28.260-07:00</updated><title type='text'>METÁFORA DO QUARTO BIOS: “SHOW DE TRUMAN”</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i3.ytimg.com/vi/jc_isjiVLs8/hqdefault.jpg)" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jc_isjiVLs8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jc_isjiVLs8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O quarto bios, apontado por Sodré, é exemplificado por ele mesmo no filme O Show de Truman, onde o personagem principal vê sua vida ser “compartilhada” ao mundo inteiro, em tempo real, como numa novela, através de câmeras onipresentes, controladas por técnicos e diretor de programação. No quarto bios, para Sodré, esta metáfora sinaliza para um controle social a partir das tecnologias também. Vamos ver um trecho do filme. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sodré dá outro exemplo, além de Show de Truman, O 12o andar e A Cidade das Sombras, do quarto bios, a sociedade midiatizada a partir das tecnologias digitais. Este exemplo é realmente importante: o filme Matrix. O autor mostra que “não se trata mais de um espetáculo para a indústria cultural, nem de mídia tradicional (a televisão), mas de “realidade virtual” produzida por computação. Diferentemente do Show de Truman, aqui já se joga com a hesitação coletiva na determinação do que é original (substância) ou simulado (linguagem, discurso, informação numérica) em matéria de vida” (p.26)&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-7885112617127148624?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/7885112617127148624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/metafora-do-quarto-bios-show-de-truman.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/7885112617127148624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/7885112617127148624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/metafora-do-quarto-bios-show-de-truman.html' title='METÁFORA DO QUARTO BIOS: “SHOW DE TRUMAN”'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-4818284139440030550</id><published>2010-10-11T13:33:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T14:14:56.614-07:00</updated><title type='text'>QUARTO BIOS E MIDIATIZAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;É preciso entender o que Sodré expõe quando fala em “espelho” (que dá nome ao seu livro). No capítulo “Ethos Midiatizado”, o autor mostra uma alteração na mídia tradicional (ou “linear”, a exemplo da TV e do cinema) onde as imagens são representadas realisticamente (como a retórica da hipotipose - descrição pitoresca de um evento) para a audiência externa. Na nova mídia digital, o usuário pode inserir-se nesta realidade, trocando a contemplação da representação pela participação direta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O espelho midiático não é uma mera reprodução, reflexo, porque envolve uma nova forma de vida, onde os indivíduos são incluídos, com características diferentes de espaço e tempo, em relação à midia linear. Não pode esquecer: a nova vida aontada por Sodré está diretamente ligada à intervenções na dimensão espaço-tempo (como no conceito pós-modernista). Uma nova configuração social a partir da bios virtual, uma realidade não-conflitante com a real-histórico, o real tradicional. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inclusive, na entrevista à revista da Fapesp, Sodré discorda do pensamento de Bourdieu acerca desta realidade, denominada de vida plasmada, vida idealizada. “Não acho que se trata de arrolar os efeitos catastróficos da televisão (que é o principal meio síntese imagem do século passado) sobre a realidade tradicional. Acho que se trata agora de identificar uma nova forma de vida, para cuja construção concorrem transformações importantes de toda uma estrutura social básica.”, afirmou o autor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como o espelho midiático não traduz-se em reflexo puro da realidade, mas há condicionantes que agem sobre esta reflexão e que esta por sua vez, agem no campo da vida social. Ou seja, o espelho também se configura como um processo de mediação na sociedade. Esta “midiatização”, com base na atual tecnologia, está inserida num campo social de “interatividade absoluta e conectividade permanente” (p.24). O artigo“Visibilidade midiática: entre estratégias das instituições e estratégias dos sujeitos”, de Eugenia Mariano da Rocha Barichello e Daiane Scheid explicam o pensamento de midiatização de Sodré, em que a “sociedade contemporânea rege-se pela midiatização, quer dizer, pela tendência à virtualização ou telerrealização das relações humanas” (p.4). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A midiatização é o quarto bios, além dos três exemplificados por Aristóteles, uma “tecnologia de sociabilidade”, uma nova forma de vida, intensamente tecnológica. E não esquecer: com influências diretas relação tempo e espaço. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-4818284139440030550?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/4818284139440030550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/quarto-bios-e-midiatizacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4818284139440030550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4818284139440030550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/quarto-bios-e-midiatizacao.html' title='QUARTO BIOS E MIDIATIZAÇÃO'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-386648135792223124</id><published>2010-10-11T08:00:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T08:22:19.404-07:00</updated><title type='text'>BIOS VIRTUAL DE MUNIZ SODRÉ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TLMrDb7tBkI/AAAAAAAAAFM/NtWdCz3xYXQ/s1600/MUNIZ+SODR%C3%89.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 202px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TLMrDb7tBkI/AAAAAAAAAFM/NtWdCz3xYXQ/s320/MUNIZ+SODR%C3%89.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526808505751504450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O aspecto da mudança na comunicação nas últimas duas décadas, sobremodo na passagem do século, tem caracterizado o primeiro capítulo do livro do professor Muniz Sodré (“Antropológica do Espelho” - foto ao lado). Especialmente, neste período, a informação recebe uma variedade de formas (sons, imagens, dígitos) e transformam-se em produtos num mundo globalizado (para não dizer, moldado pelo neoliberalismo). O cenário leva o nome de “sociedade da informação” e, com o advento da internet, esta sociedade se dinamizou.&lt;br /&gt;A internet insere-se no campo tecnológico que levou muitos a tratá-la como a grande invenção da virada do século, compadada à imprensa, aos tipos móveis de Gutenberg. A mudança comportamental em pessoas e instituições provocadas pela rede lembra uma “revolução”, a “Revolução da Informação” – como um segundo momento, após a Revolução Industrial –, que Sodré não concorda. muito: “As transformações tecnológicas da informação mostram-se francamente conservadoras das velhas estruturas do poder, embora possam aqui e ali agilizar o que, dentro dos parâmetros liberais, se chamaria “democratização” (p. 13).&lt;br /&gt;Muniz acredita que o melhor termo seria “mutação tecnológica”, por “não se tratar de uma descoberta linearmente inovadora e sim, de inovação tecnológica do avanço científico”. O livro de Sodré é muito claro, com uma linguagem clara, objetiva que orienta e ao mesmo tempo contextualiza neste tempos de comunicação em rede. O autor, ainda tratando do assunto da revolução, lembra que a Revolução Industrial aproximava-se muito com a Revolução da Informação, quanto à maturação tecnológica. Cita, no entanto, que o forte da revolução industrial, que afetou costumes, a vida social, política e econômica, foi a invenção da ferrovia, na “mobilidade espacial”. Assemelha-se com a virtual, com a distribução de bens e da “ilusão da ubiquidade humana”. (p.14)&lt;br /&gt;A semelhança não está tão somente no aspecto logísitico da informação (visto que passa a ser também um fator preponderante na sociedade da informação), uma infra-estrutura para a condução informacional, chamada por Sodré de “infovias”, mas um reordenamento mercadológico no mundo inteiro. A unificação da sociedade em rede transformou a vida do homem em suas relações sociais de trabalho, mas também o coloca em total vigilância, num “gigantesco dispositivo de espionagem global”.&lt;br /&gt;É compreensível avaliar o pensamento de Sodré partindo do princípio do que ele chamou a nova mídia de um novo “bios”, não uma vida encarnada, mas atrelada ao conceito aristotélico de “conhecimento, prazer e política”. Muniz estabelece o quarto bios, o midiático, a vida como espectro, a virtualidade. “É real, tudo que se passa ali é real, mas não da mesma ordem da realidade das coisas.”, comentou o autor, em reportagem da revista da Fapesp.&lt;br /&gt;Como a mídia é espectro, uma representação, sua realidade não é palpável, mas essencialmente discursivo. O pensamento de Sodré caminha sob a perspectiva de uma vida espectral, onde a cada dia tudo é mais visual, e, portanto, uma nova realidade, “um outro bios”.  Este novo bios também reconfigura as concepções sobre jornalismo e meios de comunicação. Para Sodré, a TV, por exemplo, não age como um ator social isolado, mas suas manifestações são determinadas por fatores sociais e regionais. Ou seja, mesmo com atuação transnacional, a televisão produz efeitos específicos e regionalizados. “Enfim, no bios virtual, o objeto predomina sobre o sujeito”, afirma, na reportagem.&lt;br /&gt;Baseado na ideia de simulacro, do espectro, Muniz amplia o conceito de mídia, que não baseia-se no princípio puramente do aparato técnico, mas transcende a TV, o rádio, o cinema, a internet, o jornal. Como em processo amplo de mediação (como Silvestone vê na circulação de significados, Barbero nas relações culturais), Sodré sinaliza para a mídia que atua no controle das relações sociais e o controle das novas subjetividades através das tecnologias de informação.&lt;br /&gt;Portanto, vale observar este trecho da reportagem da revista da Fapesp:&lt;br /&gt;“A partir de uma realidade sistêmica que foi ponto de partida e ponto de chegada das análises de Habermas, nasce essa verdadeira forma de vida que é o bios virtual. A ponta desse iceberg é o bios midiático, espécie de comunidade afetiva, de caráter técnico e mercadológico, onde impulsos digitais e imagens se convertem em prática social. É esse o objeto dessa nova ciência social chamada comunicação para Sodré.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-386648135792223124?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/386648135792223124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/bios-virtual-de-muniz-sodre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/386648135792223124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/386648135792223124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/bios-virtual-de-muniz-sodre.html' title='BIOS VIRTUAL DE MUNIZ SODRÉ'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TLMrDb7tBkI/AAAAAAAAAFM/NtWdCz3xYXQ/s72-c/MUNIZ+SODR%C3%89.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-8754472110290255634</id><published>2010-10-04T07:29:00.001-07:00</published><updated>2010-10-04T17:36:47.068-07:00</updated><title type='text'>CRÍTICA AO MIDIACENTRISMO</title><content type='html'>&lt;div&gt;Ao me aprofundar um pouco mais sobre os estudos de Martin-Barbero e o seu maior referencial teóríco-epistemológico acerca do deslocamento de uma análise metodológica comunicacional não a partir dos meios, mas das mediações, notei maior clareza quando o próprio Barbero deixa evidente em seu livro: “A comunicação se tornou para nós questão de mediações mais do que meios, questão de cultura e, portanto, não só de conhecimentos mas de re-conhecimento” (p.16). E torna-se mais compreensível este processo de descentralização ao observar o conceito de cultura abordado pelo autor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O professor Laan Mendes de Barros aponta em seu artigo “Os Meios ou as Mediações?” apresenta o percurso interdisciplinar no pensamento de Barbero, solidificando a ideia de cultura, a partir de uma visão “antropologizada” e não tão-somente sociológica. Ou seja, ao considerar aspectos culturais sob o viés antropológico (de estudos primitivos) entende-se que cultura é tanto a oca quando quanto os parentes, tanto o machado quanto o mito (especificado por Barbero na página 13) e que, assim, a cultura não pode ser separada, descompartimentada. Sobretudo nas sociedade moderna alimentada por bens simbólicos (televisão, escola, igreja, imprensa), toda estas relações contribuem para a construção da vida social, caracterizando como uma cultura “antropologizada”. Barbero destaca essa visão visto que a sociologia, segundo ele, vê a cultura a partir de atividades e objetos, em sua maior parte, ligada às artes e às letras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo este caminho socio-antropológico chega à comunicação na base crítica do “midiacentrismo”, da sociedade capitalista e dos meios de comuunicação. Base crítica, que Barros considera até mesmo refutações, ao direcionamento marxista, elitista (nos estudos da Indústria Cultural) da Escola de Frankfurt. É neste pavimento entre cultura e comunicação que o pensamento de Barbero se insere.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O deslocamento proposto é o diferencial dos estudos apresentados por Martin-Barbero na comunicação latinoamericana. E tais estudos culturais, cujo deslocamento sinzliza para o campo das recepções tem influenciado outros autores (não apenas na América Latina), mas também em outros continentes. Por isso, que ao falar de Barbero faz-se imprescindível observar cultura (linha sócio-antropológica), deslocamento teórico- metodológico de atenção da pesquisa dos meios para as mediações (crítica ao midiacentrismo predominante no pensamento dos estudos comunicacionais latinoamericanos), mediações como cultura social, mas também como produção de significado (numa associação ao pensamento de Silverstone) e confronto com o funcionalismo hegemônico na comunicação (marxismo, indústria cultural e Teoria Crítica).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-8754472110290255634?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/8754472110290255634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/critica-ao-midiacentrismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8754472110290255634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8754472110290255634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/10/critica-ao-midiacentrismo.html' title='CRÍTICA AO MIDIACENTRISMO'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-5537217279532136320</id><published>2010-09-29T06:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T07:36:17.335-07:00</updated><title type='text'>O PRINCÍPIO DA HEGEMONIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKNEWjKvBXI/AAAAAAAAAEc/JUCwYM-WyK4/s1600/gramsci+foto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKNEWjKvBXI/AAAAAAAAAEc/JUCwYM-WyK4/s320/gramsci+foto.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522332722274436466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A visão aplicada por Martin-Barbero em seus estudos na Teoria das Mediações Culturais também caminha pela interdisciplinaridade e não se distancia, apesar do posicionamento bem menos elitista da Escola de Frankfurt, sobre a Indústria Cultural. A Indústria Cultural baseia-se na ideia inexorável de dominação das massas, cujo discurso é assinalado por um receptor passivo, num processo de manipulação das consciências. Barbero apoia-se no conceito de hegemonia de Antonio Gramsci (foto) – que compreende a relação comunicacional proposta pelos Estudos Culturais –, mediante a ideia que tanto é possível admitir a reprodução do sistema de dominação, quanto é possível haver resistência a este sistema. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Observando &lt;a href="http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2008/resumos/R12-0015-1.pdf"&gt;o texto do professor José Guibson Delgado Dantas, sobre a Teoria das Mediações&lt;/a&gt;, o conceito de hegemonia gramsciano fez com que Barbero compreendesse o processo de comunicação além dos meios, movendo o eixo para as mediações, observando suas variedades sociais. Estas variedades estão relacionadas à estrutura (classe social, experiências, conhecimentos, família), instituição (escola, igreja, política, esporte), conjuntura (modo de enxergar a vida, acervo cultural) e tecnologia (televisão, rádio, cinema, etc.).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou seja, Barbero foi observar todo conjunto de estratégias organizado pelo dominador, mas o mais impressionante, “os elementos que no dominado trabalham a favor do dominador”. Ou melhor, reside uma relação inconsciente de concordância, uma cumplicidade e como acentuado por Dantas, uma sedução que os permeia. O autor cita Luciano Gruppi (2000, p 3), estudioso de Gramsci, que esclarece que o conceito de hegemonia não atua sobre uma base econômica ou política, mas sobre outras estruturas como modo de pensar e “orientações ideológicas”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desta forma, a hegemonia não é estática ou centralizada, porém dinâmica. E para que exista a hegemonia é necessário à classe dominadora representar interesses que a classe dominada também reconhece como seus. Barbero aponta que a hegemonia “é um processo vivido, feito não só de força mas também de sentido pelo poder, de sedução e pela cumplicidade” (p.116). A hegemonia, portanto, não caracteriza-se como um processo em que o dominador intenta esmagar o dominado. Apresenta-se como um elemento que se faz necessário modificar-se constantemente sob o ponto de vista dos dois extremos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fica claro, com a fundamentação no pensamento gramsciano sob o papel dos Estudos Culturais, que os meios de comunicação não atuam no receptor como uma espécie de “agulha hipodérmica”, em que este receptor não terá a capacidade de fazer avaliações críticas deste conteúdo simbólico. Ele não é um mero decodificador da mensagem dos meios. Por isso, o eixo é deslocado para a cultura, pois o receptor pode muito bem ignorar conteúdo em que julgue não ser de interesse próprio, de seu grupo, conforme seus valores sociais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na cultura popular nem todo discurso hegemônico surtiu efeito em dado povo, diante das resistências e das remodelações da simbologia popular. Isso mostra que o poder hegemônio não atua de forma direta e acintosa, mas precisa submeter-se a uma negociação constante com a classe dominada, a fim de estabelecer interesses comuns e compactuado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A hegemonia também se deu no processo do popular para o massivo no contexto histórico-social na América Latina. A enculturação patrocinadada pelo Estado-nação, quanto aos usos, línguas, costumes, crenças possibilitou a homoneigização da massa e isso não foi alcançado por meio da força repressiva no século XVII, mas pela produção simbólica. Quer dizer, não há processo hegemônico sem que o povo tenha acesso às linguagens deste discurso, sem a circulação desta produção simbólica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-5537217279532136320?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/5537217279532136320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/o-principio-da-hegemonia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/5537217279532136320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/5537217279532136320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/o-principio-da-hegemonia.html' title='O PRINCÍPIO DA HEGEMONIA'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKNEWjKvBXI/AAAAAAAAAEc/JUCwYM-WyK4/s72-c/gramsci+foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-1125746078776426003</id><published>2010-09-28T13:30:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T13:36:29.566-07:00</updated><title type='text'>OS ESTUDOS CULTURAIS CRÍTICOS</title><content type='html'>&lt;div&gt;Fazendo um passeio pela internet, deparei com o texto &lt;a href="http://www.usp.br/anagrama/Santi_MST.pdf"&gt;“Uma Abordagem Multiperspectívica para os Estudos de Recepção: o Caso Lasier Martins versus MST”&lt;/a&gt;, de Vilso Junior Chierentin Santi e Fábio Souza da Cruz. Não vou entrar no mérito do tema abordado na pesquisa da dupla, mas num ponto que me chamou a atenção a partir de meus estudos acerca dos culturalistas. Um ponto precisa ser considerado: as relações dos meios de comunicação com as matrizes culturais, em especial a movimentos (como no caso específico aqui, o MST). Isso leva a pensar a comunicação além das teorias funcionalistas que concebiam as mídias como “novas ferramentas das democracias modernas, como mecanismos decisivos de regualaç&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ão da sociedade” (MATTELART apud SANTAELLA, p.39). Pode considerar tal ponto de vista como princípio ou mesmo como utopia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As relações precisam ser vistas sob à visão de estudos críticos da comunicação e o caminho estaria nos Estudos Culturais, que no Brasil desembarcaram a partir de três momentos. “O primeiro deles foi a tradução para o português a obra “Cultura e Sociedade” de Raymond Willians em 1970. &lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKJRVXubodI/AAAAAAAAAEU/ds7tyiNQrGI/s320/douglas_kellner+foto.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 195px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522065520697516498" /&gt;&lt;div&gt;O segundo, o lançamento do livro “Dos Meios às Mediações” de Jesús Martín-Barbero e a difusão das idéi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as de outros autores como Néstor García Canclini”. Outros nomes emergem na atualidade para os Estudos Culturais Criticos, como o do americano Douglas Kellner (foto ao lado). O autor defende que não há como dissociar cultura e mídia e que as produções midiáticas são sempre englobadas pela cultura. E propõe o que ele den&lt;/div&gt;&lt;div&gt;omina como “Pedagogia Crítica da Mídia”, consistindo na “resistência à manipulação e a tonificação do repector frente à cultura midiática dominante”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Portanto, percebe-se uma forte tendência de observar a recepção nas articulações entre meios de comunicação e os movimentos sociais. Barbero desloca o eixo dos meios para as mediações, avaliando questões temporais e a pluralidade de matrizes culturais. (p.280). Encaminhei-me ao texto de Barbero (A Mistura do Povo e Massa no Urbano) que observa tais pluralidades e critica posicionamentos maniqueístas na concepção entre popular e urbano, como o mito de atrelar o urbano ao “antônimo de popular”. Tal conceito é considerado por Barbero como um renitente posicionamento da elite aristocrática. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diante de um universo de percepção que divide o popular do urbano, caracterizando o primeiro como ingênuo, imaturo e politicamente infantil, e o segundo como ligado a uma cultura maturada, surgem novas reflexões sobre o popular urbano, cujas identificações seriam modificadas ou “homogeinizadas” pela Indústria Cultural: os impactos provocados pelo advento do rádio e do cinema (convertendo o populismo em nacionalismo na América Latina) e, em seguida, pela televisão (com ações mais dinâmicas a partir dos anos 60), com a difusão de bens e produtos, o discurso sobre o que é modernidade e o que é anacrônico, e a linguagem. “O rádio nacionalizou o idioma, mas preservou alguns ritmos, sotaques, tons. A televisão unifica para todo o País uma fala na qual, exceto para efeito de folclorização, a tendência é para a erradicação das entonações regionais” (p.280)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltando para os estudos culturais, nota-se o deslocamento do eixo dos meios para as mediações e ao mover aos atores sociais, em suas matrizes culturais, desenvolve-se, então, toda a complexidade dos estudos das mediações. Como citado no texto, “estudar a cultura da mídia também implica em realizar uma investigação que desloque a ênfase dos meios para as mediações, promovendo uma integração entre produção, texto e recepção (CRUZ, 2006, p.69)”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Partindo para os atores sociais, pode-se admitir que, deixa-se os espaços restritos da mídia para entrar no campo vasto das mediações e a entender todo o processo de recepção ante a diferentes receptores e que tais receptores comportam-se de forma diferente ante a informação veiculada, ante ao discurso, ante à produção simbólica da mídia. Inclusive, grupos expõem reação de resistência a esta produção simbólica, não compactuando com sua essência. Outros aceitam em parte, descartando aquilo que não convém; outros, simplesmente aceitam o discurso em sua totalidade, reproduzindo-o em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este processo de recepção se dá em dimensões que merecem ser consideradas e não apenas no manejamento do receptor com a máquina difusora das informações. Ou seja, a influência (ou não) dos meios e das mensagens não se estabelecem tão somente no momento em que a televisão é ligada e desligada. Ela provoca contornos em diversos agentes e instituições sociais, como apontado por Orozco Gomes. É o que o trabalho nomina como avaliar o abarcamento do nível empírico. O estudo de recepção necessitaria de avalar o volume e os diversos cenários sociais deste abarcamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-1125746078776426003?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/1125746078776426003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/os-estudos-culturais-criticos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/1125746078776426003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/1125746078776426003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/os-estudos-culturais-criticos.html' title='OS ESTUDOS CULTURAIS CRÍTICOS'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKJRVXubodI/AAAAAAAAAEU/ds7tyiNQrGI/s72-c/douglas_kellner+foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-4458731483755814548</id><published>2010-09-27T09:08:00.001-07:00</published><updated>2010-09-27T09:12:00.942-07:00</updated><title type='text'>ILUSTRADOS E ROMÂNTICOS</title><content type='html'>&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKDCKNFV-ZI/AAAAAAAAAEM/wj-5P_EvKXU/s320/capa+dos+meios+as+mediacoes.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521626623722781074" /&gt;&lt;div&gt;Aproveito para observar um texto acerca da obra “Dos Meios às Mediações”, do professor espanhol e pesquisador no México, Jésus Martin-Barbero, um dos maiores expoentes dos Estudos Culturais na contemporaneidade. E começo fazendo um rápido relato acerca de seu pensamento sobre “Povo e Classe: do anarquismo e marxismo” (p.43). Barbero apresenta distinção acerca de movimento do povo na política (chamado de ilustrados) e do povo na cultura (chamado de românticos), que assemelha-se à visão de dominação, de burguesia de Marx. Tal separação faz surgir categorias como “culto” e “popular”, apresentando o popular como “inculto”. Barbero aponta tal raciocínio como “definição do povo por exclusão, tanto da riqueza como do ofício político e da educação” (p.37).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A diferença, para Barbero, não torna estas duas categorias interdependentes. Para o autor, a relação do popular na cultura baseia-se na relação que este povo adquire na política &lt;/div&gt;&lt;div&gt;“como é elaborada pela Ilustração”. Mas, aponta uma característica própria da cultura popular, não formada por influências de cima para baixo, das classes dominantes, do movimento ilustrado. Mas, que é preciso aceitar a existência de um pluralidade de culturas, que como exemplificado por Herder, reflete-se em modos diversos na configuração da vida social. E que o movimento romântico faz crer na existência de outra cultura, além da cultura hegemônica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliás, Barbero sinaliza para o que ele chama de “ruptura do exclusivismo cultural”, questionando posições tanto de romãnticos quanto de ilustrados. Românticos mediante ao discurso de resgate da cultura popular, negando a circulação cultural ou o “processo histórico de formação do popular e o sentido social das diferenças sociais”. Ilustrados, devido pelo perfil evolucionista, de encarar o popular como o atrasado no desenvolvimento da humanidade (observação européia).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem-se então, uma abertura para uma avaliação antropológica acerca das diversidades culturais. Nota-se uma diferença acerca do pensamento cultural entre Barbero e Marx, quando o primeiro vê que o popular consegue se infiltrar no massivo, mantendo suas tradições e sua cultura. O princípio marxista entende que as ideias de uma época são as ideias de uma classe dominante e, “por mais que haja as visões que fujam a essas idéias, elas não podem empreender mudanças concretas na sociedade apenas em âmbito cultural”. Ou seja, Marx faz uma associação direta da cultura com a economia. Barbero vê a cultura em suas relações sociais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-4458731483755814548?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/4458731483755814548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/ilustrados-e-romanticos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4458731483755814548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4458731483755814548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/ilustrados-e-romanticos.html' title='ILUSTRADOS E ROMÂNTICOS'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKDCKNFV-ZI/AAAAAAAAAEM/wj-5P_EvKXU/s72-c/capa+dos+meios+as+mediacoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-8680320700806244985</id><published>2010-09-23T09:20:00.001-07:00</published><updated>2010-09-23T09:37:19.124-07:00</updated><title type='text'>MEDIAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div&gt;Para Silverstone, a mídia é um processo de mediação, que implica, não apenas no movimento de significados, mas nas transformações destes significados em todos os seus estágios. Esta circulação gerada pela mídia também tem a colaboração dos indivíduos em sua relação da mídia com a experiência (como citado no texto anterior). Quer dizer, a meciação é a circulação de significados. O autor acrescenta que esta circulação é mais que o esquema proposto por Lazarsfeld e Katz, no conceito denominado two step flow - ou o fluxo em dois passos -, em que a informação esbarra nos líderes, que repassam aos indivíduos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os significados circulam em toda a produção da mídia e tais significados são consumidos e produzidos pela audiência. Desta produção, surgem as ações, interações, relações com o mundo (mundo este apontado por Silverstone como o “mundo da mídia, o mundo mediado, o mundo da mediação”). Neste mundo complexo, é complexo também entender o poder da mídia, diante da sua presença simbólica na sociedade e a relação desta com a mídia. E pesquisar este tema traduz-se em analisar a mídia estando dentro dela. O pesquisador está inserido dentro desta cultura midiática e sua produção significam, do mesmo modo, produto do processo de mediação. E faz um comparativo: “somos linguistas tentando analisar a sua própria língua” (p.34). Desvencilhar-se disso é o mesmo que o homem sair do alcance de sua sombra, como aponta Steiner.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mediação trata a significação como o movimento hermenêutico de uma tradução. Uma relação que consiste em quatro pontos: confiança (valor de que quer compreender o que é traduzido), agressão (pela apropriação, pela suposta posse de seu significado), apropriação (levar os significados para casa) e restituição (a forma com o tradutor devolve o significado). Como mostra Luís Borges, “nenhuma tradução pode ser perfeita”. Portanto, nenhuma mediação também é perfeita. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Silverstone afirma que é preciso compreender todo o processo de mediação, como os significados são construídos e quais as suas consequências. E perceber também quando este processo é falível e quando estes significados são deturpados por força tecnológica ou de propósito com fins de atender a interesses do poder, de indivíduos ou instituições.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-8680320700806244985?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/8680320700806244985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/mediacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8680320700806244985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8680320700806244985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/mediacao.html' title='MEDIAÇÃO'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-3547669470941406801</id><published>2010-09-23T07:43:00.001-07:00</published><updated>2010-09-23T07:43:38.944-07:00</updated><title type='text'>Relação mídia e experiência</title><content type='html'>&lt;div&gt;Silverstone aponta que a mídia não é a medida de todas as coisas e que existem nos usuários a capacidade de discernimento na ação midiática, de fazer distinção entre realidade e fantasia e de preservação de distância com a mídia, o que implica em procedimento diferente da influência dos meios. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por não ser a medida de todas as coisas, a mídia precisa ser investigada em função da experiência, do empírico, que contribui para sua formação. E vice-versa, como a experiência age na formação da mídia. Isto faz lembrar da corrente que ganhou força nos anos 80, a da hipótese dos Usos e Gratificações, modificando o conceito anterior da pura influência da mídia nas pessoas para um comportamento ativo da audiência. Ou seja, uma troca sinérgica que molda a mídia e a experiência. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se a experiência é formada e a mídia exerce um papel em sua formação, Silvestorne questiona: como procede? A começar, a expressão corporal, que nos dá lugar na vida e oferece condições para a mídia introduza, sob o aspecto da habilidade. Ou seja, “nossa capacidade de de nos envolver com a mídia é precondicionada por nossa capacidade de manejar a máquina” (p.28) Seriam as extensões do homem, uma intimidade visceral, que faz confundir o que é humano e o que é tecnico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro ponto desta formação baseia-se na psicanálise, dos significados, do inconsciente, “dos territórios ocultos da mente”. Como salienta Silverstone, “a experiência, tanto a mediada como a da mídia, surge na interface do corpo e da psique” (p.30), ou melhor, no social e nos discursos. O cotidiano da experiência é retratada nas narrativas mídia, seja no noticiário jornalístico, seja na produções ficcionais como reflexo do dia-a-dia social. O discurso da mídia, com base nas relações do cotidiano, e o discurso social deste cotidiano são interdependentes, entrelaçam-se, e proporcionam forma à experiência. Assim, o entrelaçamento envolve o público e o privado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-3547669470941406801?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/3547669470941406801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/relacao-midia-e-experiencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3547669470941406801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/3547669470941406801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/relacao-midia-e-experiencia.html' title='Relação mídia e experiência'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-8987010693909694192</id><published>2010-09-22T06:57:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T07:09:09.947-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A partir de hoje, vou postar meus estudos sistemáticos acerca da mídia e estudos sociais para fins de compartilhar um pouco acerca de minhas leituras. Estabeleço aqui algumas resenhas, faço comparativos com outras obras, que podem servir para quem busca compreender um pouco sobre a necessidade de investigar a relação da mídia com a sociedade e suas significações. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;POR QUE ESTUDAR A MÍDIA? Roger Silverstone (edições Loyola, São Paulo, 2002)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TJoMuS0hCtI/AAAAAAAAAEE/E9O8EgewYWY/s320/capa+pq+estudar+a+midia.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519738282761587410" /&gt;&lt;div&gt;No capítulo “Textura Geral da Experiência”, o professor Roger Silverstone inicia apresentando um exemplo de um programa de TV sobre a vida e o trabalho de transexuais e travestis. Um programa sensacionalista busca “incendiar” a audiência com perguntas do tipo: vocês pretendem ter filhos? e m&lt;/div&gt;&lt;div&gt;omentos que caminham pelo preconceito e também pela exploração. Silverstone exemplifica esta situação na TV como um momento “explorador”, mas também “explorável”.  E sua força consegue compreender além do local (a abrangência do programa), atingindo também o global.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Silverstone, a o apontar este exemplo, mostra a representação da televisão do cotidiano, do que é “ordinário e contínuo”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estas representações televisivas identificam-se com a sociedade diante de suas reações. Estas reações, por sua vez, apresentam-se como identitárias da sociedade. Esta sinergia TV-audiência torna-se cada vez mais intensa, a ponto da audiência não conseguir mais desvencilhar-se dela. “Passamos a depender da mídia, tanto impressa como eletrônica, para fins de entretenimento e informação, de conforto e segurança, para ver algum sentido nas continuidades da experiência”, aponta o autor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diante desta relação, Silvestone fez a indagação: “por que estudar a mídia?”. É mais que observar usuários de internet, pessoas que passam horas diante da TV, lendo jornais ou diante dos números absurdos da venda de softwares. Mas, entender o que a mídia faz e o que a sociedade faz com ela. O estudo, citado por Silverstone, caminha pela dimensão social e cultural, e também política e econômica. “Estudá-la como algo que contribui para a nossa variável capacidade de compreender o mundo, de produzir e partilhar seus significados”. Esta relação da mídia e sua importância leva a compreender inicialmente, a razão dela ser fundamental para a vida cotidiana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A ligação da mídia com a vida cotidiana, leva o autor a fazer um paralelo com Isaiah Berlin. Que é preciso estudar a mídia sob a visão da “textura geral da experiência”, que retrata as experiência do dia-a-dia. Isto porque a sociedade, para Berlin, é ativa porque “perseguem fins, moldam sua vida e a dos outros, sentem, refletem, imaginam, criam, em constante interação e intercomunicação com outros seres humanos”, assegura. E a mídia está diretamente atrelada a este processo social. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São apresentadas outras espécies de metáforas para a compreensão do papel da mídia na sociedade, a saber:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;•&lt;b&gt; Como condutos:&lt;/b&gt; que oferecem rotas mais ou menos imperturbadas da mensagem à mente&lt;/div&gt;&lt;div&gt;• &lt;b&gt;Como linguagens: &lt;/b&gt;que fornece textos e representações para interpretação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;• &lt;b&gt;Como ambientes:&lt;/b&gt; que nos abraçam na intensidade de uma cultura midiática, saciando, contendo e desafiando sucessivamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou mesmo a metáfora de Marshall Mcluhan, que a vê a mídia como extensão do homem, como próteses, “que aumentam o poder, a influência”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As metáforas para Silverstone servem para explicar, até certo ponto superficialmente, acerca da visão da mídia. Porém, salienta a necessidade de aprofundamento e investigação sobre as formas como a mídia participa da vida cotidiana e social, observando-a como um “processo”.  É um processo histórico (viu-se avançar do telefone, cinema, rádio, TV, para a internet) e também político (ou, como o autor cita, “politicamente econômico”, por conta da ação de instituições globais na produção destes significados que invadem os indivíduos). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;DIMENSÕES PRODUTIVAS E DISTRIBUTIVAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Silverstone também levanta debate sobre dimensões “produtivas e distributivas” da mídia contemporânea e a relação de governos de controlar os dados em seu território. Por tal razão, o autor avalia o potencial da mídia e sua influência social e ideológica, abre questões como “quem medeia a mídia?” e “Com quais consequências?”, para, enfim, chegar na via que busca explicação para o estudo da mídia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais que investigar respostas para o conteúdo simbólico gerado pela mídia, é preciso entender a presença cotidana da mídia na sociedade. Uma sociedade intrinsecamente ligada com os instrumentos midiáticos, de uma conexão para outra. Do rádio para a internet, da internet para a televisão, da televisão para o telefone, do telefone para o jornal. Um ciclo cumprido individualmente ou em grupo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a mídia opera neste espaço, através destas conexões, no “mundo mundano” como citado por Silverstone. A mídia observa a realidade da vida cotidiana, a filtra, estabelecendo critérios, referências, representações e significações. Ou seja, a mídia baseia-se no cotidiano, no senso comum. Acrescenta que “a mídia nos deu palavras para dizer, as ideias para exprimir, não como força desencarnada operando contra nós, enquanto nos ocupamos com nossos afazeres diários, mas como parte de uma realidade que participamos” (p. 21). Silvestone acrescenta que a mídia depende do senso comum. “Ela o reproduz, recorre a ele, mas também o explora e distorce” (p.21).&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta capacidade de distorcer é o que conduziu à reflexão de CHARAUDEAU sobre a mídia como um “espelho deformante, ou mais ainda, são vários espelhos deformantes ao mesmo tempo, daqueles que se encontram em parques de diversões e que mesmo deformando, mostram, cada um à sua maneira, um fragmento amplificado, estereotipado do mundo”. Ou seja, as mídias são o espetáculo da democracia e não a própria democracia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Silverstone faz um paralelo entre a reflexão feita acerca da mídia em suas narrativas como integrante da vida social (novela, programa de rádio, telejornais), mas a experiências do mundo contemporâneo e ao papel midiático nela. Por exemplo, ele cita metáforas espaciais (comentando desde o conceito de pós-modernidade, em que o tempo não é mais o que era), e veículos antes baseados no tempo (como o rádio), e a internet e o videogame alterando este modelo temporal. É o espaço em múltiplas dimensões, como apontado por Manuel Castells (1996).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fica evidente para o autor que estudar a mídia é compreender a sua contribuição para a textura geral da experiência, o que leva a indagação acerca da realidade da experiência. Há realidade? existe realidade na mídia ou no cotidiano? Tais observações vão de encontro com a teoria pós-modernista de que o mundo “é sedutora e exclusivamente” de imagens e simulacros. Ou seja:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;“O mundo é um mundo em que as realidades empíricas são progressivamente negadas, tanto por nós quanto para nós, no senso comum e na teoria. Nessa visão, vivemos nossas vidas em espaços simbólicos e auto-referenciais que nos oferecem nada mais que generalidades do sucedâneo e do hiperreal” (p.26)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A abordagem levou-me ao conceito de abstração de BAUDRILLARD, em “Simulacros e Simulação”, que ao destacar o hiperreal, aponta para a “geração pelos modelos de um real sem origem nem realidade” (p.8)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-8987010693909694192?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/8987010693909694192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/partir-de-hoje-vou-postar-meus-estudos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8987010693909694192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8987010693909694192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2010/09/partir-de-hoje-vou-postar-meus-estudos.html' title=''/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TJoMuS0hCtI/AAAAAAAAAEE/E9O8EgewYWY/s72-c/capa+pq+estudar+a+midia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-8359361779769708039</id><published>2009-10-12T05:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T06:04:28.161-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com o professor João Canavilhas</title><content type='html'>&lt;div&gt;Vale a pena conferir a entrevista com o excelente professor da Universidade de Beira Interior, João Canavilhas (foto), o criador do modelo da "pirâmide deitada", uma nova forma de linguagem para o webjornalismo. Esta proposta foi tese de seu doutorado. Nesta entrevista para o &lt;a href="http://www.ensino.eu/"&gt;Ensino Magazine&lt;/a&gt;, ele detalha o método, fala do futuro dos jornais de papel e de como os jornalistas precisam se adaptar às novas linguagens da rede. Então, vamos lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391697918883201746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 348px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/StMosNc_AtI/AAAAAAAAAD0/NwOcSxsRV2M/s320/joao+canavilhas,+professor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Escrever para o on-line exige nova gramática&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O jornalismo on-line caminha para uma hegemonia que deixará o suporte papel inevitavelmente para trás. Mas, escrever para o suporte electrónico não é escrever apenas com letras. Exige som, e imagem, estática e em movimento, pelo que é necessário aprender uma nova gramática para comunicar. A opinião é de João Messias Canavilhas, docente da Universidade da Beira Interior que terminou recentemente a sua tese de doutoramento, no âmbito da qual criou uma gramática da escrita on-line, a qual assenta num caminho que vai da pirâmide invertida para a pirâmide deitada. Estes mês explica esse percurso numa entrevista concedida ao Ensino Magazine, na qual fala ainda da televisão regional e do futuro do jornal on-line e de papel publicados pela Universidade da Beira Interior. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na sua tese desenvolveu uma gramática da escrita on-line. Quais são as características principais dessa gramática?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parti de um princípio simples: se a Web é um novo meio de comunicação então deve ter uma linguagem jornalística própria que explore as suas particularidades. Para identificar esta linguagem, a investigação centrou-se em duas das suas características mais importantes: hipertextualidade e multi-medialidade.Foi desenvolvido um trabalho experimental que procurou saber de que forma a utilização de hipertexto, vídeos, sons e infografias pode influenciar a percepção de compreensão, satisfação, atitudes e emoções dos utilizadores. Os resultados mostram que tanto o hipertexto como o vídeo, para citar apenas dois exemplos, têm impactos nas variáveis estudadas. Partindo dos resultados obtidos com vários tipos de conteúdos propôs-se uma arquitectura para a notícia online e uma gramática onde se explica como, quando e onde se devem utilizar links, textos, vídeos, sons e infografias. A proposta final é um conjunto de regras para a redacção de notícias na Web, a tal gramática multimédia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em que essa gramática difere da gramática que serve de base à escrita para papel?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta gramática propõe uma técnica de redacção diferente daquela que é usada na imprensa escrita, a Pirâmide Invertida, onde a notícia começa com os dados mais importantes, seguindo-se sucessivamente parágrafos com informações cada vez menos importantes. No caso do online propõe-se uma nova técnica a que chamei Pirâmide Deitada. Trata-se de uma arquitectura noticiosa de livre navegação que oferece quatro níveis de informação. Começa com a Unidade Base - o lead - que responde ao essencial: O quê, Quando, Quem e Onde. Segue-se um outro bloco de informação - o Nível de Explicação - que responde ao Por Quê e ao Como, completando a informação essencial sobre o acontecimento. Na passagem de um nível para o outro existe apenas um link. A partir deste nível o texto passa a incluir links para mais informação sobre os vários aspectos centrais da notícia. Chama-se Nível de Contextualização e os blocos de informação podem ser texto, vídeo, som ou infografia animada: o objectivo é situar a informação num determinado contexto social, cultural, económico, etc..Por fim, o Nível de Exploração liga a notícia ao arquivo da publicação ou a arquivos externos, aprofundando mais cada um dos aspectos antes referidos. Ao contrário do que acontece na Pirâmide Invertida, aqui o jornalista não se concentra na decisão do que é mais importante para si, mas em oferecer informação mais rica que permita a cada utilizador ler aquilo que mais lhe interessa. Desta forma o utilizador que prefere pouca informação fica-se pela leitura dos primeiros níveis e o leitor mais exigente pode explorar o assunto até se considerar satisfeito com a informação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Essa gramática destina-se apenas ou mais a pessoas cuja profissão está relacionada com a escrita ou é algo que, mais cedo ou mais tarde, poderá ser um conhecimento necessário ao cidadão comum?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta gramática é uma ferramenta profissional para quem conta histórias ou relata factos. O objectivo é libertar o leitor e dar-lhe a possibilidade de personalizar uma história, escolhendo ele próprio o percurso de leitura que mais lhe interessa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No caso concreto dos jornalistas, considera que é necessário reaprenderem a escrever para poderem escrever para jornais on-line?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só se for por causa do novo acordo ortográfico (risos). Claro que não é preciso reaprender, basta fazer as necessárias adaptações. Aconteceu o mesmo no início da rádio e posteriormente na televisão. O ano passado, por ocasião dos 50 anos da RTP, foram emitidas gravações onde foi possível constatar isso mesmo: muitos dos primeiros jornalistas de televisão chegaram à RTP vindos de rádios, por isso a linguagem e a colocação de voz eram tipicamente radiofónicos. O que se faziam não era jornalismo televisivo, mas jornalismo radiofónico com imagens. Por isso é natural que actualmente se utilizem no online as técnicas usadas na imprensa escrita. Mas as coisas começam a mudar. A técnica que eu proponho para o jornalismo na Web é apenas um pequeno contributo para uma futura linguagem, mas já é leccionada em algumas instituições de ensino superior portuguesas, espanholas e americanas. Tenho sido convidado para fazer alguns workshops em escolas e a receptividade tem sido boa. As regras para escrever em jornais online são simples e com uma utilização regular acabarão por ser interiorizadas. Um exemplo: para quê gastar quatro parágrafos a explicar se determinada jogada de futebol foi ou não grande penalidade quando é possível mostrar um vídeo com a jogada? O texto é substituído por vídeo e cada um fará a sua própria interpretação da jogada. Desta forma consegue-se até um jornalismo mais objectivo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vários autores, como Kress, defendem que hoje ler já não é algo que se faz da esquerda para a direita e de cima para baixo, mas é também ler ecrãs, com uma organização espacial diferente e com elementos multimédia além do texto. Concorda com esta posição?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Absolutamente de acordo. Lemos textos tal como lemos imagens ou sons porque o cérebro associa imagens e sons a palavras, e vice-versa. A nossa geração teve uma educação muito baseada na linguagem verbal escrita e por isso fomos obrigados a adquirir um conjunto de competências iconográficas no dia-a-dia para compreendermos as novas narrativas. A geração actual tem uma educação em que as linguagens verbal e não verbal surgem em pé de igualdade e por isso adaptam-se muito rapidamente a este novo estilo de narrativas multimédia. A exploração das potencialidades da Web que proponho procura justamente atrair estas novas gerações para a leitura de informação de cariz jornalístico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então, o que é escrever hoje?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, como sempre, podemos escrever com letras, mas também com imagens ou sons, embora nos dois últimos casos seja necessário o apoio do texto para uma correcta descodificação. As "escritas" não se substituem, complementam-se. Ao olhar para um quadro fazemos uma leitura contextualizada graças ao que lemos sobre o autor, sobre a sua época ou sobre as técnicas utilizadas. Se não fosse assim, tudo o que pudéssemos dizer seria o reflexo de um estado de espírito e não uma apreciação da obra. Apesar de defender esta escrita hipermultimediática devo sublinhar que sem um bom domínio do texto verbal escrito não é possível desenvolver outras competências. Quem não lê terá certamente muitas dificuldades na escrita e na interpretação do mundo que o rodeia pelo que a sua produção intelectual ficará irremediavelmente condicionada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A UBI é um caso paradigmático, pois, a partir de um jornal on-line acabou por apostar também na edição em papel. Como é que viu essa decisão e o que pensa dessa complementaridade?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O URBI em papel surgiu numa altura em que o online ainda não tinha a projecção que tem hoje e o acesso à Internet estava restrito a um pequeno grupo. Com a vulgarização dos acessos à Internet penso que em breve deixará de fazer sentido ter uma edição em papel.&lt;br /&gt;O João defende há muito o desenvolvimento do jornalismo on-line em Portugal, mas esse desenvolvimento tem sido incipiente. Na sua opinião por que é que o jornalismo em suporte on-line tem de ser desenvolvido e de que forma é que tal poderá ser feito, tendo em conta que o que preocupa as empresas é o retorno publicitário?De acordo com o Innovation in Newspapers 2007 World Report, em 2012 a Internet será a primeira fonte de informação jornalística em todo o mundo. Um outro estudo aponta para 2018 como o ano em que as receitas do online vão ultrapassar as receitas do papel. Estamos claramente no início de um ciclo ascendente para este sector. Aqui ao lado, em Espanha, há inúmeros casos de sucesso de publicações exclusivamente online, com jornalistas que fizeram a carreira na imprensa escrita a lançarem os seus próprios projectos na Web. O nome mais importante do sector online em Espanha, Mário Tascón, abandonou a liderança da Prisa.com para lançar um projecto próprio. Estamos a falar de um administrador de topo de um dos grupos mais importantes do planeta. Neste momento as grandes empresas internacionais estão a apostar no sector da informação online seguindo as indicações no mercado. Em Portugal as coisas acontecem sempre mais tarde, mas se olharmos com atenção percebemos que há mudanças recentes no Expresso, no Público, no Jornal de Notícias, na TSF, na RTP, só para citar alguns exemplos. Definitivamente, o futuro está na Web.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Na sua opinião, há espaço para ser criada uma televisão regional? Se sim, de que forma tal poderá ser feito, tendo em conta a necessária viabilidade financeira? Se não, porquê?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depende muito do tipo de televisão regional que estivermos a falar. Se pensarmos num projecto sério e com qualidade penso que é muito difícil fazer uma televisão que abranja apenas os distritos Castelo Branco, Guarda e Portalegre. Nestes três distritos há jornais e rádios locais a viver com grandes dificuldades financeiras e note-se que estamos a falar de meios menos exigentes em termos de recursos humanos e técnicos. A única forma de lançar uma televisão digna desse nome seria alargar a área de influência ou juntar num só projecto todas as rádios e jornais regionais, as escolas de ensino superior, as associações de desenvolvimento regional e um conjunto de investidores dispostos a apostar num projecto cujo retorno só ocorre no médio-longo prazo. Noutro país poderíamos ter aqui uma fantástica oportunidade, em Portugal temos uma impossibilidade devido aos bairrismos bacocos e às mentalidades de minifúndio dominantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Na chamada geração dos polegares, a informação passa cada vez mais pelo telemóvel. Podem os jornais ganhar a batalha de serem lidos em telemóvel? A UBI está a desenvolver investigação no sentido de adaptar esse suporte à informação?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O jornalismo para dispositivos móveis é uma das apostas de futuro onde a UBI está a desenvolver investigação. Iniciámos recentemente um novo projecto que procura desenvolver linguagens e interfaces que permitam aos utilizadores aceder a informação jornalística a partir de telemóveis e de plataformas de jogos, como a PSP. O tempo dos clubes de leitura passou. A distribuição dos jornais, uma das partes mais caras de todo o processo, tenta levar a informação até pontos próximos do leitor, mas já não é suficiente. Para quê comprar um jornal no quiosque se é possível tê-lo a toda a hora no telemóvel? É evidente que ler num ecrã de telemóvel não é agradável, mas é justamente nesse campo que o projecto vai trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cara da notícia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;João Canavilhas é doutorado em Comunicação pela Univ. de Salamanca e professor na Universidade da Beira Interior onde lecciona várias disciplinas na área de jornalismo. Investigador no Labcom - Laboratório de Comunicação Online, coordena ainda o Centro Multimédia da UBI e é director do primeiro jornal online universitário português, o URBI. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-8359361779769708039?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/8359361779769708039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/10/entrevista-com-o-professor-joao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8359361779769708039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/8359361779769708039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/10/entrevista-com-o-professor-joao.html' title='Entrevista com o professor João Canavilhas'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/StMosNc_AtI/AAAAAAAAAD0/NwOcSxsRV2M/s72-c/joao+canavilhas,+professor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-2050426249179243920</id><published>2009-10-06T12:32:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T12:39:45.404-07:00</updated><title type='text'>Carlos Costa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/Ssuc3FTkfNI/AAAAAAAAADs/2wxLUK_-cHE/s1600-h/capa_grande.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389573849209928914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/Ssuc3FTkfNI/AAAAAAAAADs/2wxLUK_-cHE/s320/capa_grande.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/SsucssOKEPI/AAAAAAAAADk/7njacIb9Jyw/s1600-h/Monsenhor+Americo+morre+aos+79+anos++-+Foto+Carlos+Costa+(53).JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389573670677647602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/SsucssOKEPI/AAAAAAAAADk/7njacIb9Jyw/s320/Monsenhor+Americo+morre+aos+79+anos++-+Foto+Carlos+Costa+(53).JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De excelente qualidade a fotografia publicada pelo Jornal de Fato sobre a morte do monsenhor Américo Simonetti, na primeira página. Obra do repórter-fotográfico Carlos Costa, que entende do assunto. Veja a a foto individualmente e como foi publicada&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-2050426249179243920?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/2050426249179243920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/10/carlos-costa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2050426249179243920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2050426249179243920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/10/carlos-costa.html' title='Carlos Costa'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/Ssuc3FTkfNI/AAAAAAAAADs/2wxLUK_-cHE/s72-c/capa_grande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-1167975246737236265</id><published>2009-10-06T12:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T12:32:21.816-07:00</updated><title type='text'>Artigo do padre Américo</title><content type='html'>Como editor do Jornal de Fato, propus para o monsenhor Américo Simonetti, que faleceu neste final de semana, que escrevesse um artigo por semana sempre aos domingos. Isso aconteceu em 2005. Esta relação durou mais de um ano. Um dos artigos publicados, reproduzo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizes chamados felizes&lt;br /&gt;MONSENHOR AMÉRICO SIMONETTI&lt;br /&gt;Hoje, para nossa reflexão, está um trecho do Evangelho de Mateus: 5, 1-12. São chamados de "felizes" pessoas e categorias de pessoas que normalmente são chamados "infelizes".&lt;br /&gt;Esta passagem do Evangelho caracteriza-se pela repetição do adjetivo "bem-aventurados", o qual significa "felizes", que vem sempre no início de todas as oito proposições:&lt;br /&gt;"Bem-aventurados, os pobres de espírito..."&lt;br /&gt;"Bem-aventurados os mansos..."&lt;br /&gt;"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça..."&lt;br /&gt;"Bem-aventurados os misericordiosos..."&lt;br /&gt;"Bem-aventurados os puros de coração..."&lt;br /&gt;"Bem-aventurados os que promovem a paz..."&lt;br /&gt;"Bem-aventurados os que são perseguidos..."&lt;br /&gt;Como entendemos as bem-aventuranças? O que elas representam e dizem para nós hoje? Nós somos pessoas felizes? A nossaa felicidade consistem em quê?&lt;br /&gt;A filosofia que impera no mundo é a filosofia do prazer e do bem-estar. Na mentalidade do mundo, é feliz quem é rico, é feliz quem é poderoso e domina os outros, é feliz quem tem fartura de tudo.&lt;br /&gt;A visão que Jesus nos ensina é diferente. A verdadeira felicidade não está nestas coisas. Está na humildade, na simplicidade, no acolhimento tranqüilo da vida, em nunca perder a fé e a confiança em Deus que nos ampara. Até nas perseguições enfrentadas por amor à justiça, ressoa, para o Justo, a grande palavra de Deus: "alegrai-vos e exultai pois é grande no céu a vossa recompensa".&lt;br /&gt;Já aqui na terra há uma íntima felicidade para que abraçam a lição das bem-aventuranças. E muito mais felizes serão um dia, para sempre, no céu. Serão "bem-aventurados": esse é o estilo luminoso e sereno da felicidade dos que um dia estarão para sempre na Casa do Senhor.&lt;br /&gt;As bem-aventuranças não se limitam a repetir os princípios da fé ou exortações para confiar em Deus. Elas afirmam com simplicidade mas também com muita decisão, que uma coisa nova começou neste mundo. A felicidade que aqui é atribuída às várias categorias de pessoas, não é considerada somente como promessa para o futuro, mas é afirmada como realidade agindo no presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-1167975246737236265?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/1167975246737236265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/10/artigo-do-padre-americo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/1167975246737236265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/1167975246737236265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/10/artigo-do-padre-americo.html' title='Artigo do padre Américo'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-2859148326950971727</id><published>2009-10-01T06:53:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T06:57:03.128-07:00</updated><title type='text'>Sim, a culpa é toda da internet</title><content type='html'>Este texto está no blog &lt;a href="http://webmanario.wordpress.com/"&gt;Webmanario&lt;/a&gt;, que trata de uma situação bastante interessante com relação ao meio internet e o meio jornal impresso. Como o Brasil já sente os efeitos da queda na circulação (nenhum jornal tem atualmente uma tiragem superior a 300 mil exemplares) e com a popularização da banda larga, nós jornalistas, vislumbramos um futuro muito mais dinâmico e multimídia. Olha só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan Mutter tem um contraponto muito bacana à &lt;a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/08/07/nao-a-culpa-nao-e-da-internet" target="_blank"&gt;tese de Jeff Sonderman&lt;/a&gt;, que sustenta que as notícias sempre foram de graça e, por isso, a culpa pela crise dos jornais não é da Internet e seu modelo de distribuição gratuita de informação.&lt;br /&gt;Mutter, jornalista veterano e editor de um dos blogs mais relevantes sobre o futuro do jornalismo (&lt;a href="http://newsosaur.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Reflections of a Newsosaur&lt;/a&gt;), realizou um levantamento que liga, e diretamente, o &lt;a href="http://newsosaur.blogspot.com/2008/05/how-net-clobbered-us-media.html" target="_blank"&gt;uso da rede ao declínio&lt;/a&gt; da circulação dos produtos impressos.&lt;br /&gt;Pelo seu estudo, países em que a adesão à banda larga residencial supera 20% da população assistem, simultaneamente, à queda de tiragem e faturamento publicitário de seus veículos de papel. Quando o número chega a 30%, o sinal vermelho se acende e a redução passa a ser brutal.&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, ressalta Mutter, o forte movimento para baixo das circulações começou a ser notado em 2003, quando o acesso à banda larga nas casas americanas já era de 23%, e se intensificou a partir do ano seguinte, quando bateu em 31%.&lt;br /&gt;Hoje, 60% dos americanos (eu atualizei o dado do texto original de Mutter, escrito em maio de 2008) possuem uma conexão rápida em seu domicílio. E os jornais, que alcançavam um terço dos habitantes dos EUA em 1946, agora têm um share de apenas 18%.&lt;br /&gt;Mutter não se restringiu aos Estados Unidos: segundo ele, a tendência do “de 20% para cima em banda larga residencial, menos jornais na rua” se repete em países como Alemanha, Canadá, Holanda e Reino Unido.&lt;br /&gt;Preço alto e limitação de acesso à internet em países pobres ou em desenvolvimento explicam, de acordo com ele, porque o negócio jornal ainda está no azul em lugares distintos como Brasil, China e Índia _além da franca expansão econômica, que tirou cidadãos da linha de pobreza e deu às suas economias uma nova classe de consumidores.&lt;br /&gt;É questão de tempo, diz Mutter.&lt;br /&gt;No Brasil, falta pouco para testarmos a regra dos 30% (porcentagem em que a coisa, de fato, fica feia para os impressos): hoje, 16% dos brasileiros possuem banda larga em casa. Até o final de 2009 eles deverão ser 20%. Estima-se que alcançaremos a “linha de Mutter” em 2011.&lt;br /&gt;Está chegando a hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-2859148326950971727?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/2859148326950971727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/10/sim-culpa-e-toda-da-internet.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2859148326950971727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/2859148326950971727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/10/sim-culpa-e-toda-da-internet.html' title='Sim, a culpa é toda da internet'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-6561207569156001696</id><published>2009-09-29T06:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T06:17:27.977-07:00</updated><title type='text'>Webjornalismo participação na Tribuna do Norte</title><content type='html'>Ao lado do companheiro de batalha na Uern e no Jornal de Fato, Higo Lima, apresentei um trabalho no Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Intercom, Curitiba, sobre a participação dos leitores da Tribuna do Norte na produção de notícias. Você pode conferir o trabalho aqui no blog.&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt; &lt;a href="http://www.slideshare.net/secret/Bpw438yYXUI2Xi"&gt;http://www.slideshare.net/secret/Bpw438yYXUI2Xi&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-6561207569156001696?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/6561207569156001696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/09/webjornalismo-participacao-na-tribuna_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6561207569156001696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6561207569156001696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/09/webjornalismo-participacao-na-tribuna_29.html' title='Webjornalismo participação na Tribuna do Norte'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-6030393858541049167</id><published>2009-06-30T18:35:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T19:03:50.677-07:00</updated><title type='text'>Radioweb em Mossoró</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/SkrAcbYlYVI/AAAAAAAAADc/J7s9u_YoSQE/s1600-h/radioweb+mossoro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353302701702996306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/SkrAcbYlYVI/AAAAAAAAADc/J7s9u_YoSQE/s320/radioweb+mossoro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiquei realmente maravilhado ao ouvir a &lt;a href="http://www.lembrancafm.com/"&gt;Lembrança FM&lt;/a&gt;, a primeira webradio de Mossoró. Conduzida por excelentes profissionais, o internauta ainda tem o recurso de poder ver os locutores durante o programa, através de três câmeras que se alternam o tempo todo. A seleção musical também é de excelente qualidade. Quem quiser conhecer um pouco da emissora, vale a pena acessar o site, que ainda está em processo experimental.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-6030393858541049167?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/6030393858541049167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/06/radioweb-em-mossoro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6030393858541049167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6030393858541049167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/06/radioweb-em-mossoro.html' title='Radioweb em Mossoró'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/SkrAcbYlYVI/AAAAAAAAADc/J7s9u_YoSQE/s72-c/radioweb+mossoro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-233811975960105858</id><published>2009-06-30T18:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T18:35:37.723-07:00</updated><title type='text'>Banda MP3 na Intertv</title><content type='html'>Essa reportagem saiu há mais de um mês no programa RN TV, da Intertv Cabugi. Vale a pena dar uma olhada para quem quer conhecer um pouco da banda. Vale também pelas belas imagens do amigo Zenóbio Oliveira, uma das cabeças pensantes da Comunicação Social da Uern.&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-21853dd4d62b7d7d" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D21853dd4d62b7d7d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331266589%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D111E1881461051509DF81EE36AF9A639D2C33A32.403627129F576B346D95AC726B8A93807D8CF0D0%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D21853dd4d62b7d7d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D0LZsmoiyELafJmka1YPwY5VsKK8&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D21853dd4d62b7d7d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331266589%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D111E1881461051509DF81EE36AF9A639D2C33A32.403627129F576B346D95AC726B8A93807D8CF0D0%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D21853dd4d62b7d7d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D0LZsmoiyELafJmka1YPwY5VsKK8&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-233811975960105858?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=21853dd4d62b7d7d&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/233811975960105858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/06/banda-mp3-na-intertv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/233811975960105858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/233811975960105858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/06/banda-mp3-na-intertv.html' title='Banda MP3 na Intertv'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-4510523730353249563</id><published>2009-05-26T18:21:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T18:31:09.660-07:00</updated><title type='text'>Edita imagens no Infarview</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/ShyX0W1Gw7I/AAAAAAAAADU/IbjtTMboSSE/s1600-h/fotos_de_william_oficina_(6)_62.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340310183891878834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/ShyX0W1Gw7I/AAAAAAAAADU/IbjtTMboSSE/s320/fotos_de_william_oficina_(6)_62.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/ShyXoYc_HyI/AAAAAAAAADM/QFt4T9GFPVE/s1600-h/foto+para+o+curso11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340309978169155362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/ShyXoYc_HyI/AAAAAAAAADM/QFt4T9GFPVE/s320/foto+para+o+curso11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não conhecia este programa de edição de imagens, até me deparar com o curso Jornalismo 2.0 da Knight Center. Posso dizer que se trata de um bom programa para quem busca uma edição rápida, sem maiores complicações, um bom programa até mesmo para quem é profissional na área. No meu caso, que não sou e que sou fotógrafo apenas como necessidade dos novos tempos de jornalismo multimídia, aproveitei para instalar o programa (que é gratuito) e para editar duas de minhas imagens sobre aspectos arquitetônicos da minha cidade, que começam a receber a poluição de letreiros de lojas que estão ocupando estes espaços. Como não há uma política de incentivo ao patrimônio, muitos destes imóveis estão mal-conservados. No Infarview, tive a oportunidade de melhorar a minha foto, dando um tratamento melhor, sobretudo na tonalidade e na valorização das cores, a partir da ferramenta "color corrections". Nas ferramentas sugeridas para a atividade (o resize), reduzi o tamanho da foto, que tinha 1,3 megabytes para pouco mais de 50k, um tamanho que considerei bom para adicioná-las à internet. A ferramenta de corte possbilitou que eu pudesse fazer uma pequena edição nas imagens, retirando o que considerei desnecessária na foto. No geral, não encontrei qualquer dificuldade, visto que o software é simples, de fácil manuseio e ideal para quem quer seguir na prática de edição de imagens.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-4510523730353249563?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/4510523730353249563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/05/edita-imagens-no-infarview.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4510523730353249563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/4510523730353249563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/05/edita-imagens-no-infarview.html' title='Edita imagens no Infarview'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/ShyX0W1Gw7I/AAAAAAAAADU/IbjtTMboSSE/s72-c/fotos_de_william_oficina_(6)_62.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-7390404953442271316</id><published>2009-05-19T18:40:00.001-07:00</published><updated>2009-05-19T18:40:29.698-07:00</updated><title type='text'>Análise comparativa de resultados em sites de busca sobre “cura para o stress”</title><content type='html'>Nos sites de busca, quando o tema proposto é "a cura do stress" percebe-se, no cinco primeiros resultados analisados, que o Google apresenta uma maior diversidade de opções tanto para cura para o stress, quando para temas que tem relação de alguma forma. Não apenas sobre o campo da saúde, mas aparece resultados como uma página de turismo, onde Dubai seria uma cidade ideal para "a cura do stress". Ou até mesmo um blog em que apresenta um texto em tom melancólico de um "estressado". Para quem estiver interessado no assunto, o Google possibilitou a maior diversidade possível acerca do tema.&lt;br /&gt;O Yahoo, por sua vez, apresentou resultados sobre o stress enquanto um problema de caráter médico, como por exemplo: a Cura para o Stress, Stress: Uma doença moderna! , Stress - O mal do século XXI e no site Saúde Vida On Line (O que é o Stress?). Percebe-se que os resultados abordam uma única temática, quando pode acontecer que o usuário busque outras formas de discutir o stress que não apenas sob a ótica médica. O mesmo pode ser dito do site Altavista, que apresentou resultados muito semelhantes ao do Yahoo, exceto com uma diferença: a citação de uma editora de livros ("Sá Editora - O livro para o prazer da leitura").&lt;br /&gt;O resultado é bastante semelhante no buscador do MSN, com dois resultados que destoam do tema: A CURA DA ACNE EM 24 H e O Abraço cura.&lt;br /&gt;O Radaruol foi direto ao assunto que lhe interessa, que é o comercial. Os primeiros resultados da busca se limitam a questões que envolve anunciantes, publicidade, algo que pode não interessar quem está pesquisando sobre o tema. Os resultados tratavam de: Acabe Com o Seu Estresse Reduza as Químicas Cerebrais Prejudiciais que Causam Estresse. www.Mente-Quantica.com GABA 750 mg 100 caps, Neurotransmissor inibitório. Indispensável contra o stress. www.Super-Smart.eu Curves, Academia Feminina Combata o Stress Exercitando Corpo e Alma! Experimente 7 Dias Grátis. www.curves.com.br, A psoríase tem cura Centro de cura de psoríase Lisboa- 213630925 - 961013078 www.curamos-psoriase.com.&lt;br /&gt;O Clusty, talvez por ser um buscador em inglês, apresentou maior dificuldade de encontrar resultados relacionados ao tema. Na maioria, nada tinha a ver com "a cura do stress", como estes exemplos: "Cura" é uma palavra com muito poder... Ou mesmo: Existem tratamentos para o VIH/ HIV e a SIDA/AIDS? Sim, existem vários tipos de tratamentos para o VIH/SIDA (HIV/AIDS). Ou então: Andorra viagra distintos. O Clusty não conseguiu resolver nenhum problema. E ainda traz no alto da página um indicador de que a grafia do tema poderia estar errada e sugere: "Você quis dizer: curia para o stress". Ao clicar no link, os primeiros resultados referem-se ao Grande Hotel da Curia e a Igreja Católica Romana ou catolicismo.&lt;br /&gt;O Ask lembra o Radaruol e o Clusty juntos. Abre resultados de publicidade, mas nenhum deles lembra o tema proposto. Chega a ser engraçado, como nestes exemplos: Cura para la colitis - Healthcare.com, Stress Relievers, Biodots stress cards, stress chips. E uma página em português: Problemas Sexo/O Stress?. Estas mesmas páginas aparecem como resultados no www.dogpile.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-7390404953442271316?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/7390404953442271316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/05/analise-comparativa-de-resultados-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/7390404953442271316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/7390404953442271316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/05/analise-comparativa-de-resultados-em.html' title='Análise comparativa de resultados em sites de busca sobre “cura para o stress”'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-6263114023836572473</id><published>2009-05-19T17:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T17:57:22.518-07:00</updated><title type='text'>Agregadores: Feedreader 3.14 e o Google Reader</title><content type='html'>Nunca antes tinha passado por uma experiência realmente prática de utilização dos agregadores. Percebia o ícone RSS nas páginas, mas nunca antes me interessei em saber exatamente do que se tratava. Li a respeito do assunto, entendia a sua finalidade até que resolvi utilizar este serviço a partir do Google Reader, que estou usando há dois meses. Trata-se de um agregador recheado de vantagens, a principal delas é por conta de ser uma página do Google, acessada por uma senha e um login. Assim, o usuário não precisa baixar um programa semelhante em seu computador, mas terá acesso aos feeds em qualquer máquina onde ele estiver.&lt;br /&gt;É dinâmico, pode ser compartilhado com amigos e dá um resumo das minhas atualizações preferidas. Mas, nem tudo é perfeito: o Google Reader precisa que o usuário constantemente atualize o site a fim de conhecer se algum post novo foi incluído nas páginas adicionadas. No começo, é interessante, depois passa a ser um incômodo. Um ponto positivo é a página inicial, que dá um resumo das atualizações mais recentes, um apanhado que lembra um clipping. Antes de conhecer o Google Reader, precisava manter ao menos sete páginas do Internet Explorer abertas a fim de acompanhar os jornais on line. O agregador conseguiu unificar tudo e agilizou muito o processo de acompanhamento das notícias.&lt;br /&gt;Mesmo assim, baixei o Feedreader 3.14, uma ferramenta que funciona como o Googler Reader, com a diferença que precisa ser instalado na máquina do usuário. Ou seja, ele tem um agregador moderno, mas não pode contar com ele em qualquer lugar. Por isso, nesta análise considero que cada um oferece vantagens e desvantagens e que, no final das contas, é importante manter os dois, como uma espécie de programa de e-mail (quando se tem um email através do Outlook e outro através de acesso em página da internet, por exemplo).&lt;br /&gt;O principal atributo do Feedreader é a agilidade que o Google Reader não oferece. É possível tomar conhecimento de todas as atualizações através de um sinal sonoro e de uma janela que se abre no canto direito da tela. Esta janela traz os títulos dos posts adicionados que, clicados neles, vão direto para a página do RSS, onde a informação é apresentada a partir de um resumo. Como o resumo é padrão, independente do agregador, o Feedreader e o Google são muito parecidos.&lt;br /&gt;Mas, o primeiro tem uma outra vantagem sobre o segundo: é possível visualizar o site de origem da post na própria ferramenta do agregador. No Google Reader, uma outra janela se abre para que o site seja visto no browser. No Feed, o acesso é rápido e ajuda o usuário e ir direto onde quer, sem precisar abrir uma nova janela de internet.&lt;br /&gt;Para o exercício de meu trabalho na redação, o Feedreader mostra-se eficiente, pois é possível tomar conhecimento da atualização de forma instantânea e assim encaminhar possíveis pautas ou discussões acerca de um tema para outros companheiros do jornal. No Google Reader, é preciso ficar sempre atualizando a partir de um botão na página ou utilizando a tecla F5. Como nem sempre isso é feito com constância, às vezes, perde-se um tempo preciso ao tomar conhecimento atrasado de uma informação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-6263114023836572473?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/6263114023836572473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/05/agregadores-feedreader-314-e-o-google.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6263114023836572473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/6263114023836572473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/05/agregadores-feedreader-314-e-o-google.html' title='Agregadores: Feedreader 3.14 e o Google Reader'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1961047511550103413.post-369673850751235607</id><published>2009-05-10T15:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T18:17:22.485-07:00</updated><title type='text'>Web 1.0 vs Web 2.0 – Uma mudança de comportamento</title><content type='html'>Os teóricos da comunicação têm atribuído datas diferentes de origem da internet, embora estejam de acordo quanto ao seu objetivo inicial. Pollyana Ferrari cita em seu livro "Jornalismo Digital" que a internet foi concebida em 1969. Já Antônio Costella, por sua vez, afirma que a internet começou a surgir no final da década de 1950. Embora os dois autores diferenciem em seus estudos quanto à época de surgimento da rede, ambos concordam quanto a sua finalidade nesse período. A Internet servia de instrumento para o Departamento de Defesa norte-americano nas pesquisa de informações do serviço militar em meio aos tempos de Guerra Fria.&lt;br /&gt;Depois de vários testes entre regiões distantes dos Estados Unidos, em 1975, a Agência de Comunicação e Defesa ganhou o controle da Arpanet, rede nacional de computadores que servia de comunicação emergencial caso os Estados Unidos fossem atacados por outro país. Assim, a troca de dados teve um crescimento considerável, chegando a novos usuários, principalmente os pesquisadores universitários com trabalhos na área de segurança e defesa.&lt;br /&gt;No final da década de 1980, muitos computadores já estavam interligados em todo o mundo, abrangendo o alcance da rede em cerca de 80 países, inclusive o Brasil, que deu início a difusão da internet em seu território no ano de1990 por meio da Rede Nacional de Pesquisas. Nesta época, os consumidores em potencial dessa novidade eram preferencialmente as instituições de ensino ou educacionais.&lt;br /&gt;A expansão dos usuários da internet no planeta foi inevitável frente as facilidades que ela oferecia aos consumidores. Para se ter uma ideia de como o serviço foi aceito pela população mundial, o número de computadores conectados entre si subiu de 1,7 milhões de em 1993 para 20 milhões quatro anos depois. Em 1996 já eram 56 milhões de usuários em todo o mundo, a maioria ainda concentrado nos Estados Unidos, local de origem da internet.&lt;br /&gt;A chamada Web 1.0 está configurada aí, quando a rede passou a ser utilizada como negócio para as empresas, onde os serviços de mensagens instantâneas e os e-mails eram uma grande novidade e isso significava agilidade e barateamento dos custos. Como o serviço de Web era caro, poucas pessoas tinham acesso à internet, o que a tornou numa rede onde o conteúdo era produzido por especialistas, atualizado por especialistas e alguns outros internautas tinham acesso na rede.&lt;br /&gt;Eu lembro bem quando a internet chegou em Mossoró, através das linhas discadas em 1996, e como trabalhava num jornal, nós na redação não sabíamos ao certo qual seria a sua finalidade. No início, a web era utlizada por nós apenas para transmissão de dados e acesso a algumas páginas de empresas como o Zaz (hoje o Terra) e o Uol. Até mesmo o conteúdo destes sites era experimental. Os jornais começaram a explorar a rede, reproduzindo a versão impressa, de forma integral, para o computador. Acreditava que teria uma maior abrangência, mesmo ciente de que em Mossoró (RN), onde eu moro, o número de computadores ligados na rede eram muito pouco – não chegando a 500.&lt;br /&gt;Essa primeira fase da internet foi formatada a partir de um compartilhamento de conteúdo limitado, em que corporações buscavam manter negócios na rede, criando a famosa "bolha das empresas pontocom", que estourou poucos anos depois.&lt;br /&gt;A Web 2.0 é uma mudança de comportamento. Em meio à revolução digital, onde a internet surge não como uma mídia, mas como uma plataforma que alterou todos os segmentos sociais e práticas do cotidiano, a rede passou a ser tão comum quanto ligar a TV ou rádio. O grande número de usuários (cerca de 1 bilhão no mundo inteiro) também alterou a rede. Hoje, esses usuários são produtores de conteúdo, compartilham material e não são mais meros passivos diante das estratégias corporativas da Web 1.0. O fator de democratização da rede foi o contribuinte principal para o estabelecimento deste novo modelo de Web.&lt;br /&gt;Os blogs, Flickr, Orkut, Youtube e Twitter colocaram qualquer pessoa no ciberespaço, emitindo opiniões, questionando, divulgando material, interagindo com outras pessoas, encurtando caminhos, a qualquer hora ou lugar. A Web 2.0 são todas estas pessoas. A Web 2.0 mexeu com setores como a música, o cinema, a TV, os jornais... Este novo consumidor não quer se sentir obrigado a sentar na frente da TV naquele horário predeterminado para ver o seu programa favorito. Ele é quem decide o horário para assisti-lo. Ele também não quer receber as notícias do jornal no papel destacando informações do dia anterior. Ele quer a notícia na hora do acontecimento, em tempo real, comentada, com fotos, vídeo e áudio. E esse novo comportamento está afetando diretamente estes mercados, que já precisam perceber a internet, a Web 2.0, como solução para seus negócios.&lt;br /&gt;Portanto, estamos no olho do furacão, como disse o professor Rosental Calmon Alves em sua palestra em São Paulo no Congresso Nacional de Jornais, no ano passado, e os novos consumidores da rede são também produtores. Uma relação nunca antes vista e que sequer os especialistas da Web 1.0 poderiam prever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Novidades do webjornalismo e futuro dos jornais impressos, envie para o offsetdoispontozero.blogspot.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1961047511550103413-369673850751235607?l=offsetdoispontozero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/feeds/369673850751235607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/05/web-10-vs-web-20-uma-mudanca-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/369673850751235607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1961047511550103413/posts/default/369673850751235607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://offsetdoispontozero.blogspot.com/2009/05/web-10-vs-web-20-uma-mudanca-de.html' title='Web 1.0 vs Web 2.0 – Uma mudança de comportamento'/><author><name>William Robson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17121158068675499422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_Er3YklQSHuM/TKc3xtLNUAI/AAAAAAAAAEk/orV7_vTv5-0/S220/no+aviao.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
